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“Se considerarmos plausível a assertiva de que o museu é uma morada de dispersões temporais, corporais e simbólicas, compreenderemos que o objeto cultural recebe nele nova e diversa hospitalidade. Como na vida social, o museu é compreendido pela pluralização movente de sentidos, conferidos e subvertidos a cada visita, posto que o campo da recepção é, também ele, diverso e criativo.”
PEREIRA, Júnia Sales; CARVALHO, Marcus Vinicius Corrêa. Sentidos dos tempos na relação museu / escola. Cad. Cedes. Campinas. v. 30. Nº. 82. p. 384, set.-dez. 2010. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v30n82/08.pdf >.
Nesse sentido, para Pereira e Carvalho (2010), o museu é um:
espaço erigido a partir do suposto da totalidade cultural, pretendendo assim encenar os sentidos unívocos do tempo histórico e toda a história nele implicada. E há nele a insistência na representação da verdade encarnada nas mais significativas imagens.
local onde não se pode levar em consideração o possível cruzamento de fronteiras em direção às outras aprendizagens. Seria um espaço específico sobre aquela determinada temática e determinado tempo histórico.
ambiente em que reside a inter-relação das percepções sociais diversas, guardando uma variedade de gestos preservacionistas, silenciamentos monumentalizares, perspectivas historiográficas e museológicas, bem como intenções educativas.
local de uma relação educativa iminente, dependente da capacidade criadora do setor educativo em problematizar seus limites e seus interesses; sem o que haveria, apenas, uma possibilidade latente, mal desdobrada, de uma relação fundamentalmente educativa.