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Abaixo, reproduzimos trechos de dois poemas que abordam o otimismo socialista diante da vitória do Exército Vermelho sobre os nazistas em Stalingrado (julho de 1942 - fevereiro de 1943).
Tua Pátria de louros e martírios,
o sangue no teu esplendor nevado,
o olhar de Stalin sobre a neve
tingida com teu sangue, Stalingrado.
(“Novo canto de amor a Stalingrado” – Pablo Neruda)
As cidades podem vencer, Stalingrado!
Penso na vitória das cidades, que por enquanto é apenas uma fumaça subindo do
Volga.
Penso no colar de cidades, que se amarão e se defenderão contra tudo.
Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres,
a grande Cidade de amanhã erguerá a sua Ordem.
(“Stalingrado” – Carlos Drummond de Andrade)
A aliança capitalista-comunista contra o nazismo foi decisiva para a vitória contra o nazismo e para a sobrevivência da democracia. Contudo, podemos afirmar que esta encerra também uma contradição.
Todas as opções abaixo apontam aspectos importantes dessa contradição, EXCETO:
salvo o breve período de união contra o inimigo comum, as duas ideologias mantiveram-se em campos opostos durante todo o século XX.
o capitalismo precisou superar, ao longo do século XX, a crise econômica (depressão) o nazi-fascismo e a guerra e, ao final das mesmas, enfrentar a URSS, que emergia do conflito como superpotência antagonista.
a URSS foi instrumento indispensável à vitória contra o nazi-fascismo, garantindo, com isso, a permanência e a autonomia das diversas nacionalidades que a compunham.
a vitória da URSS impôs um desafio ao capitalismo e, ao mesmo tempo, forneceu-lhe o principal argumento para a sua ofensiva: o medo.
a vitória da URSS sobre a Alemanha nazista representou, de um lado, a vitória do regime instalado com a Revolução e, paradoxalmente, a salvação do próprio capitalismo, ao difundir a ideia de planejamento econômico.