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Os últimos anos da União Soviética foram uma catástrofe em câmara lenta. A queda dos satélites europeus em 1989 e a relutante aceitação por Moscou da reunificação alemã demonstraram o colapso da União Soviética como potência internacional, mais ainda como superpotência. Sua absoluta incapacidade para desempenhar qualquer papel na crise do golfo Pérsico de 1990-1 simplesmente acentuou isso. Em termos internacionais, a URSS era como um país abrangentemente derrotado – só que sem guerra.


(Eric J. Hobsbawm. Era dos extremos:

o breve século XX: 1914-1991, 1995)


O excerto refere-se a um fenômeno histórico cujo resultado mais imediato foi


A

a derrota das reformas neoliberais, implementadas pelos últimos governantes da Rússia na tentativa de salvar a economia soviética.


B

o fim do internacionalismo socialista, fato que implicou a derrota das revoluções populares nos países do terceiro-mundo.


C

a extinção de um sistema de potências, ameaçado permanentemente por guerra nuclear, que controlava e administrava conflitos ocorridos no globo.


D

a instauração de um regime de paz internacionalmente duradouro, como resultado da divisão mais equânime de poderes entre as grandes potências.


E

o enfraquecimento da influência econômica norte-americana na América Latina, devido ao fim da presença soviética na região.