Em “A história continua”, Georges Duby, um dos maiores historiadores franceses, escreve sua própria história. Ele retraça seu itinerário intelectual e profissional, situa-o na evolução geral da sua disciplina, avalia a herança que recebeu de seus predecessores e a que transmite a seus herdeiros.
(DUBY, Georges. “A história continua”. Tradução: Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed.: Ed. UFRJ, 1993).
Acerca de George Duby, sua ego-história e produção historiográfica, identifique a afirmação incorreta:
Seguindo a tradição Annales de Lucian Febvre, Duby não privilegia as fontes materiais, uma concepção de história que se contrapõe à herança positivista e seus anseios de construção de uma história objetiva.
Efetivamente o ofício do historiador passa pela operação de síntese.
Cada castelo irradiava sobre o território circundante uma forma de dominação, a senhoria, que se instalara e se consolidara entre 980 e 1030. A defasagem entre os cavaleiros, camaradas do chefe da fortaleza, e os camponeses, súditos, ligava-se estreitamente à instituição senhorial e não feudal.
Duby inicia sua carreira estudando uma das mais antigas abadias francesas, a de Fontenay, desenvolvendo um método próprio de crítica ao documento, base importante da historiografia cultural de idade média.
Na produção de George Duby, é possível notar a presente influência de Marc Bloch, Lucien Febvre, Fernand Braudel e Claude Lévi-Strauss.