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Leia o texto a seguir.
Foi preparado um intrincado plano de defesa. Primeiramente, restringindo o trânsito de automóveis nos arredores da Praça Cívica, em qualquer horário. Durante a noite, também pedestres foram proibidos de circular por ali. As exceções ficaram por conta de algumas pessoas devidamente credenciadas, que obtiveram senhas especiais, distribuídas pelos responsáveis pela segurança do Governador. Reforçaram-se as barricadas, guardadas por policiais, voluntários e soldados leais ao oficial Mauro Borges, que circulavam armados com metralhadoras, em prontidão permanente. Canhões foram colocados sobre a marquise do palácio.
SILVA, A. L.; GUARDA, J. J. da. Metralhadoras no telhado: aspectos da reação popular ao Movimento da Legalidade em Goiânia (1961). In: SILVA, A. L.; OLIVEIRA, E. C. de (Orgs.). Goiânia em Mosaico: visões sobre a capital do cerrado. Goiânia: Editora da PUC – GO, 2015. p. 49 – 73. p. 61.
O trecho citado descreve a defesa organizada pelo governador Mauro Borges do Palácio das Esmeraldas, sede do executivo goiano, durante o chamado Movimento da Legalidade. Mauro Borges era oficial do exército e possuía experiência militar. Esse importante evento político foi deflagrado
pela cassação do mandato do governador Mauro Borges, após a tomada do poder pelos militares no Golpe Civil-Militar de 1964.
pela tentativa de facções do exército brasileiro de impedir a posse do vice-presidente João Goulart, após a renúncia de Jânio Quadros.
pelo envolvimento pessoal do governador em campanhas militares, como a resistência à passagem da Coluna Prestes em Goiás.
pelo fortalecimento dos adversários políticos de Mauro Borges, cujo partido foi derrotado nas eleições majoritárias de 1960.
pela ameaça de prisão feita pelos militares goianos ao pai de Mauro Borges, o ex-governador Pedro Ludovico Teixeira.