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A emancipação política realizada pelas categorias dominantes interessadas em assegurar a preservação da ordem estabelecida, cujo único objetivo era romper o sistema colonial no que ele significava de restrição à liberdade de comércio e à autonomia administrativa, não ultrapassaria seus próprios limites.
(Emília Viotti da Costa, Da Monarquia à República: momentos decisivos)
Sobre os “próprios limites” nos quais a autora faz referência, é correto afirmar que
a independência brasileira concretizou-se em uma conjuntura desfavorável para a economia do país, porque a produção cafeeira paulista perdia, progressivamente, o domínio sobre os mercados europeu e norte-americano.
a abertura dos portos e a permissão para a produção de manufaturas fortaleceu um grupo de grandes industriais-comerciantes do Rio de Janeiro e enfraqueceu os projetos colonialistas das elites portuguesas.
as condições econômicas favoráveis do Brasil, em função da produção de açúcar e algodão da Bahia e de Pernambuco, foram decisivas para o rápido rompimento das relações coloniais com Portugal.
mesmo com a emancipação política do Brasil, a escravidão foi mantida e houve a continuidade da dependência de uma estrutura colonial de produção, com a passagem da dependência portuguesa para a tutela britânica.
o longo processo de emancipação política gerou destaque para a atuação política das elites nordestinas, o que conferiu às ricas capitanias dessa região a hegemonia política do Brasil independente.