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A intervenção portuguesa na região do rio Madeira, a partir de meados do século XVIII, relaciona-se diretamente às transformações na política territorial da Coroa, após a assinatura do Tratado de Madri (1750). Fundamentado no princípio do uti possidetis, o tratado vinculava o direito ao território à sua efetiva ocupação, levando Portugal a adotar novas estratégias de afirmação do domínio colonial na Amazônia.
Nesse contexto, a reorientação da política territorial portuguesa materializou-se
na criação de vilas em antigos aldeamentos indígenas, substituindo a administração temporal exercida pelas ordens religiosas por um aparato jurídico-institucional diretamente subordinado à Coroa.
na construção de fortificações ao longo do rio Madeira, como o Real Forte Príncipe da Beira, para defesa contra invasões estrangeiras oriundas das Guianas Holandesas e das possessões espanholas.
no ato régio de 1752, que limitava a navegação dos rios Madeira, Mamoré e Guaporé a embarcações autorizadas pela Coroa, como medida para fiscalizar a conexão entre o Estado do Grão-Pará e Maranhão e a capitania do Mato Grosso.
na restrição pombalina à circulação de pessoas relacionadas à interiorização da colonização, como bandeirantes, pecuaristas do Rio São Francisco, marchantes e mineradores, cujas tropas e embarcações eram obrigadas a passar por postos de controle ao longo do Rio Madeira.
na instalação de aduanas ao longo do rio Madeira, com a finalidade de taxar a entrada de mercadorias espanholas provenientes das fronteiras hispano-americanas, permitindo o controle do comércio externo e a fiscalização da circulação de produtos oriundos das possessões castelhanas.
Em 22 de janeiro de 1808, Salvador acolheu festivamente a esquadra que, após quase dois meses de travessia desde Lisboa, conduzia a família real portuguesa. Dois dias depois, consumava-se fato inédito: o desembarque oficial de uma dinastia europeia reinante em solo americano. Tal acontecimento insere-se no contexto das reconfigurações político-econômicas luso-britânicas. Já em 1703, Portugal firmara o Tratado de Methuen, o que na prática, reforçava:
A dependência econômica de Portugal em relação à Inglaterra, ao estabelecer a troca de vinhos portugueses por tecidos ingleses, consolidando a hegemonia manufatureira britânica.
A hegemonia dos franceses sobre o povo português, estabelecendo-se um pacto de obrigações com Napoleão Bonaparte, que impôs a Portugal a exigência de comerciar exclusivamente com a França, por meio do Bloqueio Continental.
Garantia ao Estado português a transferência temporária de sua sede, com todo o aparato administrativo e burocrático, incluindo o tesouro, as repartições, as secretarias, os tributos, os arquivos e os funcionários, sem que houvesse perda da Coroa portuguesa.
A restauração das antigas casas reais que governavam os países europeus antes da Revolução Francesa, consolidando-se como princípio de reorganização política no cenário pós-napoleônico.
Considerando a realidade dos povos originários na América portuguesa, analise as afirmativas a seguir.
I- Os europeus agiam de forma homogênea na organização das atividades do escambo principalmente nas três primeiras décadas do século XVI, trocando bugigangas por pau-brasil.
II- A partir da década de 1530, a ocupação mais sistemática da colônia, com a criação de vilas e das capitanias hereditárias, aumentou consideravelmente os conflitos e as hostilidades entre os povos originários e os europeus.
III- O Regimento do primeiro governador geral, Tomé de Souza, já incluía as diretrizes básicas da política indigenista, recomendando a guerra justa para os índios inimigos.
É CORRETO o que se afirma em:
II e III apenas.
I e II apenas.
I e III apenas.
I, II e III.
I apenas.
Acerca da escravidão e a resistência africana no Brasil colonial, é correto afirmar que
o período colonial do Brasil foi marcado pela economia açucareira, o que tornou a experiência escravista homogênea, sintetizada pela configuração da casa grande e da senzala.
o sistema colonial português foi bem sucedido no isolamento de suas colônias, o que determinou configurações sociais e econômicas incomparáveis com a experiência colonial espanhola.
a escravidão africana foi inserida no atual estado do Piauí no século XIX, quando o trabalho livre do pastoreiro foi trocado pela mão de obra escrava.
o preço da pessoa escravizada alcançava altos valores ao longo de todo o período colonial, a despeito do grande número de africanos traficados para a América portuguesa, o que desestimulou a prática da alforria.
o Quilombo dos Palmares estabelecia relações comerciais dinâmicas com os núcleos populacionais ao seu redor, além de produzir para seu próprio sustento, integrando-se de forma ativa aos circuitos econômicos da região.
“Na sua faixa litorânea, o Nordeste representou o primeiro centro de colonização e de urbanização da nova terra (...). Até meados do século XVIII, a região nordestina, que era designada como o "Norte", concentrou as atividades econômicas e a vida social mais significativa da Colônia; nesse período, o Sul foi uma área periférica, menos urbanizada, sem vinculação direta com a economia exportadora.”
FAUSTO, Boris. HISTÓRIA DO BRASIL. São Paulo: EDUSP, 1996.
Sobre a formação econômica e territorial do Brasil colonial, assinale alternativa CORRETA:
A centralidade do Nordeste deve-se à maior densidade demográfica indígena na região, independentemente da economia atlântica.
A primazia nordestina decorreu da inserção precoce do açúcar no circuito mercantil europeu, estruturando destacados núcleos urbanos na faixa litorânea, escravidão africana e concentração de poder econômico, na qual a empresa açucareira foi o núcleo central da ativação socioeconômica do Nordeste.
O Sul colonial permaneceu periférico até o século XIX por ausência de atividades econômicas relevantes no contexto da exploração colonial. Tal situação resultou de política deliberada de isolamento comercial imposta pela Coroa portuguesa.
A colonização da Capitania de São Vicente começou, como a do Nordeste, pelo litoral, com o plantio de cana e a construção de engenhos. No entanto, devido ao lucrativo tráfico de escravos, os paulistas abandonaram a produção açucareira e se dedicaram à preação indígena no interior da colônia.
Longe do centro principal da vida da Colônia, o Norte geográfico do Brasil viveu uma existência muito diversa do Nordeste. A colonização ocorreu aí lentamente, a integração econômica com o mercado europeu foi precária até fins do século XVIII onde predominou o trabalho compulsório africano.
"Guardam-se no Arquivo Público do Estado do Pará (APEP) e no Arquivo Público do Maranhão (APEM) importantes manuscritos relativos aos indígenas do Piauí colonial, sobretudo do período de 1738 a 1774. (..). A referência a 1738 é importante por ter sido aquela data o momento de uma célebre reunião da “Junta de Missões”, ocorrida em São Luís, no palácio do governador do Maranhão, para deliberar, pela primeira vez, a favor de uma “guerra defensiva” contra os povos nativos do Piauí, notadamente as nações indígenas “Gilboé”, “Guegué”, “Acoroá”, “Paracaty” e “Timbira”, todos disseminados pelo vasto sertão que abrange desde a margem esquerda do rio São Francisco até a direita do Parnaíba, com seus principais afluentes do lado direito: Uruçuí, Piauí, Itaueira, Gurgueia, Canindé, Poti e Longá.
Pelos dizeres do Termo da Junta, os fazendeiros e demais moradores das ribeiras do Itapecuru e do Parnaíba reivindicam conjuntamente do governador do Maranhão o direito de organizarem “bandeira para expulsarem o dito gentio pondo-se em seu seguimento até se lhe dar nas Aldeias” e solicitam, através da Junta de Missões, uma “ajuda de custo de pólvora, e chumbo, e armas”. Pedem também o apoio de “ordenanças [tropas de linha] daqueles distritos, para andarem na campanha todo o tempo que for preciso em seguimento dos ditos gentios”. Insistem, em uma só voz, para que o cabo da expedição seja o sargento-mor João do Rego Castelo Branco, já famoso no Piauí e Sul do Maranhão pelas mortandades que fazia entre os índios, quando convocado para chefiar as tais “bandeiras”, no sertão."
CARVALHO, João Renôr Ferreira de. Resistência Indígena no Piauí Colonial: 1718-1774. Imperatriz: Ética editora. 2005.
Considerando o texto acima e o processo de interiorização da colonização portuguesa na América, assinale a alternativa CORRETA:
A expressão “guerra defensiva” corresponde, no caso descrito, à aplicação rigorosa da doutrina escolástica da guerra justa, assegurando limites humanitários estritos à ação militar, tendo nas bandeiras a configuração de um fenômeno privado e desvinculado da estrutura política colonial.
A deliberação da Junta de Missões revela coexistência entre linguagem jurídica legitimadora (guerra defensiva/justa) e prática efetiva de guerra de conquista, impulsionada pela expansão pecuarista e enfrentando resistência indígena territorialmente estruturada.
A menção às ordenanças demonstra que o Estado português já operava sob modelo moderno de exército nacional permanente, desvinculado de interesses coloniais privados, tendo a organização das bandeiras no Piauí o exemplo mais acabado da relação com o processo mais amplo de interiorização e ampliação territorial da América portuguesa.
A resistência indígena mencionada no texto foi marginal e incapaz de influenciar decisões administrativas coloniais, o que faz da prática de “terra arrasada” descrita no texto uma exceção ocasional, alheia à lógica estrutural da colonização.
A decisão da Junta de Missões demonstra aplicação coerente e uniforme da doutrina da guerra justa, sem divergência entre norma jurídica e prática militar.
A colonização da América portuguesa integrou um processo mais amplo de expansão europeia e teve impactos duradouros na formação da sociedade brasileira. Considerando esse contexto, assinale a alternativa correta.
A colonização portuguesa foi caracterizada pela ausência de relações econômicas estruturadas, baseando-se apenas na subsistência local.
A organização social no período colonial brasileiro foi baseada na igualdade entre os diferentes grupos sociais envolvidos.
O processo colonial brasileiro contribuiu para a formação de uma sociedade marcada pela diversidade cultural, resultante da interação entre diferentes grupos.
A expansão europeia não teve relação com interesses econômicos, sendo motivada exclusivamente por fatores culturais.
A crise do sistema colonial expressou tensões acumuladas entre colônia e metrópole. Rebeliões locais e circulação de novas ideias políticas evidenciaram esse desgaste. O processo de emancipação não foi homogêneo nem consensual.
Analise as assertivas:
I.As rebeliões refletiram insatisfações regionais.
II.O processo emancipatório foi uniforme em todo o território.
III.Ideias iluministas influenciaram setores coloniais.
IV.A repressão metropolitana foi inexistente.
Está CORRETO o que se afirma em:
II e III, apenas.
I e III, apenas.
II e IV, apenas.
I e II, apenas.
II e IV, apenas.
A respeito da administração portuguesa na América, podemos afirmar como CORRETO o que se apresenta a seguir:
Reinol: pessoa que recebia, por concessão, uma parcela de terras de uma capitania com a finalidade de povoá-la e torná-la produtiva, assumindo responsabilidades ligadas ao cultivo e à ocupação do território colonial.
Foral: carta oficial que instituía os direitos e deveres dos donatários, estabelecendo normas administrativas, fiscais e jurídicas relativas à organização das capitanias.
Sesmaria: denominação atribuída ao habitante do reino, no caso, do Reino de Portugal, especialmente àquele que se deslocava para a América Portuguesa durante o processo de colonização.
Sesmeiro: expressão utilizada para referir-se ao horror sofrido pelos colonizadores diante das dificuldades encontradas no processo de ocupação e exploração das terras americanas.
"Por volta da segunda metade do século XVI, a oferta de escravos indígenas começou a declinar e os africanos começaram a chegar em maior quantidade para substituí-los. Diversos fatores levaram à substituição do índio pelo africano" (Albuquerque, W.R. de; Filho, W.F, 2006, p. 40).
De acordo com Albuquerque (2006), são fatores que explicam a substituição do “negro da terra” pelo “negro da Guiné” na América portuguesa, EXCETO:
as epidemias, que dizimaram grande número dos que trabalhavam nos engenhos ou que viviam em aldeamentos organizados pelos jesuítas.
a preferência dos portugueses pelos africanos, devido ao maior vigor dos negros para os trabalhos braçais.
a fuga dos indígenas para o interior do território, o que provocou aumento dos custos de captura e transporte de cativos até os engenhos e fazendas do litoral.
o apresamento de indígenas, que não atendia ao interesse da Coroa portuguesa de ligar o Brasil ao comércio europeu e africano.
as comunidades indígenas, que não se firmaram como fornecedoras regulares de cativos, o que dificultou a formação de redes comerciais para atender à demanda crescente de mão de obra.
A passagem do regime monárquico para o republicano no Brasil não ocorreu de forma imediata e estável, sendo marcada por um período de transição.
Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta:
Após a queda de D. Pedro II, houve um período de instabilidade política e econômica que perdurou até a eleição do primeiro presidente civil escolhido diretamente pelo voto.
O período entre a queda de D. Pedro II e a eleição de Prudente de Morais foi marcado por estabilidade política e crescimento econômico contínuo.
A transição entre Império e República ocorreu de forma imediata e estável, com a eleição direta do primeiro presidente logo após a queda de D. Pedro II.
A eleição de Prudente de Morais ocorreu ainda durante o regime monárquico, sendo ele o último chefe de governo do Império.
A criação do Governo-Geral representou uma mudança significativa na administração do Brasil Colônia.
Sobre esse contexto histórico, assinale a alternativa correta:
O Governo-Geral foi criado para substituir a exploração econômica da colônia por atividades industriais.
A criação do Governo-Geral visava descentralizar ainda mais o poder administrativo nas capitanias.
O Governo-Geral foi instituído para centralizar a administração colonial, tendo como primeiro governador Tomé de Souza e sede em Salvador.
O Governo-Geral eliminou completamente a influência da Coroa portuguesa sobre o território colonial.
Por não aderir ao bloqueio continental contra a Inglaterra, decretado por Napoleão Bonaparte, a Coroa portuguesa ameaçada pelas tropas napoleônicas, transferiu sua sede para a colônia Brasil, apoiada pela marinha inglesa, sediando-se na cidade do Rio de Janeiro. Em decorrência dos acordos entre as duas nações, D. João assinou os Tratados de Comércio de 1810 que previam:
uma taxa de imposto de 30% como taxação ás mercadorias oriundas da França, pois esta era considerada "nação inimiga”, extensiva a todos os países que estavam sob o dominio do império francês.
a entrada de mercadorias inglesas pagando 15% de impostos sobre o seu valor, enquanto que a alíquota cobrada para as outras "nações amigas”, seria 24%, mas o maior significado político desse acordo foi a definição do Brasil como centro da monarquia portuguesa.
a abolição imediata da escravidão africana nas terras do Brasil, dando a Inglaterra o direito de intervir militarmente em navios que continuassem a realizar o tráfico de escravos, mesmo que estas navegassem em águas próximas ao litoral brasileiro, assim como a suspensão da exportação dos seus produtos industrializados para o Brasil.
a liberação da implantação de pequenas indústrias no território brasileiro, como a de tecidos de algodão e fabricação de aguardente, mas mantinha a restrição a ourivesaria e a fabricação do açúcar.
Sobre o escravismo na América portuguesa, é CORRETO afirmar que:
há registros historiográficos que, no século XVI, senhores concediam liberdade aos seus escravos apenas por ter uma atitude generosa. Esses senhores eram conhecidos como homens bons, cristãos e dedicados ao Reino.
a alforria só poderia ser adquirida por meio de pagamento em dinheiro, mesmo que o montante fosse parcelado em suaves prestações.
a partir do século XVII, os escravos que sofriam maus-tratos do seu proprietário podiam trocar de senhor ou entrar com uma ação judicial de liberdade.
uma das características da alforria na América portuguesa era que, após a assinatura da carta de liberdade, o ato não poderia ser revogado. Aliberdade do antigo escravo deveria ser respeitada.
a legislação do século XVII garantia ao escravo um dia de folga por semana, o domingo – Dia do Senhor. Neste dia, devido ao cristianismo oficial presente na América portuguesa, eles não podiam trabalhar nem para os senhores nem na produção dos seus alimentos.
A crise do sistema colonial brasileiro, intensificada ao longo do século XVIII e início do século XIX, esteve relacionada a transformações econômicas, políticas e ideológicas no mundo atlântico, bem como a tensões internas da própria colônia. Rebeliões locais expressaram descontentamentos diversos, enquanto o processo de emancipação política resultou de negociações, conflitos e rearranjos de poder entre elites coloniais e a metrópole. Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir.
I.As rebeliões coloniais, como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, revelaram críticas ao pacto colonial, ainda que expressassem interesses sociais distintos.
II.A crise do sistema colonial esteve vinculada ao esgotamento de atividades econômicas tradicionais e ao aumento da pressão fiscal exercida pela Coroa portuguesa.
III.O processo de emancipação política do Brasil resultou exclusivamente de revoltas populares armadas, sem participação significativa das elites coloniais.
IV.As ideias iluministas e os acontecimentos internacionais influenciaram setores da sociedade colonial, contribuindo para questionamentos da dominação metropolitana.
Assinale a alternativa correta.
Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.
As afirmativas I, II, III e IV são verdadeiras.
Apenas as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
Apenas as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras.
“Se a vila se modificou para se vestir como capital do império português, as permanências são evidentes. Suas casas e traçados coloniais, suas festas tomadas por costumes africanos, seus hábitos alimentares orientais... nada permite duvidar de um universo obrigatoriamente plural”
SCHWARCZ, Lilia Moritz. D. João carioca: a corte portuguesa chega ao Brasil (1808-1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
Considerando o texto e a historiografia sobre a transferência da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, assinale a alternativa CORRETA.
A vinda da Corte representou ruptura completa com o sentido colonial da economia brasileira.
A economia colonial manteve sua orientação estrutural exportadora após 1808, fato esse que explica a manutenção da organização política da colônia no período joanino.
A instalação da Corte no Rio de Janeiro representou estratégia de preservação da soberania portuguesa frente às invasões napoleônicas e implicou reconfiguração políticoadministrativa que elevou o Brasil de colônia a centro do Império.
A presença da Corte extinguiu as hierarquias sociais coloniais, promovendo igualdade jurídica entre livres, libertos e escravizados.
Com a transferência da Corte, o “sentido da colonização”, uma vez voltado para o mercado externo, sofreu uma alteração automática garantindo a inserção dependente da economia brasileira no sistema atlântico.
Durante o período da União Ibérica (1580-1640), o Brasil tornou-se alvo de investidas de potências rivais da Espanha. A mais significativa delas resultou na ocupação de parte do Nordeste brasileiro por quase um quarto de século, com a instalação de um governo e projetos de colonização. Esse evento histórico é conhecido como:
Invasões Francesas do Rio de Janeiro.
Ocupação Inglesa da Bahia.
Bloqueio Continental Napoleônico.
Expedição Espanhola ao Amazonas.
Invasões Holandesas.
O contato inicial entre portugueses e povos indígenas no território brasileiro passou por transformações ao longo do processo colonizador.
Assinale a alternativa correta sobre esse contexto:
Desde o primeiro contato, portugueses e indígenas mantiveram relações exclusivamente pacíficas e comerciais.
Os indígenas recusaram qualquer tipo de contato com os portugueses, evitando interações desde o início.
O contato inicial foi relativamente cordial, mas conflitos surgiram com a imposição do trabalho e da exploração colonial.
Os indígenas foram imediatamente integrados à sociedade portuguesa sem resistência ou conflitos.
“Situada neste contexto, articulada nos componentes do Antigo Regime, a colonização moderna revela, portanto, como traços essenciais aqueles mecanismos através dos quais o processo colonizador promove a aceleração da acumulação capitalista; a acumulação na economia europeia configura os fins, os mecanismos de exploração colonial, os meios. O conjunto desses mecanismos — processos econômicos e normas da política econômica — constituem o sistema colonial que integra e articula a colonização com as economias centrais europeias; tal sistema de relações tornase portanto a categoria fundamental de toda esta análise. Reformulando agora: a colonização do Novo Mundo dá-se nos quadros do Antigo Sistema Colonial, isto é, o sistema colonial do Antigo Regime. A colonização portuguesa no Brasil se desenrola dentro desse sistema de relações, que lhe imprime a sua marca, determinando as linhas definidoras da estrutura sócio-econômica que aqui se instaura, dando sentido às expressões ‘Brasilcolônia’ e ‘período colonial’.”
NOVAIS, Fernando A. Considerações sobre o sentido da colonização. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, Brasil, n. 6, p. 55–65, 1969. DOI: 10.11606/issn.2316- 901X.v0i6p55-65. Disponível em: https://revistas.usp.br/rieb/ article/view/56523. Acesso em: 8 fev. 2026.
Com base no texto apresentado e na interpretação do Antigo Sistema Colonial, analise as proposições condicionais abaixo:
( ) Se a colonização moderna integra-se ao sistema do Antigo Regime, então sua finalidade estrutural reside na acumulação metropolitana, e não na autonomia econômica da colônia.
( ) Se o pacto colonial constitui mecanismo jurídico de integração econômica, então a economia colonial tende a organizar-se segundo monopólios e restrições comerciais impostas pela metrópole.
( ) Se a sociedade colonial deriva de sua inserção no sistema colonial, então suas formas sociais podem ser compreendidas independentemente da dinâmica mercantil europeia.
( ) Se a acumulação europeia configura os fins do sistema colonial, então os mecanismos produtivos coloniais funcionam como meios subordinados a essa finalidade.
( ) Se a colonização portuguesa no Brasil se desenvolve dentro de um sistema de relações articulado às economias centrais, então suas instituições políticas e econômicas refletem essa dependência estrutural.
Assinale a alternativa que corresponde a sequência CORRETA:
V – V – F – V – V
V – F – F – V – V
F – V – F – V – V
V – V – V – F – V
V – V – F – F – V
Tendo como referência a temática das rebeliões na América portuguesa, analise as afirmativas a seguir.
I- Paulistas e emboabas se defrontaram, no final do século XVII, num sangrento combate por causa do comércio e enriquecimento dos mascates, que exploravam fortemente os senhores de engenho.
II- O monopólio do comércio do sal foi motivação, em 1710, para que um fazendeiro tenha levantado um motim em São Paulo, irado contra o aumento abusivo deste produto.
III- Uma das revoltas marcantes na América portuguesa se deu em Vila Rica, em 1720, liderada por Felipe dos Santos, que não concordava com a obrigatoriedade de levar o ouro extraído para Casas de Fundição, a fim de ser moldado em barras, marcado com selo real e tributado.
É CORRETO o que se afirma em:
I apenas.
II e III apenas.
I e III apenas.
II apenas.
I, II e III.