Questões de Concurso sobre Mercantilismo, Colonialismo e a ocupação portuguesa no Brasil

 
 
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A reação da Coroa portuguesa contra os poderes locais, que se encontravam nas mãos das aristocracias rurais e escravistas, ocorreu a partir de meados do século XVII, com o aumento do controle metropolitano sobre a Colônia, como se pode aferir a partir da fala de D. João IV, então rei de Portugal:


“(...) pelo estado em que se acham as coisas da Índia, do Brasil, de Angola e demais conquistas do reino, e pelo muito que importa conservar e dilatar o que neles possuo e recuperar o que se perdeu, antes que os danos que ali têm padecido esta coroa passem adiante (...)”.


Ficava claro, a partir de então, que, com o fim do domínio espanhol sobre o imenso império colonial português, ou seja, com o fim da União Ibérica, ocorrido em 1640, a América portuguesa tornava-se a mais importante colônia do vasto império colonial português.


Visando assegurar o controle sobre sua colônia americana, a Coroa portuguesa adotou várias medidas políticas, econômicas e administrativas, destacando-se a:


A

criação do Conselho Ultramarino, que aumentava os vários poderes dos Donatários e das Câmaras Municipais, tornando-os ainda mais poderosos que os Governadores, fato gerador de algumas revoltas na colônia


B

criação de duas Companhias Privilegiadas de Comércio: Cia Geral do Brasil, em 1647 e Cia de Comércio do Estado do Maranhão, em 1682, atendendo aos interesses das elites coloniais escravistas


C

adoção de uma nova política colonial permitindo embarcações não portuguesas de comercializarem em suas colônias, mas proibindo as embarcações saídas daqui de pararem em vários outros países


D

nomeação pelo rei português dos Juízes de Fora, que passariam a presidir as Câmaras Municipais, também conhecidas como Câmara dos Homens Bons, símbolo do poder local da colônia

Sobre as transformações ocorridas na Europa no início do século XIX e a vinda da Corte Portuguesa para o Brasil, considere as seguintes afirmações:


I. A vinda da Corte Portuguesa para o Brasil foi uma consequência direta das Guerras Napoleônicas.

II. A instalação da Corte no Brasil levou à abertura dos portos brasileiros às nações amigas.

III. A transferência da Corte resultou em melhorias na infraestrutura e na administração colonial.

IV. A permanência da Corte Portuguesa no Brasil foi breve e não teve impacto significativo.

V. A chegada da Corte incentivou o desenvolvimento de instituições culturais e científicas no Brasil.


Assinale a alternativa correta:


A

I, II e III estão corretas.


B

II, III e IV estão corretas.


C

I, III e V estão corretas.


D

II e IV estão corretas.


E

I, II, III e V estão corretas.

Assinale de forma correta a época em que caracteriza o “Brasil Colônia”, na história do Brasil.


A

compreende o período de 1330 a 1522.


B

compreende o período de 1131 a 1421.


C

compreende o período de 1530 a 1822.


D

compreende o período de 1800 a 1992.

Sabe-se que o imperador francês Napoleão Bonaparte construiu, com seus soldados, um grande império. Durante o seu governo, foi declarado o bloqueio continental, proibindo os países europeus de comercializarem com a Inglaterra. Qual a consequência desse bloqueio na história brasileira?


A

D. João aderiu a essa proibição e, mesmo assim, as tropas de Napoleão invadiram Portugal, precipitando a vinda da família e da corte real ao Brasil.


B

D. João, com a transferência da família real portuguesa para Salvador, deslocou o eixo político e econômico do império português para o litoral do Brasil.


C

D. João, durante a sua permanência no Rio de Janeiro, estabeleceu concorrência com a elite de São Paulo, em negócios de terras e comércio.


D

D. João ordenou a abertura dos portos, o que significou a exclusividade comercial metropolitana e a comercialização com países aliados europeus.


E

D. João autorizou a criação de indústrias, mas não teve o resultado esperado devido à falta de capital e à dificuldade de concorrer com produtos estrangeiros.

A proposta de uma monarquia dual, apresentada em 17 de junho de 1822 às Cortes portuguesas, sugeria a criação de dois congressos, um regente e tribunais brasileiros, com o objetivo de manter o Brasil unido a Portugal enquanto preservava as regalias e direitos obtidos pelos brasileiros.


C

Certo


E

Errado

O Rio de Janeiro, na época da transferência da Corte, tinha uma estrutura urbana precária. Assim, para incorporar toda a estrutura administrativa do reino, foram criadas importantes instituições. Pode-se relatar, dentre elas:


I. Imprensa Régia: foi a primeira editora do Brasil, fundada em 1808 para publicar livros e documentos oficiais do governo.

II. Real Horto: criado em 1808 para o estudo e a adaptação de plantas de diferentes espécies ao clima tropical do Brasil.

III. Banco do Brasil: fundado em 1808, foi o primeiro banco a funcionar na Colônia.

IV. Real Biblioteca: trazida de Portugal para o Brasil, foi instituída a partir de 1810 com um acervo composto de cerca de 60 mil peças, entre livros, mapas, gravuras, manuscritos etc.


São corretas as afirmativas:


A

I, II e III.


B

II, III e IV.


C

I, II e IV.


D

todas afirmativas estão corretas.

A presença holandesa no Nordeste do Brasil estimulou o desenvolvimento da cartografia na região, com a produção de mapas detalhados que documentavam o território conquistado, incluindo relevos, rios e áreas de cultivo de açúcar.


C

Certo


E

Errado

A Cabanagem (1835-1840) foi uma revolta que contou com o apoio integral das elites da região amazônica, que, descontentes com o governo regencial, lideraram o movimento com o objetivo de criar um novo modelo econômico baseado na exploração de recursos naturais.


C

Certo


E

Errado

A colonização do Brasil foi o processo de chegada, invasão, ocupação e exploração do território brasileiro que foi realizado por Portugal entre os séculos XVI e XIX. Os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, implantando as primeiras iniciativas mais consistentes de ocupação e colonização a partir da década de 1530.


https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/colonizacaobrasil. htm#:~:text=A%20coloniza%C3%A7%C3%A3o%20do%20Brasil%20foi%20o%20processo%20de%20chegada%2C%20invas%C3%A3o,partir%20da%20d%C3%A9cada%20de%201530.


No colonialismo a DIT- Divisão Internacional do Trabalho era caracterizada com:


A

Colônias oferecendo recursos naturais e metrópoles oferecendo produtos manufaturados.


B

Colônias oferecendo recursos industriais e metrópoles oferecendo produtos manufaturados.


C

Colônias oferecendo recursos minerais e metrópoles oferecendo produtos naturais.


D

Colônias oferecendo recursos energéticos e metrópoles oferecendo produtos industrializados.


E

Colônias oferecendo recursos naturais e metrópoles oferecendo tecnologia.

Distinguir territórios espanhóis de portugueses, em suma, era um assunto intrincado sem resolução fácil, porque, entre outras razões, não refletia um estado permanente, mas uma dinâmica, um processo aberto com muitos atores, múltiplas possibilidades e, frequentemente, numerosas e contraditórias justificações. Na documentação do período é evidente a noção de urgência, mesmo de competição. São também claras as constantes tentativas para ordenar o que parecia (e que, de facto, muitas vezes era) intensamente caótico. A necessidade de conhecer e controlar o que estava a acontecer no interior empurrava os protagonistas e os observadores num esforço desesperado de compilação, sistematização e compreensão. No entanto, a tarefa era algo inglória. Faltava conhecimento, e a capacidade de processamento e digestão da informação era escassa. As divisões territoriais eram o efeito colateral de muitas tensões diferentes e produzidas por muitos atores com objetivos diversos.


Adaptado de: HERZOG, Tamar. Fronteiras da Posse. Portugal e Espanha na Europa e na América. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2018, p. 134.


Com base no trecho, as delimitações fronteiriças na América colonial incorporaram


A

A compreensão unívoca sobre a delimitação de territórios que facilitou o gerenciamento de conflitos locais.


B

Os imutabilidade geográfica determinada por referenciais materiais perpétuos.


C

Os debates específicos das cortes dos governos peninsulares, para o ordenamento das regiões americanas.


D

O desinteresse peninsular sobre as possessões americanas que eram consideradas territorialmente desorganizadas.


E

As interações conflitivas entre diferentes sujeitos baseados nas dinâmicas de interesses.

Prado Júnior tece várias análises sobre a formação do Brasil contemporâneo. A partir da visão do referido autor, acerca do processo de povoamento do Brasil, destaque a alternativa correta.


A

Os sistemas de comunicações da colônia demonstram que o desenvolvimento não acompanhou a progressão do povoamento.


B

O povoamento seguiu o fluxo do interior para o litoral.


C

As vias de comunicação seguiram um fluxo contrário ao do povoamento, ou seja, do litoral para o interior.


D

O interior é considerado o ponto inicial de todo o sistema de comunicação e povoamento do país.


E

O interior é considerado o ponto de convergência das linhas de penetração.

No princípio da colonização do Brasil, a evangelização realizava-se de forma itinerante, numa espécie de peregrinação na qual os padres missionários se deslocavam ocasionalmente dos povoados coloniais até os indígenas. Após algum tempo, porém, os padres da Companhia de Jesus dedicaram-se a reunir, em um mesmo local, grandes grupos de indígenas, com o objetivo de convertê-los e “civilizá-los”. Esses locais, chamados de aldeamentos ou reduções, chegaram a reunir centenas, talvez milhares, de indígenas, e se tornaram muitas vezes povoados relativamente urbanizados, prósperos e autossuficientes. No entanto, em meados do século XVII,


à voz corrente de que os paulistas vinham dar sobre essa redução, os índios deram princípio à construção de um pequeno valo ou cerco, o qual, contudo, não pôde aprontar-se, por causa da pressa com que os inimigos avançavam. No dia de São Francisco Xavier do ano de 1636, quando se estava celebrando a festa com missa e sermão, 140 castelhanos* do Brasil, acompanhados de 150 tupis entraram naquele “pueblo”. Vinham todos otimamente armados com escopetas e se achavam vestidos com gibões [...], pelo que o soldado está protegido dos pés à cabeça e peleja com segurança contra as setas. [...] Havia se acolhido à igreja a gente do povo, pois a sua parede servia também de continuação ao valo ou cerco não terminado. [...] Pelejaram todos durante seis horas, ou seja, desde as oito da manhã até as duas da tarde. Feriram os paulistas a um dos padres com um balaço na cabeça. Atravessaram o braço de um dos irmãos e ao outro deixaram-no vulnerado.


*a expressão deve ser lida aqui como sinônimo de “homens brancos”.


MONTOYA, A.R. Conquista espiritual feita pelos religiosos da Companhia de Jesus nas províncias do Paraguai Paraná, Uruguai e Tape. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1997. p. 274. Primeira edição: 1639. Adaptado.


No centro da querela entre colonos e jesuítas, estava a


A

liberdade dos índios, uma vez que os bandeirantes buscam libertar os indígenas da opressão dos religiosos da Companhia de Jesus, aliando-se aos povos originários na defesa de suas terras e pela preservação de seus costumes e tradições.


B

defesa dos termos apresentados no Tratado de Madri, uma vez que os jesuítas se alinharam à Coroa portuguesa para defender as ideias do Marquês de Pombal com relação à tutela dos índios.


C

disputa pelo uso da força de trabalho dos povos originários, pois, enquanto os colonos consideravam que a função dos padres era apaziguar os indígenas para que eles pudessem servir ao trabalho, os padres lutavam pelo direito de desenvolver uma catequese, segundo os interesses da Companhia de Jesus.


D

desocupação do território espanhol, na medida em que as lideranças jesuíticas convenceram a Coroa portuguesa a manter a área dos Sete Povos das Missões e restaurar o domínio sobre a região de Colônia do Sacramento, o que foi feito em 1751.


E

unificação das Coroas Ibéricas, defendida pelos jesuítas e contestada pelos colonos, os quais acabaram por perder a disputa em 1640, quando Portugal e Espanha se unificaram na chamada União Ibérica, que durou até 1750.

Os Tupiniquim, um dos povos originários presentes no litoral brasileiro, foram os principais aliados dos colonizadores portugueses na expulsão dos franceses do Rio de Janeiro, mas tiveram pouca influência na resistência indígena no território de Pernambuco durante o período colonial.


C

Certo


E

Errado

Observe a imagem referente à questão.


Imagem associada para resolução da questão


FONTE: História do Brasil para principiantes - de Cabral a Cardoso, 500 anos de Novela


Durante o período colonial, na América Portuguesa, as alianças indígenas desempenharam um papel significativo nas relações entre colonizadores e povos nativos. Pelo lado português temos à busca de recursos naturais e mão-de-obra, enquanto pelo lado dos indígenas temos, entre outros aspectos, a busca de proteção contra invasores, como outros grupos indígenas e outras potências coloniais. Entre as diversas alianças, no Brasil colonial, é correto citar a ocorrida entre os portugueses e:


A

o chefe Tupiniquim Tibiriçá, importante para o avanço português na região de Santo André da Borda do Campo, e no planalto de Piracicaba, onde combatia rivais dos Tupiniquim e os Tapuia Guaianá, além de escravizar os Carijó para os portugueses.


B

os guerreiros Temiminós liderados por Araribóia, que se aliaram aos portugueses para derrotar os franceses, que recebiam apoio dos Tamoios em combates, como os ocorridos no Rio de Janeiro.


C

o chefe Potiguar Zorobabé, na Paraíba e Rio Grande do Norte, aliado dos holandeses, em fins do século XVI, e de portugueses, recrutado para combater os Tupinambás na Bahia e para reprimir grupos fugidos de escravizados africanos.


D

os guerreiros Nhambiquaras, na região do Mato Grosso e Goias, aliados dos portugueses durante o século XVI, sendo fundamentais no auxílio da exploração do território, culminando na descoberta das primeiras jazidas de ouro na região.


E

o chefe Bororo, Guaçuí, em Minas Gerais e Goiás inicialmente apoiando os franceses, mas passando logo a seguir para o lado dos portugueses pelo fato de estes combaterem os grupos Tapuias, que eram inimigos comuns dos Bororos

Na agricultura [...] o elemento fundamental será a grande propriedade [...] que corresponde à exploração agrícola em larga escala, em oposição à pequena exploração do tipo camponês. [...] A colonização portuguesa foi estritamente levada pelas circunstâncias em que se processou, e sofreu as contingências fatais criadas pelo conjunto das condições internas e externas que acompanham a obra aqui realizada por ela. A grande exploração agrária − o engenho, a fazenda − é consequência natural e necessária de tal conjunto; resulta de todas aquelas circunstâncias que concorrem para a ocupação e aproveitamento deste território que havia de ser o Brasil [...]. São estes, em última análise, os fatores que vão determinar a estrutura agrária do Brasil colônia. Os três caracteres apontados: a grande propriedade, monocultura, trabalho escravo, são formas que se combinam e completam; e derivam diretamente e como consequência necessária, daqueles fatores. Aliás em todas as colônias em que concorrem, não só no Brasil, tais caracteres reaparecem.


(PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1961. p. 113.)


Assinale a afirmativa que corretamente explica as razões históricas para a predominância da grande propriedade monocultural e do trabalho escravo no Brasil colonial.


A

A colonização portuguesa foi influenciada pela necessidade de integração ao sistema econômico mundial, o que levou à criação de grandes propriedades monoculturais voltadas para a exportação, utilizando trabalho escravo como forma de maximizar a produção e os lucros.


B

A imposição de políticas mercantilistas pela Coroa Portuguesa determinou que as colônias deveriam ser autossuficientes, promovendo a criação de pequenos latifúndios diversificados, com uma força de trabalho composta majoritariamente por colonos europeus e indígenas.


C

A necessidade de colonizar rapidamente o vasto território brasileiro levou os portugueses a adotarem pequenas propriedades diversificadas, onde a produção agrícola era destinada, principalmente, ao mercado interno, utilizando mão de obra livre e indígena.


D

A falta de interesse da Coroa Portuguesa na integração ao comércio mundial resultou na criação de grandes propriedades monoculturais voltadas exclusivamente para o mercado interno, utilizando trabalho escravo apenas como um recurso adicional.


E

As características climáticas e geográficas do Brasil, aliadas ao isolamento das colônias portuguesas, resultaram em um sistema agrário baseado em pequenas propriedades diversificadas, com mão de obra livre, orientado para a subsistência local e regional.

Religioso que oficiou a Primeira Missa em solo brasileiro:


A

Frei Henrique Coimbra.


B

Padre Antônio Vieira.


C

Padre José de Anchieta.


D

Padre Manuel da Nóbrega.

O Sentido da Colonização determinou nossa função histórica: a de área complementar aos interesses metropolitanos, mas, também, de formatar o processo de consolidação das elites agrárias, mercantis e escravistas coloniais. O latifúndio, a produção especializada, não diversificada, e o escravismo, convergiam para alcançar tais objetivos: possibilitar aos empresários metropolitanos e às elites coloniais amplas margens de lucratividade.


Podem ser assinaladas também como características da colonização portuguesa na América:


A

o fato da produção na colônia procurar evitar os pequenos produtores e a ocupação com base na lavoura de subsistência, restringindo o acesso à terra aos que dela necessitavam, haja vista a pouca disponibilidade de terras livres


B

seja na plantation, seja na agricultura voltada para o abastecimento do mercado interno, ou mesmo nas atividades urbanas, a reposição física da escravaria e, portanto, da própria relação social básica, se efetuava por meio do tráfico interno


C

o atendimento às necessidades do mercado europeu de forma não tão plena, haja vista ter se desenvolvido uma ampla e intricada rede de comércio, seja dentro da própria colônia, seja no contato com outros mercados externos, além da metrópole portuguesa


D

a presença e o predomínio do latifúndio, não permitindo a substituição de terras utilizadas por outras, ainda virgens, pois exigia muitos investimentos com as melhorias técnicas e a utilização de fertilizantes, haja vista a enorme dimensão das propriedades disponíveis

A pecuária na dinâmica da economia colonial pode ser entendida como uma atividade essencial no processo de ocupação do território do Brasil. As afirmativas a seguir estão relacionadas a esta atividade. Visto isso, classifique-as em verdadeiras (V) ou falsas (F).


( ) A carne era o principal produto dessa atividade e destinava-se ao mercado interno sendo consumida pela população nas fazendas, povoados, vilas e cidades.

( ) Essa atividade foi responsável pela ocupação da região de Mato Grosso e de boa parte do extenso vale do Rio Amazonas.

( ) A pecuária, no período colonial consolida-se como uma atividade baseada em uma estrutura que combina latifúndio e trabalho escravo.

( ) O couro foi o único produto resultante dessa atividade, que chegou a ser destinado ao mercado externo.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.


A

V, V, V, V.


B

V, F, F, V.


C

V, V, F, F.


D

F, V, V, F.


E

F, F, V, V.

Em relação à presença e à influência holandesa no Brasil Colonial, assinalar a alternativa CORRETA:


A

Antes do século XVII, quando o Brasil ainda não tinha destaque como produtor de açúcar, não havia nenhuma proximidade dos comerciantes holandeses com a colônia.


B

Durante a Trégua dos Doze Anos, e nos anos subsequentes, os interesses holandeses no comércio com o Brasil diminuíram consideravelmente.


C

Em 1621 foi criada a Companhia das Índias Ocidentais, que seria fortemente subsidiada pelos Estados Gerais, inclusive com seu apoio militar.


D

Na sua história, a Companhia das Índias Ocidentais teve uma atuação restrita à região brasileira, principalmente após a conquista da capitania de Pernambuco.

Acerca dos inúmeros quilombos que se formaram por todo o território brasileiro desde o início da colonização portuguesa, pode-se considerar que:


“Os quilombos, quando cresciam por uma série de circunstâncias favoráveis, como, por exemplo, isolamento maior, melhor fertilidade do solo, possibilidade de recrutar novos membros para o grupo entre a população escrava, etc., tinham de se organizar de forma sistemática, criando uma estrutura para a comunidade. Não eram um conglomerado de negros ‘bárbaros’ (...)”.

(MOURA, Clóvis. Os quilombos e a rebelião negra. Editora Brasiliense. São Paulo, 1987. p. 34.)


Como características e práticas presentes na organização dos quilombos na América portuguesa e no Brasil Imperial, pode-se destacar que:


A

à medida que os quilombos cresciam, procurava-se organizarse internamente para poder pôr em funcionamento os grupos populacionais do reduto, isolando-se das comunidades vizinhas aos quilombos, constituindo formas de governo, religião, propriedade, família e, especialmente, a economia


B

a religião da República de Palmares era constituída por fortes valores religiosos africanos, que buscava afastar-se de um cristianismo fortemente sincretizado, evitando a construção de capelas católicas e da exposição de várias imagens, como as de Nossa Senhora da Conceição, do Menino Jesus e de São Brás


C

Palmares, considerado o maior exemplo de grande quilombo, constitui-se como uma Confederação deQuilombos,reunindo, pelo menos, vários mocambos e suas lideranças, como o de Zumbi, o de Tabocas, o de Osenga e o de Acotirene, caracterizado por um forte poder central que anulava a autonomia dos mocambos


D

sua economia propiciava uma produção de excedentes, contrastando com a perene miséria alimentar da população colonial das regiões litorâneas, prevalecendo o trabalho cooperativo e a solidariedade social que, após atender as necessidades básicas de sua população, trocavam os excedentes por produtos essenciais

   
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