Questões de Concurso sobre Mercantilismo, Colonialismo e a ocupação portuguesa no Brasil

 
 
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A colonização do Brasil foi o processo de chegada, invasão, ocupação e exploração do território brasileiro que foi realizado por Portugal entre os séculos XVI e XIX. Os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, implantando as primeiras iniciativas mais consistentes de ocupação e colonização a partir da década de 1530.


https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/colonizacaobrasil. htm#:~:text=A%20coloniza%C3%A7%C3%A3o%20do%20Brasil%20foi%20o%20processo%20de%20chegada%2C%20invas%C3%A3o,partir%20da%20d%C3%A9cada%20de%201530.


No colonialismo a DIT- Divisão Internacional do Trabalho era caracterizada com:


A

Colônias oferecendo recursos naturais e metrópoles oferecendo produtos manufaturados.


B

Colônias oferecendo recursos industriais e metrópoles oferecendo produtos manufaturados.


C

Colônias oferecendo recursos minerais e metrópoles oferecendo produtos naturais.


D

Colônias oferecendo recursos energéticos e metrópoles oferecendo produtos industrializados.


E

Colônias oferecendo recursos naturais e metrópoles oferecendo tecnologia.

Distinguir territórios espanhóis de portugueses, em suma, era um assunto intrincado sem resolução fácil, porque, entre outras razões, não refletia um estado permanente, mas uma dinâmica, um processo aberto com muitos atores, múltiplas possibilidades e, frequentemente, numerosas e contraditórias justificações. Na documentação do período é evidente a noção de urgência, mesmo de competição. São também claras as constantes tentativas para ordenar o que parecia (e que, de facto, muitas vezes era) intensamente caótico. A necessidade de conhecer e controlar o que estava a acontecer no interior empurrava os protagonistas e os observadores num esforço desesperado de compilação, sistematização e compreensão. No entanto, a tarefa era algo inglória. Faltava conhecimento, e a capacidade de processamento e digestão da informação era escassa. As divisões territoriais eram o efeito colateral de muitas tensões diferentes e produzidas por muitos atores com objetivos diversos.


Adaptado de: HERZOG, Tamar. Fronteiras da Posse. Portugal e Espanha na Europa e na América. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2018, p. 134.


Com base no trecho, as delimitações fronteiriças na América colonial incorporaram


A

A compreensão unívoca sobre a delimitação de territórios que facilitou o gerenciamento de conflitos locais.


B

Os imutabilidade geográfica determinada por referenciais materiais perpétuos.


C

Os debates específicos das cortes dos governos peninsulares, para o ordenamento das regiões americanas.


D

O desinteresse peninsular sobre as possessões americanas que eram consideradas territorialmente desorganizadas.


E

As interações conflitivas entre diferentes sujeitos baseados nas dinâmicas de interesses.

Prado Júnior tece várias análises sobre a formação do Brasil contemporâneo. A partir da visão do referido autor, acerca do processo de povoamento do Brasil, destaque a alternativa correta.


A

Os sistemas de comunicações da colônia demonstram que o desenvolvimento não acompanhou a progressão do povoamento.


B

O povoamento seguiu o fluxo do interior para o litoral.


C

As vias de comunicação seguiram um fluxo contrário ao do povoamento, ou seja, do litoral para o interior.


D

O interior é considerado o ponto inicial de todo o sistema de comunicação e povoamento do país.


E

O interior é considerado o ponto de convergência das linhas de penetração.

No princípio da colonização do Brasil, a evangelização realizava-se de forma itinerante, numa espécie de peregrinação na qual os padres missionários se deslocavam ocasionalmente dos povoados coloniais até os indígenas. Após algum tempo, porém, os padres da Companhia de Jesus dedicaram-se a reunir, em um mesmo local, grandes grupos de indígenas, com o objetivo de convertê-los e “civilizá-los”. Esses locais, chamados de aldeamentos ou reduções, chegaram a reunir centenas, talvez milhares, de indígenas, e se tornaram muitas vezes povoados relativamente urbanizados, prósperos e autossuficientes. No entanto, em meados do século XVII,


à voz corrente de que os paulistas vinham dar sobre essa redução, os índios deram princípio à construção de um pequeno valo ou cerco, o qual, contudo, não pôde aprontar-se, por causa da pressa com que os inimigos avançavam. No dia de São Francisco Xavier do ano de 1636, quando se estava celebrando a festa com missa e sermão, 140 castelhanos* do Brasil, acompanhados de 150 tupis entraram naquele “pueblo”. Vinham todos otimamente armados com escopetas e se achavam vestidos com gibões [...], pelo que o soldado está protegido dos pés à cabeça e peleja com segurança contra as setas. [...] Havia se acolhido à igreja a gente do povo, pois a sua parede servia também de continuação ao valo ou cerco não terminado. [...] Pelejaram todos durante seis horas, ou seja, desde as oito da manhã até as duas da tarde. Feriram os paulistas a um dos padres com um balaço na cabeça. Atravessaram o braço de um dos irmãos e ao outro deixaram-no vulnerado.


*a expressão deve ser lida aqui como sinônimo de “homens brancos”.


MONTOYA, A.R. Conquista espiritual feita pelos religiosos da Companhia de Jesus nas províncias do Paraguai Paraná, Uruguai e Tape. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1997. p. 274. Primeira edição: 1639. Adaptado.


No centro da querela entre colonos e jesuítas, estava a


A

liberdade dos índios, uma vez que os bandeirantes buscam libertar os indígenas da opressão dos religiosos da Companhia de Jesus, aliando-se aos povos originários na defesa de suas terras e pela preservação de seus costumes e tradições.


B

defesa dos termos apresentados no Tratado de Madri, uma vez que os jesuítas se alinharam à Coroa portuguesa para defender as ideias do Marquês de Pombal com relação à tutela dos índios.


C

disputa pelo uso da força de trabalho dos povos originários, pois, enquanto os colonos consideravam que a função dos padres era apaziguar os indígenas para que eles pudessem servir ao trabalho, os padres lutavam pelo direito de desenvolver uma catequese, segundo os interesses da Companhia de Jesus.


D

desocupação do território espanhol, na medida em que as lideranças jesuíticas convenceram a Coroa portuguesa a manter a área dos Sete Povos das Missões e restaurar o domínio sobre a região de Colônia do Sacramento, o que foi feito em 1751.


E

unificação das Coroas Ibéricas, defendida pelos jesuítas e contestada pelos colonos, os quais acabaram por perder a disputa em 1640, quando Portugal e Espanha se unificaram na chamada União Ibérica, que durou até 1750.

Os Tupiniquim, um dos povos originários presentes no litoral brasileiro, foram os principais aliados dos colonizadores portugueses na expulsão dos franceses do Rio de Janeiro, mas tiveram pouca influência na resistência indígena no território de Pernambuco durante o período colonial.


C

Certo


E

Errado

Observe a imagem referente à questão.


Imagem associada para resolução da questão


FONTE: História do Brasil para principiantes - de Cabral a Cardoso, 500 anos de Novela


Durante o período colonial, na América Portuguesa, as alianças indígenas desempenharam um papel significativo nas relações entre colonizadores e povos nativos. Pelo lado português temos à busca de recursos naturais e mão-de-obra, enquanto pelo lado dos indígenas temos, entre outros aspectos, a busca de proteção contra invasores, como outros grupos indígenas e outras potências coloniais. Entre as diversas alianças, no Brasil colonial, é correto citar a ocorrida entre os portugueses e:


A

o chefe Tupiniquim Tibiriçá, importante para o avanço português na região de Santo André da Borda do Campo, e no planalto de Piracicaba, onde combatia rivais dos Tupiniquim e os Tapuia Guaianá, além de escravizar os Carijó para os portugueses.


B

os guerreiros Temiminós liderados por Araribóia, que se aliaram aos portugueses para derrotar os franceses, que recebiam apoio dos Tamoios em combates, como os ocorridos no Rio de Janeiro.


C

o chefe Potiguar Zorobabé, na Paraíba e Rio Grande do Norte, aliado dos holandeses, em fins do século XVI, e de portugueses, recrutado para combater os Tupinambás na Bahia e para reprimir grupos fugidos de escravizados africanos.


D

os guerreiros Nhambiquaras, na região do Mato Grosso e Goias, aliados dos portugueses durante o século XVI, sendo fundamentais no auxílio da exploração do território, culminando na descoberta das primeiras jazidas de ouro na região.


E

o chefe Bororo, Guaçuí, em Minas Gerais e Goiás inicialmente apoiando os franceses, mas passando logo a seguir para o lado dos portugueses pelo fato de estes combaterem os grupos Tapuias, que eram inimigos comuns dos Bororos

Na agricultura [...] o elemento fundamental será a grande propriedade [...] que corresponde à exploração agrícola em larga escala, em oposição à pequena exploração do tipo camponês. [...] A colonização portuguesa foi estritamente levada pelas circunstâncias em que se processou, e sofreu as contingências fatais criadas pelo conjunto das condições internas e externas que acompanham a obra aqui realizada por ela. A grande exploração agrária − o engenho, a fazenda − é consequência natural e necessária de tal conjunto; resulta de todas aquelas circunstâncias que concorrem para a ocupação e aproveitamento deste território que havia de ser o Brasil [...]. São estes, em última análise, os fatores que vão determinar a estrutura agrária do Brasil colônia. Os três caracteres apontados: a grande propriedade, monocultura, trabalho escravo, são formas que se combinam e completam; e derivam diretamente e como consequência necessária, daqueles fatores. Aliás em todas as colônias em que concorrem, não só no Brasil, tais caracteres reaparecem.


(PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1961. p. 113.)


Assinale a afirmativa que corretamente explica as razões históricas para a predominância da grande propriedade monocultural e do trabalho escravo no Brasil colonial.


A

A colonização portuguesa foi influenciada pela necessidade de integração ao sistema econômico mundial, o que levou à criação de grandes propriedades monoculturais voltadas para a exportação, utilizando trabalho escravo como forma de maximizar a produção e os lucros.


B

A imposição de políticas mercantilistas pela Coroa Portuguesa determinou que as colônias deveriam ser autossuficientes, promovendo a criação de pequenos latifúndios diversificados, com uma força de trabalho composta majoritariamente por colonos europeus e indígenas.


C

A necessidade de colonizar rapidamente o vasto território brasileiro levou os portugueses a adotarem pequenas propriedades diversificadas, onde a produção agrícola era destinada, principalmente, ao mercado interno, utilizando mão de obra livre e indígena.


D

A falta de interesse da Coroa Portuguesa na integração ao comércio mundial resultou na criação de grandes propriedades monoculturais voltadas exclusivamente para o mercado interno, utilizando trabalho escravo apenas como um recurso adicional.


E

As características climáticas e geográficas do Brasil, aliadas ao isolamento das colônias portuguesas, resultaram em um sistema agrário baseado em pequenas propriedades diversificadas, com mão de obra livre, orientado para a subsistência local e regional.

Religioso que oficiou a Primeira Missa em solo brasileiro:


A

Frei Henrique Coimbra.


B

Padre Antônio Vieira.


C

Padre José de Anchieta.


D

Padre Manuel da Nóbrega.

O Sentido da Colonização determinou nossa função histórica: a de área complementar aos interesses metropolitanos, mas, também, de formatar o processo de consolidação das elites agrárias, mercantis e escravistas coloniais. O latifúndio, a produção especializada, não diversificada, e o escravismo, convergiam para alcançar tais objetivos: possibilitar aos empresários metropolitanos e às elites coloniais amplas margens de lucratividade.


Podem ser assinaladas também como características da colonização portuguesa na América:


A

o fato da produção na colônia procurar evitar os pequenos produtores e a ocupação com base na lavoura de subsistência, restringindo o acesso à terra aos que dela necessitavam, haja vista a pouca disponibilidade de terras livres


B

seja na plantation, seja na agricultura voltada para o abastecimento do mercado interno, ou mesmo nas atividades urbanas, a reposição física da escravaria e, portanto, da própria relação social básica, se efetuava por meio do tráfico interno


C

o atendimento às necessidades do mercado europeu de forma não tão plena, haja vista ter se desenvolvido uma ampla e intricada rede de comércio, seja dentro da própria colônia, seja no contato com outros mercados externos, além da metrópole portuguesa


D

a presença e o predomínio do latifúndio, não permitindo a substituição de terras utilizadas por outras, ainda virgens, pois exigia muitos investimentos com as melhorias técnicas e a utilização de fertilizantes, haja vista a enorme dimensão das propriedades disponíveis

A pecuária na dinâmica da economia colonial pode ser entendida como uma atividade essencial no processo de ocupação do território do Brasil. As afirmativas a seguir estão relacionadas a esta atividade. Visto isso, classifique-as em verdadeiras (V) ou falsas (F).


( ) A carne era o principal produto dessa atividade e destinava-se ao mercado interno sendo consumida pela população nas fazendas, povoados, vilas e cidades.

( ) Essa atividade foi responsável pela ocupação da região de Mato Grosso e de boa parte do extenso vale do Rio Amazonas.

( ) A pecuária, no período colonial consolida-se como uma atividade baseada em uma estrutura que combina latifúndio e trabalho escravo.

( ) O couro foi o único produto resultante dessa atividade, que chegou a ser destinado ao mercado externo.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.


A

V, V, V, V.


B

V, F, F, V.


C

V, V, F, F.


D

F, V, V, F.


E

F, F, V, V.

Em relação à presença e à influência holandesa no Brasil Colonial, assinalar a alternativa CORRETA:


A

Antes do século XVII, quando o Brasil ainda não tinha destaque como produtor de açúcar, não havia nenhuma proximidade dos comerciantes holandeses com a colônia.


B

Durante a Trégua dos Doze Anos, e nos anos subsequentes, os interesses holandeses no comércio com o Brasil diminuíram consideravelmente.


C

Em 1621 foi criada a Companhia das Índias Ocidentais, que seria fortemente subsidiada pelos Estados Gerais, inclusive com seu apoio militar.


D

Na sua história, a Companhia das Índias Ocidentais teve uma atuação restrita à região brasileira, principalmente após a conquista da capitania de Pernambuco.

Acerca dos inúmeros quilombos que se formaram por todo o território brasileiro desde o início da colonização portuguesa, pode-se considerar que:


“Os quilombos, quando cresciam por uma série de circunstâncias favoráveis, como, por exemplo, isolamento maior, melhor fertilidade do solo, possibilidade de recrutar novos membros para o grupo entre a população escrava, etc., tinham de se organizar de forma sistemática, criando uma estrutura para a comunidade. Não eram um conglomerado de negros ‘bárbaros’ (...)”.

(MOURA, Clóvis. Os quilombos e a rebelião negra. Editora Brasiliense. São Paulo, 1987. p. 34.)


Como características e práticas presentes na organização dos quilombos na América portuguesa e no Brasil Imperial, pode-se destacar que:


A

à medida que os quilombos cresciam, procurava-se organizarse internamente para poder pôr em funcionamento os grupos populacionais do reduto, isolando-se das comunidades vizinhas aos quilombos, constituindo formas de governo, religião, propriedade, família e, especialmente, a economia


B

a religião da República de Palmares era constituída por fortes valores religiosos africanos, que buscava afastar-se de um cristianismo fortemente sincretizado, evitando a construção de capelas católicas e da exposição de várias imagens, como as de Nossa Senhora da Conceição, do Menino Jesus e de São Brás


C

Palmares, considerado o maior exemplo de grande quilombo, constitui-se como uma Confederação deQuilombos,reunindo, pelo menos, vários mocambos e suas lideranças, como o de Zumbi, o de Tabocas, o de Osenga e o de Acotirene, caracterizado por um forte poder central que anulava a autonomia dos mocambos


D

sua economia propiciava uma produção de excedentes, contrastando com a perene miséria alimentar da população colonial das regiões litorâneas, prevalecendo o trabalho cooperativo e a solidariedade social que, após atender as necessidades básicas de sua população, trocavam os excedentes por produtos essenciais

“A Capitania de Minas Gerais, que foi o centro da atividade mineradora no Brasil Colônia, viveu o apogeu das artes no Brasil oitocentista. Essa produção artística constituiu-se com base em várias influências artísticas, vindas tanto de outras regiões da colônia como o Rio de Janeiro e Salvador, quanto de Portugal. A grande movimentação comercial de Minas Gerais à época agitava também a esfera cultural. Somou-se a isso a forte influência que teve o catolicismo popular na formação de irmandades leigas, isto é, associações de pessoas, geralmente artistas, profissionais liberais e até mesmo escravos, que tinham, ao mesmo tempo, a prática da devoção religiosa e da assistência mútua.”O texto se refere ao seguinte movimento artístico e cultural:


A

Romantismo.


B

Barroco mineiro.


C

Fauvismo brasileiro.


D

Renascimento à brasileira.

“A abertura dos portos do Brasil, em 1808, foi a primeira ação adotada pela recém-chegada corte portuguesa, depois da fuga de Lisboa. Embora essa ação tivesse como base motivações ideológicas, foi essencialmente pragmática e se tornou inevitável a partir do momento em que a França mostrou determinação em incorporar os portos de Portugal ao bloqueio continental.”


(Kenneth Mawxell, Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. Em Carlos Guilherme Mota (org.), Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias. Adaptado)


Uma das consequências da ação apontada no texto foi a saturação dos mercados brasileiros com produtos trazidos por comerciantes de origem


A

estadunidense.


B

portuguesa.


C

holandesa.


D

britânica.


E

francesa.

Entre o período da descoberta e a colonização do Brasil, o país teve outros nomes antes de se chegar ao nome que é usado atualmente. Qual alternativa corresponde ao nome que o Brasil já teve?


A

Pindorama.


B

Terra dos Índios.


C

Porto Seguro.


D

Terra do Pau-Brasil.


E

Santa Cruz de Cabrália.

Leia o fragmento:


“Eram bandeiras que penetravam os sertões utilizando-se do curso dos rios para se movimentar com barcos. As que saíam de São Paulo em direção às áreas de mineração localizadas no Mato Grosso eram das mais perigosas, em razão da viagem que tinha de ser feita por barcos especiais”.


(MESGRAVIS, Laima. História do Brasil Colônia. São Paulo: Contexto, 2015. p. 91).


As referidas bandeiras denominam-se:


A

Reduções


B

Incursões


C

Monções


D

Missões

O processo de colonização do território brasileiro seguia exclusivamente os princípios mercantilistas da Coroa Portuguesa, com foco no acúmulo de capital, sustentado pelo cumprimento do Pacto Colonial. Entre as diversas estruturas criadas para impulsionar a produção econômica da colônia, destaca-se a implementação das "plantation", que apresentavam como principais características:


A

Utilização de pequenas e médias propriedades para a produção de monoculturas com mão de obra livre, predominantemente de imigrantes europeus, voltada para o mercado externo.


B

Emprego de mão de obra livre e escravizada em latifúndios para a produção de policulturas.


C

Produção monocultora em grandes latifúndios, utilizando mão de obra escravizada, voltada para o mercado externo.


D

Realização de policulturas em grandes propriedades, com o uso de mão de obra escravizada africana e indígena, voltada para o mercado interno.

O Mercantilismo foi a principal política econômica adotada pelos Estados Europeus entre os séculos XVI e XVIII. Ele visava o fortalecimento das nações por meio da acumulação de metais preciosos e do controle do comércio internacional, com forte intervenção estatal na economia. Qual dos seguintes princípios está diretamente relacionado à prática mercantilista adotada pelos Estados Europeus na Era Moderna?


A

Livre concorrência e diminuição da intervenção estatal.


B

Defesa de um comércio livre e sem barreiras protecionistas.


C

Controle estatal da economia, com políticas protecionistas e a acumulação de metais preciosos.


D

Incentivo à imigração em massa para promover o crescimento demográfico.

Além do estabelecimento das lavouras e dos engenhos, outras atividades foram implementadas no Brasil colonial. Entre elas, a pecuária teve um papel decisivo na:


A

Expansão para o interior.


B

Ocupação das áreas litorâneas.


C

Expulsão do assalariado do campo.


D

Fixação do escravizado na agricultura.

“Durante certo período do século XVII, a América Portuguesa enfrentou o ataque e a dominação dos holandeses no Nordeste”.


Fonte: RAMOS, Fábio Pestena; MORAIS, Marcus Vinícius. Eles formaram o Brasil. São Paulo: Contexto, 2010. p. 151.


Sobre este período, é CORRETO afirmar que:


A

Na época de Nassau, houve uma grande redução da população negra em Pernambuco porque este só apoiava e estimulava a vinda de ricos europeus com o objetivo de investir no comércio da região.


B

Apesar de ser um projeto urbano, os batavos dominaram não só o litoral pernambucano, mas toda a América Portuguesa, penetrando em seu interior e incentivando o setor agrícola.


C

Nassau trouxe diversos avanços para Recife e Olinda, incentivando um processo de higienização e sanitarismo públicos, inclusive desmantelando a estrutura do colonialismo, combatendo o latifúndio e extinguindo a escravidão.


D

O projeto holandês para o Brasil tinha características mercantilistas e se baseava nos centros populacionais urbanos, incentivando o crescimento de uma nova classe burguesa a intermediar os produtos da colônia para a Europa.


E

Fundamental para manter a corte de nobres de Nassau e suas regalias foi a Companhia da Índias Orientais, não só no financiamento, mas na parceria, garantindo grandes vultos econômicos e jamais confiscando bens nem cobrando dos endividados, inclusive dos senhores de engenho, para garantir a popularidade do governo.

   
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