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Nas histórias da colonização, de modo geral, opõe-se o caso de Portugal, com suas feitorias comerciais, ao da Espanha, dotada de um verdadeiro império territorial. A oposição, sem dúvida, pode ter existido, mas falta a verdadeira explicação, pois no Brasil foi de fato um império territorial que os portugueses erigiram.
(Marc Ferro. História das colonizações: das conquistas às independências, século XIII a XX)
De acordo com o autor, a “verdadeira explicação”, para que Portugal não tivesse erigido o mesmo império territorial na África, reside no fato de que
os portugueses não possuíam o mesmo interesse comercial pela África, assim como o que tinham pelo Brasil ou pela Índia - a exemplo das especiarias.
os povos africanos tiveram capacidade de defesa para resistir ao avanço dos colonizadores - tema que a historiografia europeia se esforçou para suprimir.
a população portuguesa não era suficiente para possibilitar a colonização de outras regiões, além das Américas, e assegurar os interesses metropolitanos.
a inexistência de Estados organizados na África dificultou o estabelecimento de bases econômicas que favorecessem a política mercantilista portuguesa.
Portugal não conseguiu reagir ao avanço de outras potências europeias, tais como a Holanda e a Espanha, que dominaram o comércio com a África.
Assinale a alternativa que caracteriza corretamente a rota de tráfico de escravos conhecida como "Rota da Costa da Mina" durante o período colonial brasileiro.
Conectava o porto de Salvador diretamente às colônias britânicas na América do Norte.
Ligava os portos do Rio de Janeiro à região de Angola, baseando-se na troca de tecidos por cativos.
Integrava a região de Moçambique às plantações açucareiras do nordeste brasileiro através de companhias portuguesas.
Estabelecia comércio entre portos brasileiros e a Costa da Mina, utilizando tabaco baiano como principal moeda de troca.
As reformas administrativas no contexto colonial brasileiro foram um processo dinâmico que refletia tanto as necessidades da metrópole portuguesa quanto às demandas e desafios enfrentados na colônia. Sobre esse assunto, assinale verdadeiro (V) ou falso (F):
1. ( ) A Coroa portuguesa estabeleceu tribunais para aplicar as leis metropolitanas na colônia. Isso incluía a implementação das Ordenações Filipinas de 1603, um código legal que deveria governar a colônia e que refletia os interesses da Coroa.
2. ( ) O Pacto Colonial era uma política econômica que estabelecia o monopólio comercial entre as colônias e a metrópole. Isso favorecia os interesses econômicos da metrópole portuguesa e restringia o desenvolvimento econômico das colônias.
3. ( ) O Regimento para as Minas, elaborado pela Metrópole no século XIX, criou o cargo do Intendente das Minas, cujas responsabilidades dependiam das outras autoridades coloniais, devendo prestar contas e obediência à administração local.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
1.V; 2.F; 3.V.
1.F; 2. F; 3.V.
1.F; 2.F; 3.F.
1.F; 2.V; 3.F.
1.V; 2.V; 3.F.
Os portugueses empreenderam grandes navegações no século XVI, pois buscavam vantagens econômicas, expansão do comércio e crescimento dos lucros. Considerando a chegada dos portugueses no Brasil, leia as afirmativas a seguir e classifique-as em verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Nas terras recém-descobertas das américas, os índios nativos desenvolveram o seu próprio sistema de comércio e a sua própria moeda local.
( ) Nos anos que se seguiram à chegada da esquadra de Cabral na costa brasileira, praticamente, um único produto despertou o interesse dos exploradores: o pau-brasil.
( ) As capitanias hereditárias foram divididas em lotes de tamanhos diferentes e a administração de cada capitania foi distribuída através de uma eleição local.
A sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo, é:
V, F, V.
F, V, V.
F, V, F.
F, F, V.
V, F, F.
“A Colônia se diversificava. As formas de ocupação que haviam garantido a presença portuguesa entre os séculos XVI e XVII, ou seja, o latifúndio e a monocultura, passaram a conviver crescentemente com outras atividades econômicas.” (Del priore, Mary. Venâncio, Renato. Uma breve história do Brasil. São Paulo. Planeta. 2010. p. 135).
Avalie as proposições a seguir, considerando a realidade sócio-economica da América portuguesa.
I- A vida urbana trouxe para a cena vários atores, entre eles os ciganos. Só não há registro, neste espaço, de artesãos, devido à proibição da metrópole da colônia ter sua própria produção.
II- Um intricado mundo de comerciantes dominava as várias áreas da América portuguesa. Sua imensidão territorial gerou, contudo, o aparecimento de comerciantes volantes, gente acostumada a percorrer grandes distâncias levando seus produtos em uma ou outra direção. A maioria branca, nascida no Brasil.
III- Em Salvador, no início do século XIX, um dado digno de registro é que não há na capital baiana a presença de indigentes mendigando em suas ruas devido a ser um centro administrativo onde centralizava recursos.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I e II.
I.
III.
II e III.
II.
Analise os excertos abaixo sobre a história de Itajaí-SC:
Excerto I:Joaquim Pereira Liberato foi um dos primeiros colonizadores de Itajaí, solicitou e obteve uma sesmaria, mas não tinha a intenção de fundar uma povoação.
Excerto II:João Diaz de Arzão, requereu e obteve uma sesmaria, às margens do rio Itajaí-Açu, para construir uma moradia, sua intenção era trabalhar na extração do ouro local.
Sobre os excertos acima, podemos afirmar que:
Os excertos I e II estão incorretos.
Somente o excerto II está correto.
Os excertos I e II estão corretos.
Somente o excerto I está correto.
As ameaças de ocupação francesa e holandesa no litoral da América portuguesa, e a diminuição do comercio oriental com as Índias, alteraram a relação dos portugueses com a colônia que se viram obrigados a ocupar o território para protege-lo dos invasores. Para isso, introduziu-se a produção de engenhos de açúcar e a divisão da colônia em capitanias hereditárias, destas, apenas duas se tornaram viáveis, a primeira, cujo donatário era Martim Afonso de Sousa, e a segunda pertencente a Duarte Coelho, eram respectivamente:
Porto Seguro e Pernambuco
São Vicente e Pernambuco
Maranhão e São Vicente
Pernambuco e Bahia de todos os santos
São Vicente e Porto Seguro
No Brasil, a organização do sistema educacional sofreu diversas mudanças ao longo do período colonial. As primeiras instituições formais foram estabelecidas pelos jesuítas. Sobre a atuação dos jesuítas no ensino colonial brasileiro, analise as assertivas abaixo:
I. Os jesuítas fundaram escolas voltadas para os indígenas e a elite colonial.
II. A educação jesuíta era exclusivamente voltada para a alfabetização básica, sem abordar conteúdos religiosos.
III. Com a expulsão dos jesuítas, o ensino foi completamente desestruturado e só retomado no século XIX.
Sobre as assertivas, pode-se afirmar que:
Apenas I está correta.
Apenas II está correta.
Apenas I e III estão corretas.
Apenas II e III estão corretas.
Todas estão corretas.
Desde a época do “descobrimento” do Brasil, colonos e aventureiros dirigiram-se em expedições rumo ao interior do continente à procura de riquezas minerais. As conquistas informais das minas da América espanhola alimentavam os sonhos dos povos luso-brasileiros de encontrar a montanha do Eldorado e serras resplandecentes, cobertas de ouro, prata, diamante, rubis, esmeraldas e outras pedras preciosas. No entanto, passaram-se séculos, até que as regiões mineradoras fossem descobertas pelos “conquistadores”.
Nesse processo, tivemos alguns personagens significativos, que compuseram os cenários das narrativas historiográficas das regiões mineradoras, a exemplo: a ação dos bandeirantes.

Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/enem/2015/07/07/noticia-especial-enem,665802/bandeirantes-herois-ou-viloes.shtml. Acesso: data 31/08/2024.
Sobre os Bandeirantes e a Idade de Ouro no Brasil, analise as proposições:
I. Em geral os Bandeirantes eram grupos de homens paulista que se lançaram ao aprisionamento e escravização das populações indígenas e a busca de metais preciosos no território brasileiro. Foram responsáveis pelo desbravamento das terras interioranas no Brasil.
II. Fernão Dias Pais e Manuel Borba Gato ficaram conhecidos pelas incursões na região de Minas Gerais. Outros, chegaram até Goiás e Mato Grosso. Os mais conhecidos bandeirantes foram: Raposo Tavares, Domingos Jorge Velho, Paes Gato, Paes de Barro, Cardoso de Almeida e Cunha Gabo, Amaral Gurgel.
III. Os Bandeirantes também formavam verdadeiros grupos de mercenários para atacar tribos hostis aos portugueses e destruir quilombos. Caçadores em uma sociedade escravista, eram responsáveis pela “ordem social”, ou seja, pela manutenção da escravidão e por seu tráfico interno.
IV. A guerra dos Embobas emergiu no contexto da descoberta das minas na região de Vila Rica, em que as rivalidades entre os paulistas, que consideravam ter direitos exclusivos sobre a região, e forasteiros denominados “emboabas”, pessoas vindas de várias partes da Colônia e Portugal, atraídos pela possibilidade de enriquecimento.
V. Após a descoberta do ouro, nas regiões das minas, a Metrópole passou a exercer um controle cada vez maior sobre as colônias na América. Os caminhos das minas eram intensamente vigiados pelos bandeirantes, agindo com violências contra o escoamento ilegal das pedras e na tentativa de garantir a cobrança da tributação devida, agindo como aparelho administrativo colonial, em nome das autoridades metropolitanas, por meio do Tratado de Methuen.
Estão CORRETAS:
I, II, III, apenas.
I, II, III, V, apenas.
II, III, V, apenas.
I, II, III, IV, apenas.
III, IV, V, apenas.
Considerando as obras do padre Anchieta “voltadas para o índio, há as poesias escritas em língua tupi, as peças de teatro, muitas delas também em tupi, escritas com fim didático, utilizadas diretamente como instrumento de catequese”.
Fonte: BRANDÃO, Helena H. Nagamine. Catequese e colonização no discurso jesuítico. In: BARROS, Diana Luz Pessoa de (Org.). Os discursos do descobrimento. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo - FAPESP, 2000. p. 110.
Quanto ao trabalho missionário jesuítico na América Portuguesa, é CORRETO afirmar que:
tanto o padre Manoel da Nóbrega quanto o padre José de Anchieta julgavam que o problema da conversão dos povos originários era uma questão de cunho exclusivamente doutrinário.
apesar do espírito pioneiro de busca de convivência com os índios e do esforço despendido no seu apostolado, o movimento missionário jesuítico mostrou-se bastante prejudicado no seu encontro com o outro.
através dos aldeamentos, os missionários inacianos conseguiram unificar as diversas comunidades indígenas, erradicando entre esses povos os conflitos dos primeiros tempos.
os inacianos não aceitaram a interferência do Estado para conter os conflitos entre os povos originários, rejeitaram todas as leis repressivas e por esta razão tiveram problemas com o governo lusitano, que culminaram com a expulsão dos jesuítas dos solos da América Portuguesa.
uma das principais características do trabalho missionário dos jesuítas foi a sua dimensão antropológica na sua maneira de ver os povos originários, aprendendo a língua tupi, e num processo de alteridade respeitando culturas e valores dos povos conquistados.
O ano de 1580 também pode ser considerado o início do funcionamento do Antigo Sistema Colonial. A ampliação das atividades canavieiras, a adoção de uma política monopolista, a proibição da produção de manufaturas na Colônia e o controle político-administrativo da Coroa ajudava a garantir a subordinação da Colônia à Metrópole, um dos elementos básicos do colonialismo mercantilista da Época Moderna.
Sobre essa questão, avalie a legitimidade das informações e assinale (V) se VERDADEIRAS ou (F), FALSAS:
( ) A cidade de Salvador, 1624, ficou em poder dos holandeses, sendo recuperado só no ano seguinte.
( ) Em 1630, Pernambuco, principal área canavieira da América portuguesa, ficou sobre domínio holandês.
( ) Ao mesmo tempo que ocupavam áreas produtoras de açúcar, os holandeses tomaram pontos do litoral africano de onde retiravam negros escravizados para os engenhos do Nordeste Brasileiro.
( ) O conde João Maurício de Nassau-Siegen, criou uma verdadeira “corte intelectual” no Novo Mundo. Estimulou uma série de atividades culturais durante seu governo. Se destacando, principalmente, nas inovações arquitetônicas.
( ) No ano de 1648, em Pernambuco, na Batalha dos Guararapes, sob comando de Salvador Correia de Sá, os holandeses foram definitivamente expulsos do Brasil.
Assinale a sequência CORRETA:
V, V, F, V, V.
V, F, V, V, F.
V, V, V, V, F.
F, V, F, V, V.
F, F, V, V, F.
“O início do povoamento de Datas (MG) deu-se por volta de 1825, tendo origem idêntica das demais cidades influenciadas pelas descobertas do ouro e do diamante na região do Tijuco”.
Disponível em: https://www.ufmg.br/proex/cpinfo/saberesplurais/municipio/datas/. Acesso em: 10 out. 2024.
Considerando essa informação, analise o seguinte fragmento de texto.
Os garimpeiros foram em busca da riqueza que se escondia ______________ daquele selo ainda inexplorado. Para que o local pudesse ser garimpado, era necessária uma _________________ do Rei de Portugal. Para isso, os garimpeiros recebiam um(a) _____________, que significava terra marcada para a sua exploração.
As palavras que completam corretamente as lacunas do fragmento de texto apresentado são, na ordem:
acima, benção, lote.
acima, autorização, data.
acima, autorização, lote.
debaixo, autorização, data.
debaixo, benção, data.
O que caracterizou, principalmente, o mercantilismo, na fase em que se expandiu por quase todas as nações da Europa, do século XVI ao XVIII, justamente no período colonial da história brasileira, é que nunca se incorporou propriamente, numa doutrina econômica de claras e coerentes formulações e de rígidos artigos. Nunca passou de uma série de práticas visando atingir certos objetivos empíricos. Não teve nenhum teorizador, embora se possam apontar alguns expoentes dessas ideias mais ou menos imperfeitamente postas em prática para a obtenção de certos resultados econômicos. [...]
(FURTADO, C., 2007.)
Na Europa, o mercantilismo é, às vezes, visto como uma fase na evolução histórica do capitalismo. Vários são os elementos fundamentais nessa doutrina, dentre os quais podemos destacar:
Proibição de revenda de supérfluos e mentalidade liberal.
Intervenção monopolista do Estado e protecionismo também como ação estatal.
Comércio exclusivo de produtos tropicais e predomínio das manufaturas coloniais.
Polarização de investimentos da colônia e proibição da usura e do lucro descabido.
Herança dos povos originários, Manto Tupinambá é apresentado oficialmente ao país Produzido com milhares de penas vermelhas de pássaros Guará e com 1,80m de altura, o Manto Tupinambá, vestimenta sagrada para essa etnia brasileira, impressiona pela suntuosidade e resistência ao tempo. São quase 400 anos desde sua confecção, 335 deles passados no Museu Nacional da Dinamarca. A recondução faz parte de um movimento global que está trazendo artefatos de volta aos países que foram colonizados. E foi acompanhada por representantes da etnia.
O retorno do manto, até então parte do acervo do Museu Nacional da Dinamarca, é um marco e o começo de uma nova história de conquista do povo indígena.
https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/noticias/heranca-dos-povos-originarios-manto-tupinamba-e-apresentado-oficialmente-ao-pais
Os povos originários antes da chegada dos portugueses tinham a característica nas comunidades de:
Exploração de recursos minerais e planificação das tarefas.
Exploração de recursos naturais e simplicidade na organização.
Escravização hierárquica e atividades simplórias.
Recuperação das culturas e intercâmbio das atividades laborais.
Escravização de grupos e alta produtividade no campo.
A respeito da expansão marítima portuguesa e do início da colonização da América registre V, para as sentenças verdadeiras, e F, para falsas:
(__) A expansão marítima iniciou porque os portugueses possuíam fácil acesso ao oceano Atlântico, contribuindo também o desejo de colonizar territórios ultramarinos.
(__) No século XVI, os povos nativos ocupavam todo o território do atual Brasil e no Xingu havia aldeias com milhares de pessoas.
(__) Além da busca por metais preciosos, também o desejo de expandir a religiosidade cristã motivou as navegações portuguesas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
V − V − F.
V − F − F.
F − F − V.
F − V − V.
V − F − V.
“As comparações possíveis entre os dois Impérios atlânticos das monarquias ibérica, aproximadas pelo tratado de 1750, e as reformas que sofreram ao longo do Setecentos podem constituir uma chave importante para um melhor enquadramento das marcas peculiares do caso português.
Os governos desses dois Império americanos compartilhavam muitas coisas [...] Mas aqui interessa, sobretudo, sublinhar os pontos de discrepância.”
Texto extraído de: MONTEIRO, Nuno. As reformas na monarquia pluricontinental portuguesa: de Pombal a dom Rodrigo de Sousa Coutinho. In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs.). O Brasil Colonial, volume 3 (ca.1720-ca.1821). 1.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. (Parte I – O mundo português em transformação: o logo século XVIII e Parte II - Transformações na economia e na sociedade), p.118.
Nuno Monteiro, para construir o argumento do capítulo, realiza uma comparação entre a monarquias pluricontinentais portuguesa e espanhola. Marque a opção que trata de forma CORRETA essas diferenças – e/ou semelhanças – na concepção do autor:
A administração portuguesa na colônia era caracterizada por uma divisão, não só espacial, mas também setorial, em instâncias múltiplas, as quais mantinham todas canais de comunicação política com Lisboa, o que fazia de Portugal uma monarquia compósita, tal qual a Espanha, cuja pluralidade administrativa comportava a existência de múltiplos poderes regionais.
Na América Portuguesa, os oficiais americanos no exército de veteranos já eram de quase 45%, chegando a 70% em 1810, após a vinda da família real. Valores muito superiores aos da América Espanhola, devido ao aprofundamento ali da política deliberada de afastamento dos crioulos do governo. Já o papel das forças de milícia, de base sempre local, era similar em ambos os casos.
Para a quase totalidade dos contemporâneos residentes na América Espanhola e na América Portuguesa, começa-se a esboçar uma fratura geral entre elite local e peninsulares, ainda que por razões distintas, a partir do último quarto do século XVIII. No primeiro caso, devido ao tom “anticrioulo” das reformas bourbônicas de Galvez, e no segundo, a partir de políticas que ampliaram o controle fiscal metropolitano.
A partir de 1765, diversas medidas foram tomadas abolindo o monopólio de Cádis e o sistema de frotas, abrindo-se a todos os navios espanhóis o comércio entre os portos da Península e os da América, alterando drasticamente os parâmetros do comércio colonial. Já as medidas portuguesas agiram em sentido inverso, fortalecendo o exclusivo colonial, entre outras formas, por meio da criação de companhias comerciais monopolistas. e
As reformas do rei José I traduziram-se num aumento de carga tributária sobre o Império, o que, pelo contrário, não é de todo evidente durante o reinado de Carlos III. Por fim, as reformas portuguesas suscitaram diversas ondas de rebelião, algumas de grandes dimensões. Nada semelhante teve lugar na Espanha. Em síntese, Pombal e Galvez tiveram atuações no essencial divergentes.
Leia o texto a seguir. Foi recomendada devassa na corte por ministro de maior graduação e que os ouvidores do Rio de Janeiro, Manoel da Costa Mimoso, de São Paulo, Francisco Galvão da Fonseca, de Paranaguá, e o nomeado para a Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá, José de Burgos Vila Lobos, procedessem às devassas nas suas comarcas e descobrissem os culpados. Mas o procurador da Fazenda do reino fez uma ressalva. Se fossem culpados alguns paulistas poderosos assistentes no governo de São Paulo, deveriam os ouvidores manter a notícia em segredo, informando unicamente o governador da dita capitania, para que ele decidisse se prenderia os delinquentes e os remeteria ao reino.
JESUS, Nauk Maria de. As versões do ouro em chumbo: a elite imperial e o descaminho de ouro na fronteira oeste da América portuguesa. (1722-1728). In: FRAGOSO, J. Gouvêa, M F. Nas tramas das redes: política e negócios no Império português, nos séculos XVI-XVIII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010, p. 531. [Adaptado].
Por qual motivo foi solicitado o segredo mencionado no texto?
Pela proteção do alto clero que residia no país.
Pela proximidade dos paulistas com os portugueses.
Pela manutenção de um mito de idoneidade existente no estado.
Pelo monopólio do aparato burocrático que a região possuía.
Pelo receio de alguma sublevação no estado de São Paulo.
No final do século XVII e início do XVIII, a Coroa Portuguesa investiu em políticas para expandir seus territórios nas regiões centrais do Brasil. Com a efetiva descoberta do ouro em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, essas intenções tornaram-se mais evidentes através de regulamentos, jurisdições, levantamentos cartográficos, demarcações e aldeamentos. Tais ações foram confirmadas na primeira metade do Setecentos pelo Tratado de
Madri.
Badajós.
Tordesilhas.
Santo Ildefonso.
A Coroa Portuguesa permitiu o trabalho na evangelização dos ameríndios. Nesse período de privilégio, percorreram diversas regiões da Terra de Vera Cruz e iniciaram a evangelização dos nativos, identificaram vários problemas práticos que diziam respeito também à conjuntura colonizadora. Naquele ano, o padre mandou missionários para as capitanias de São Vicente, Ilhéus, Espírito Santo e Porto Seguro para iniciarem as atividades evangelizadoras com as tribos indígenas. A única ordem religiosa autorizada a realizar esse trabalho foi:
Sublimis Deus.
Santa Fé Católica.
Regimento de Tomé de Sousa.
Companhia de Jesus.

Imagem: Jesuítas do Brasil
A Figura de Tiradentes é emblemática na história do Brasil, alguns consideram um mito outros um herói, porém, o que realmente podemos dizer sobre o contexto em que a história desta figura tão importante na história nacional foi desenvolvida?
Representa os anseios de buscar um herói republicano, de ideologia contrária ao já “herói” da monarquia Dom Pedro I, tendo em vista que sua história (de Tiradentes) de luta pela independência foi resgatada e enaltecida principalmente após a Proclamação da República em 1889.
Ele liderou a Inconfidência Mineira com o objetivo de instaurar a monarquia parlamentar no Brasil, seguindo os moldes da Europa.
Tinha apoio irrestrito da população mineira e de outros líderes e elites locais durante a Inconfidência.
Após a derrota da Inconfidência Mineira, Tiradentes foi poupado da pena de morte e viveu preso pelo resto de sua vida.
De todos os participantes da Conjuração Mineira, foi o único executado. Era o participante mais atuante e por ser militar, ou seja, devia obediência à Coroa, a penalidade foi mais cruel. Depois de três anos preso, o alferes, no dia 21 de abril de 1792, foi enforcado, decapitado e esquartejado. Principalmente por ter ação messiânica. Que representava uma ameaça a consolidação da cultura cristã na Colônia.