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Leia o texto a seguir. Foi recomendada devassa na corte por ministro de maior graduação e que os ouvidores do Rio de Janeiro, Manoel da Costa Mimoso, de São Paulo, Francisco Galvão da Fonseca, de Paranaguá, e o nomeado para a Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá, José de Burgos Vila Lobos, procedessem às devassas nas suas comarcas e descobrissem os culpados. Mas o procurador da Fazenda do reino fez uma ressalva. Se fossem culpados alguns paulistas poderosos assistentes no governo de São Paulo, deveriam os ouvidores manter a notícia em segredo, informando unicamente o governador da dita capitania, para que ele decidisse se prenderia os delinquentes e os remeteria ao reino.
JESUS, Nauk Maria de. As versões do ouro em chumbo: a elite imperial e o descaminho de ouro na fronteira oeste da América portuguesa. (1722-1728). In: FRAGOSO, J. Gouvêa, M F. Nas tramas das redes: política e negócios no Império português, nos séculos XVI-XVIII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010, p. 531. [Adaptado].
Por qual motivo foi solicitado o segredo mencionado no texto?
Pela proteção do alto clero que residia no país.
Pela proximidade dos paulistas com os portugueses.
Pela manutenção de um mito de idoneidade existente no estado.
Pelo monopólio do aparato burocrático que a região possuía.
Pelo receio de alguma sublevação no estado de São Paulo.