Questões de Concurso sobre Mercantilismo, Colonialismo e a ocupação portuguesa no Brasil

 
 
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De um lado, na sua estrutura, um organismo meramente produtor, e constituído só para isto: um pequeno número de empresários dirigentes que senhoreiam tudo, e a grande massa da população que lhe serve de mão de obra. Doutro lado, no funcionamento, um fornecedor do comércio internacional dos gêneros que este reclama e de que ela dispõe. Finalmente, na sua evolução, e como consequência daquelas feições, a exploração extensiva e simplesmente especuladora, instável no tempo e no espaço, dos recursos naturais do país.


(Prado Júnior. 2001, p. 123.)


Os estudos de Caio Prado Júnior formaram a base, por muito tempo, para o entendimento do período colonial brasileiro, marcando presença em grande parte dos livros didáticos. Para ele:


A

Os problemas enfrentados pelo Brasil não se associam ao período colonial e, sim, aos períodos políticos posteriores.


B

O desenvolvimento da economia brasileira esteve vinculado desde os primórdios às necessidades do mercado externo.


C

As pequenas propriedades, o trabalho autônomo e a produção para subsistência conseguiram superar a importância das grandes propriedades.


D

A falta de um mercado interno no Brasil colonial foi resolvida a partir do advento cafeicultor solidamente alicerçado e organizado em fins daquele período.

Após a descoberta do Brasil pelos portugueses, liderados por Pedro Álvares Cabral, ocorreu o desembarque em terra firme no dia 26 de abril de 1.500 com a celebração de uma missa. Em que local essa missa foi realizada por Henrique de Coimbra?


A

Coroa Vermelha em Santa Cruz Cabrália.


B

Coroa Branca em Maragogi.


C

Coroa Vermelha em Porto Seguro.


D

Praia do Sul em Ilhéus.


E

Praia Farol da Barra em Salvador.

No Brasil recém-descoberto, a ocupação se deu em várias etapas que mostraram como os portugueses estavam interessados em suas áreas coloniais. No caso do Brasil, após as primeiras expedições exploradoras,


A

os governos gerais corresponderam à primeira forma de estabelecer a ocupação do território em função do perigo da presença indígena e só mais tarde foi estabelecido o regime das capitanias hereditárias.


B

o estado português, mais interessado nas rotas asiáticas, não estabeleceu nenhuma forma de controle, sendo a primeira etapa a das feitorias para, em seguida, haver o sistema de livre propriedade.


C

tivemos o regime das capitanias hereditárias e, em seguida, a centralização com os governos gerais, que passaram a controlar as ações dos ocupantes das capitanias e se tornaram responsáveis pela defesa do território.


D

as capitanias hereditárias e os governos gerais foram estabelecidos ao mesmo tempo e prepararam a etapa seguinte correspondente ao sistema da pequena propriedade de terras para os nobres portugueses que aqui estavam.

Durante o período colonial, o Brasil foi alvo de diversas invasões estrangeiras, incluindo as incursões holandesas em regiões do Nordeste brasileiro, como Pernambuco. A esse respeito, assinale a opção correta.


A

A primeira invasão holandesa em Pernambuco ocorreu no século XVIII, quando uma frota holandesa conquistou a cidade de Salvador, na Bahia, e posteriormente avançaram para Recife, em Pernambuco.


B

Com a conquista de Recife, os holandeses estabeleceram alguns domínios sobre a região, implementando políticas de controle comercial. Mas o controle político e administrativo sempre esteve sob autoridade portuguesa.


C

A presença holandesa em Pernambuco foi marcada por constantes conflitos por parte dos colonos portugueses e dos povos indígenas locais, que resistiram à ocupação estrangeira.


D

Sob o domínio holandês, Recife deixou sua condição de cidade urbanizada e próspera e voltou à condição de vila.


E

Somente após um século de conflito e resistência, os portugueses conseguiram expulsar os holandeses de Pernambuco, pondo fim ao domínio e influência holandesa na região.

Analise as informações a seguir:


I. As Capitanias Hereditárias e os governos-gerais continuaram convivendo até o século XVIII, enquanto se dava a progressiva criação de capitanias da Coroa, como a da Bahia de Todos-os-Santos e São Sebastião do Rio de Janeiro.

II. O governador-geral da colônia e os governadores das capitanias chegaram a contar com tropas regulares e profissionais, que eram compostas por milícias e ordenanças.

III. As milícias eram regimentos portugueses, uma força auxiliar formada por homens da população urbana que recebiam remuneração e prestavam serviço opcional.


Marque a alternativa CORRETA:


A

Todas as afirmativas estão corretas.


B

Nenhuma afirmativa está correta.


C

Apenas uma afirmativa está correta.


D

Apenas duas afirmativas estão corretas.

Irineu Evangelista de Souza se tornou o homem mais rico do Brasil entre 1850 e 1860. Ele exerceu enorme influência sobre o governo imperial e apareceu como fator decisivo no desenvolvimento nacional e continental do Brasil. Irineu Evangelista de Souza era conhecido como?


A

Barão de Itapetininga.


B

Barão de Mauá.


C

Barão de Itapura.


D

Barão do Rio Branco.


E

Barão de Antonina.

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:


A filosofia moderna que já circulava na Europa desde fim do século XVII, ao alcançar Portugal, encontrou uma reação por parte dos defensores da tradição jurídica e filosófica fundamentada no tomismo.


Assim,

Enquanto os demais países europeus se abriam para novas formas de pensar a realidade natural e moral, Portugal permaneceu sob o domínio de um ensino jesuítico avesso a especulações filosóficas estranhas à tradição. Tudo que pudesse ser considerado ofensivo à fé católica não encontrava boa acolhida.”


A

A primeira afirmativa é verdadeira e a segunda é falsa.


B

As duas afirmativas são verdadeiras.


C

As duas afirmativas são falsas.


D

A primeira afirmativa é falsa e a segunda é verdadeira.

Com a descoberta de ouro e pedras preciosas nas Minas Gerais, no final do século dezessete, ocorreu intensa migração de pessoas do Nordeste para a extração desses minérios. Essa atividade deu origem a vilas, que se transformaram em cidades. É o caso de São João Del Rei, atual Tiradentes, Vila Rica, atual Ouro Preto, Ribeirão do Carmo, atual Mariana, Diamantina e outras. Mas, com o tempo, essa atividade enfraqueceu-se, causando uma série de consequências para a região. Qual das afirmativas a seguir apresenta os motivos e as consequências da decadência da atividade de mineração nas regiões das Minas?


A

A decadência da mineração teve início por volta da segunda metade do século dezenove em virtude, entre outros fatores, da concorrência dos metais que vinham de Portugal. Com isso, a economia mineira regrediu a um nível de autossubsistência e o espaço geográfico tornou-se uma área de repulsão da população.


B

A decadência da mineração teve início por volta da primeira metade do século dezoito em virtude, entre outros fatores, do esgotamento das aluviões auríferas. Com isso, a economia mineira modificou-se, fortalecendo a pecuária extensiva, e o espaço geográfico tornou-se uma área de atração da população.


C

A decadência da mineração teve início por volta da segunda metade do século dezoito em virtude, entre outros fatores, do esgotamento das aluviões auríferas. Com isso, a economia mineira regrediu a um nível de autossubsistência e o espaço geográfico tornou-se uma área de repulsão da população.


D

A decadência da mineração teve início por volta da segunda metade do século dezenove em virtude, entre outros fatores, do esgotamento da mão de obra escrava. Com isso, a economia mineira avançou para o setor artesanal e ao nível de subsistência, e o espaço geográfico tornou-se uma área de atração da população.


E

A decadência da mineração teve início por volta da primeira metade do século vinte em virtude, entre outros fatores, da falta de mão de obra especializada. Com isso, a economia mineira modificou-se, fortalecendo a indústria de base, e o espaço geográfico tornou-se uma área de concentração populacional.

O mercantilismo foi um conjunto de práticas econômicas e políticas que vigorou na Europa entre os séculos XV e XVIII, sua prática:


A

é similar ao liberalismo no que tange a economia de mercado.


B

é voltada a industrialização e grande produção.


C

é marcada pelo acúmulo de metais preciosos, metalismo.


D

é voltada a obras sociais de equidade social.


E

é destinada a países que iniciam o processo republicano de governo.

Durante o processo de colonização do território brasileiro, o principal objetivo da Coroa Portuguesa era, por meio de uma vinculação econômica com a nova colônia, maximizar o acúmulo de riquezas e, assim, consolidar seus propósitos mercantilistas. A relação de dominação mais marcante estabelecida entre a metrópole e a colônia foi a imposição da obrigatoriedade e exclusividade de que a colônia só pudesse comercializar com a metrópole, prática conhecida como:


A

Tratado de Transatlântico.


B

Livre-comércio metropolitano.


C

Pacto Colonial.


D

Sistema feitorial.

“[...] o monopólio constitui-se no elemento que une as duas faces da moeda colonial, assim como lhe confere o valor. De um lado, a ‘cara’, ou a face metropolitana, apresentando-se por meio do Reino ou do Estado Moderno: de outro, a ‘coroa’ ou a face colonial, na forma de Região, face geralmente oculta, impossível de ser pensada isoladamente da primeira, mas guardando também existência própria [...]. [...] o colono está obrigado ao cumprimento do monopólio [...]; o colonizador [...] está obrigado a resguardar o monopólio do proprietário [...]. As relações entre colonos e colonizados, por sua vez, pressupunham também o monopólio dos homens e da violência.”


Texto extraído de: MATTOS, Ilmar Rohloff. O tempo Saquarema. São Paulo: Hucitec, 2004, pp. 32, 37, 38, 40).


Sobre os contextos e sujeitos envolvidos na relação entre Brasil e Portugal, na era colonial, conforme análise de Ilmar Mattos, é CORRETO afirmar:


A

Do lado português, ocorria o fortalecimento do Estado absolutista, marcado por uma evidente dissociação entre os elementos da administração estatal (burocracia) e as atividades comerciais.


B

Os colonos eram produto da produção colonial. São os excluídos da colônia: escravizados, livres pobres e indígenas.


C

O colono era o proprietário colonial, proprietário de mão-de-obra, terras e meios de trabalho.


D

Os colonizados eram produto da produção colonial. Eram os proprietários de mão-de-obra, terras e meios de trabalho.


E

Os colonos eram os livres pobres: indivíduos donos de suas pessoas, mas que não possuíam terras. Viviam à margem da produção mercantil das grandes propriedades.

“A colonização foi um empreendimento do governo colonial aliado a particulares.”

Texto extraído de: CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 6ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 18.


Sobre o período colonial brasileiro, conforme análise de José Murilo de Carvalho, é CORRETO afirmar:


A

A atividade que melhor se prestou à finalidade lucrativa da colonização foi a produção açucareira, que demandava pequenos capitais e muita mão de obra.


B

A mineração exigia pequenos capitais e mais mão de obra do que a atividade açucareira.


C

A criação de gado usava menos mão de obra escrava e colocava os indivíduos em maior contato com a administração e instâncias políticas coloniais.


D

A revolta dos alfaiates distinguiu-se das revoltas anteriores de escravos por não buscar a fuga para quilombos distantes.


E

A revolta em Pernambuco em 1817 é indício do nascimento de um sentido de nacionalidade que se concretizou na independência do Brasil em 1822.

Para encetar sua conquista do Brasil, a Companhia das Índias Ocidentais optou por uma estratégia que maximizava a vantagem comparativa desfrutada pelos Países Baixos em termos de poder militar na Europa seiscentista: o poder naval, comumente tido na conta de recurso definitivo de ultima ratio bélica. Acreditava-se na Holanda que o Brasil seria facilmente ocupado mediante uma estratégia de bloqueio naval de suas praças-fortes, cuja rendição provocaria automaticamente o controle do interior do país e dos centros de produção açucareira, que eram os grandes alvos da empreitada neerlandesa. Os holandeses invadiram e se estabeleceram no nordeste do Brasil, empreendendo uma luta árdua contra os portugueses, os espanhóis e os nativos. Um dos períodos de maior destaque nessa estadia foi na fase da administração de Maurício de Nassau que, entres outras ações:


A

Construiu casas e distribuiu para a maior parte da população desabrigada.


B

Restaurou igrejas profanadas e tentou moralizar o serviço público e a justiça.


C

Investiu na cultura e incentivou a criação de instituições hispano-holandesas.


D

Abriu ruas e decretou o toque de recolher para impedir qualquer tipo de violência.

No livro Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda comparou as colonizações portuguesa e espanhola na América. Segundo o autor,


“Nas formas de vida coletiva [...] dois princípios que se combatem e regulam diversamente as atividades dos homens. Esses dois princípios encarnam-se nos tipos do aventureiro e do trabalhador. Já nas sociedades rudimentares manifestam-se eles, [...] na distinção fundamental entre os povos caçadores ou coletores e os povos lavradores. Para uns, [...], o ideal será colher o fruto sem plantar a árvore. [...]

O trabalhador, ao contrário, é aquele que enxerga primeiro a dificuldade a vencer, não o triunfo a alcançar. O esforço lento, pouco compensador e persistente, que, no entanto, mede todas as possibilidades de desperdício e sabe tirar o máximo proveito do insignificante [...]

[...] Assim, o indivíduo do tipo trabalhador só atribuirá valor moral positivo às ações que sente ânimo de praticar, e, inversamente, terá por imorais e detestáveis as qualidades próprias do aventureiro: audácia, imprevidência, irresponsabilidade, instabilidade, vagabundagem. [...]”


HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. 26 Ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. p. 44.


A partir do fragmento textual e do seu conhecimento sobre o tema, deve-se concluir que, na colonização da América,


A

os portugueses trabalharam para construir uma colônia de povoamento; e os espanhóis apostaram na exploração, realizando uma ocupação da terra sem planejamento.


B

os portugueses desenvolveram uma colonização racional, favorecendo uma ocupação mais urbana e menos voltada para a agricultura; e os espanhóis estimularam o plantio de monoculturas.


C

o lusitano por ter espírito trabalhador, sedentarizou-se na colônia para explorar metais preciosos; e o espanhol com espírito aventureiro, extraía as riquezas da colônia sem nela se fixar.


D

o lusitano com espírito aventureiro encarou a colonização como uma fonte de exploração rápida; e o espanhol, como ladrilhador, investiu na sedentarização e na urbanização.

Os povos Tabajaras, que também habitavam a região de Pernambuco, estabeleceram alianças estratégicas com os portugueses durante a invasão holandesa, o que lhes garantiu uma posição de relativa autonomia e influenciou as dinâmicas de poder locais no período colonial.


C

Certo


E

Errado

“Após as três primeiras décadas, marcadas pelo esforço de garantir a posse da nova terra, a colonização começou a tomar forma. Como aconteceu em toda América Latina, o Brasil viria a ser uma colônia cujo sentido básico seria o de fornecer ao comércio europeu gêneros alimentícios ou minérios de grande importância.”


(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1994)


No período a que se refere o texto acima, qual a política da Metrópole portuguesa para consolidar a colonização?


A

Incentivo à empresa comercial, com base em uns poucos produtos exportáveis em grande escala e assentada na grande propriedade.


B

Lucro sobre o tráfico negreiro.


C

Cobrança de impostos sobre a produção de ouro.


D

Povoamento do Brasil, para posterior transferência da Metrópole para a América.


E

Tributação direta sobre os escravos, que compunham a força de trabalho fundamental nas plantations e nas minas, garantindo o principal lucro sobre os colonos.

A formação do Estado Nacional Brasileiro, está profundamente associada à formação dos Estados Nacionais em Portugal e na Espanhol , consolidados como sabemos, somente no século XV pois estiveram associados diretamemente a (o):


A

força do Estado Nacional holandês, responsável pela negociação financeira que envolveu o alcance de terras por ambos.


B

Concretização da expulsão dos muçulmanos que estabeleceiam imenso poderío em toda a Península Ibérica.


C

ao acordo definido com o que naquele momento era conhecido como “Califado de Córdoba”, que por interesses notavelmente políticos, cedeu vastos territórios para a implantação e o reconhecimento internacional desses Estados.


D

Reforma do Patido Comunista Espanhol, que exerceu profunda influência sobre os Jesuitas que, nos séculos XV e XVI atuavam no Brasil.

Criadas durante a administração pombalina, as companhias monopolistas de comércio foram parte integrante dos planos de reestruturação econômica de Portugal. Essas organizações acabariam por controlar a entrada e a saída dos produtos das colônias portuguesas, antes realizadas, em sua maioria, por comerciantes estrangeiros. Com a morte de D. João V, assumiu o trono seu filho, D. José I. O fatal acontecimento do terremoto de Lisboa, em 1755, foi decisivo para que Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, assumisse o cargo de Ministro de Negócios do Reino; muita coisa mudaria a partir de então.


(MAXWELL, Keneth. Marquês de Pombal: o paradoxo do iluminismo. 2ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. p. 6-7.)


Por Alvará Régio, de 7 de junho de 1755, foi criada a Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. Dentre as funções e ações desenvolvidas pela Companhia, é possível apontar:


A

A venda em Lisboa, em consignação, de produtos repassados pelos lavradores do Grão-Pará e Maranhão.


B

O controle dos direitos alfandegários, do peso e do subsídio de qualquer mercadoria que circulasse na província maranhense.


C

O cuidado dos chamados “negócios miúdos”, ou seja, administração dos negócios paralelos relativos aos mais variados setores da região.


D

A vigilância em toda região contra a corrupção, o monopólio e as arbitrariedades que eram usualmente cometidas pelos moradores locais.

Durante o período colonial, na Amazônia, as ordens religiosas católicas que se instalaram na região


A

colaboraram para o mapeamento do território, tornando possível o conhecimento cartográfico que resultaria no estabelecimento do Tratado de Tordesilhas, responsável pela delimitação das fronteiras que separavam, na região norte, o território colonial português e o espanhol.


B

contrariaram determinações das coroas ibéricas, que haviam definido que, antes de qualquer atuação catequética junto aos indígenas, ocorreriam, na região, as chamadas “entradas e bandeiras” visando a busca de metais preciosos e a instalação dos primeiros núcleos de povoamento.


C

tinham como principal objetivo conter o avanço do protestantismo, uma vez que missionários calvinistas foram os primeiros a chegar, com o apoio da França, em seu projeto de fundação da França Equinocial a partir do território que é hoje o estado do Maranhão.


D

eram predominantemente jesuítas, ainda que franciscanos, carmelitas e mercedários também tenham desembarcado simultaneamente nesse território, com a meta de pesquisar o xamanismo, novidade no mundo ocidental, e o potencial de aproveitamento das chamadas “drogas do sertão”.


E

instituíram um sistema organizativo fundamentalmente a partir das chamadas “missões” ou “aldeamentos” que consistiam em agrupamentos indígenas comandados por religiosos, com a finalidade de facilitar a catequese e a exploração do trabalho, além de contribuir para a expansão colonial.

Afonso d’Escragnolle Taunay escreveu, entre os anos de 1924 e 1950, uma longuíssima obra sobre as chamadas “Bandeiras Paulistas”. Em seu último de 11 tomos, Taunay dedicou-se às “monções cuiabanas do século XVIII”. Nele, se lê:


Como consequência imediata da descoberta do ouro cuiabano, operou-se a transformação da principal rota sertanista, já quase sesqui-secular da penetração ocidental, para a devassa das terras e a preá do índio, em via comercial e militar. [...] E, com efeito: em parte alguma do globo as condições geográficas, demográficas, comerciais, coexistiram e associaram-se tão típicas, tão originais, quanto as que caracterizaram essa via anfíbia de milhares de quilômetros de imensos percursos fluviais e pequenas jornadas terrestres: a estrada das monções entre os pontos terminais de Araraitaguaba e Cuyabá, separados por três mil e quinhentos quilômetros da mais áspera navegação com a mínima solução de continuidade constituída por alguns quilômetros do varadouro de Camapuan. [...Avançava-se] em desrespeito ao ajuste interibérico de 1494 definitivamente perempto em 1750 graças ao influxo das bandeiras sobre a resistência pequena [...] castelhana [...] ao Sul e no Centro do Brasil atual e quase nula e, por assim dizer, inexistente na Amazônia.


TAUNAY, A. de E.: História Geral das Bandeiras Paulistas. Tomo undécimo e último. São Paulo: Edição do Museu Paulista, 1950. p. 11. Adaptado.


O texto acima refere-se à(ao)


A

iniciativa paulista de avançar no território colonial luso desde a capitania de São Vicente, em direção oeste, buscando novos locais para estabelecimento de roças para o cultivo de café, culminando com a formação de pequenas vilas com vocação para rentáveis entrepostos comerciais.


B

estabelecimento da colonização portuguesa nas costas da América do Sul, à extração de pau-brasil, à guerra contra as invasões francesas e ao estabelecimento da capital do Brasil em Salvador, na Bahia.


C

economia agroexportadora da monocultura de cana-de-açúcar, à ocupação de grandes áreas de latifúndio ao plantio, ao estabelecimento dos engenhos de açúcar na região Nordeste do Brasil e à utilização da mão de obra negra escravizada.


D

descoberta do ouro em Minas Gerais, ao grande afluxo migratório decorrente dessa descoberta rumo aos sertões do Brasil, estabelecendo-se em Vila Rica de Ouro Preto e Mariana, formando uma população miscigenada, liberta e assalariada.


E

relação entre o influxo das bandeiras, à interiorização da colonização portuguesa, ao avanço luso sobre os limites espanhóis estabelecidos no Tratado de Tordesilhas de 1494 e à assinatura do tratado de Madrid, em 1750.

   
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