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A chegada dos portugueses representou para os índios uma verdadeira catástrofe. Vindos de muito longe, com enormes embarcações, os portugueses, e em especial os padres, foram associados na imaginação dos tupis aos grandes xamãs (pajés), que andavam pela terra, de aldeia em aldeia, curando, profetizando e falando-lhes de uma terra de abundância. Os brancos eram ao mesmo tempo respeitados, temidos e odiados, como homens dotados de poderes especiais. (...) Mas, no conjunto, a palavra “catástrofe” é mesmo a mais adequada para designar o destino da população ameríndia. Milhões de índios viviam no Brasil na época da conquista e apenas cerca de 250 mil existem nos dias de hoje. (Boris Fausto. História do Brasil. 13ª ed. São Paulo: EDUSP, 2008, p. 40-41).
A “catástrofe” à qual o autor se refere está relacionada ao item corretamente descrito na alternativa:
Ao uso de armas de fogo, fator determinante para a vitória dos ameríndios sobre os europeus.
À passividade dos ameríndios diante da conquista europeia, fator determinante para a consolidação da colonização.
À suscetibilidade indígena em relação às novas doenças, violência cultural e física, o que resultou em um crescimento vegetativo negativo.
À vulnerabilidade dos povos europeus em relação à tecnologia bélica empregada pelos povos ameríndios.
Leia o texto a seguir.
O ponto zero do Brasil não é, portanto, a chegada das caravelas portuguesas. Esse é apenas o marco factual de apossamento da colônia lusa na terra dos papagaios. O evento fundante do Brasil-jénação é o abandono da costa rumo ao deserto das terras interiores. O português se contenta em navegar por águas e estanca no litoral a sua vontade de conquista e movimento. O brasileiro navega em mares de sertão.
CHAUL, Nasr Fayad. Caminhos de Goiás: da construção da decadência aos limites da modernidade. Goiânia: Editora UFG, 1997. p. 57. [Adaptado].
Qual elemento da história goiana contribui com o sentido do texto para a fundação do Brasil?
Escravização dos indígenas.
Mudança da capital.
Mineração.
Bandeiras.
“Os colonizadores [portugueses] tinham conhecimento das habilidades dos escravizados, sobretudo por sua rentável utilização na atividade açucareira”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª ed. São Paulo: EdUSP, 2012. p. 46, adaptado.
A referida atividade que garantiu experiência de alguns escravizados trazidos à América Portuguesa ocorreu:
na costa da Etiópia
nas colônias da Ásia
nas ilhas do Atlântico
na região do Alentejo
Com a expansão do comércio, formou-se, no século XVI, o chamado mercantilismo. Sobre esse assunto, julgue os itens a seguir:
I.Entendia-se que, quanto maior o volume de moedas de ouro e prata acumulado por uma nação, mais rica ela seria, sendo essa ideia chamada de "ourismo".
II.A balança comercial favorável refere-se à ideia de que o dinheiro ganho com as exportações tinha de ser maior do que os gastos com as importações, para garantir a riqueza do Estado.
III.A política protecionista consistia na cobrança de altas taxas alfandegárias sobre as mercadorias estrangeiras.
IV.A maior circulação de produtos no século XVI se deu principalmente por meio do grande fluxo das navegações.
É correto o que se afirma em:
I, II e IV, apenas.
I e III, apenas.
I e III, apenas.
I e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
Não têm nem lei, nem fé nenhuma e vivem de acordo com a natureza. Não conhecem a imortalidade da alma, não têm entre eles bens próprios, porque tudo é comum: não têm limites de reinos e de províncias: não têm rei: não obedecem a ninguém, cada um é senhor de si mesmo, nem amizade, nem agradecimento, o que não lhes são necessários, porque não reina neles cobiça: habitam em comum, em casas feitas à maneira de cabanas muito grandes e comuns e, para gentes que não têm ferro, nem outro metal nenhum, se pode considerar suas cabanas, ou suas casas, maravilhosas [...] e não sabem contar os dias, nem os meses, nem os anos.[...] seus habitantes não estimam coisa alguma, nem ouro, nem prata, ou outras joias, salvo coisas de plumagens, ou de osso.[...] São gente belicosa. E entre eles muito cruéis [...] porque vão tão desnudos como nasceram, nem têm ordem alguma em sua guerra, salvo que fazem o que lhes aconselham seus anciãos, e quando combatem se matam muito cruelmente [...].
VESPUCIO, Américo. El Nuevo Mundo. Cartas relativas a sus viajes y descubrimientos. Estudio preliminar de R. Levillier. Buenos Aires: Editorial Nova, 1951, p.147-53.
As cartas de Américo Vespúcio se revelam como um importante documento histórico que elucida os aspectos do projeto colonizador. A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos sobre a imagem construída a respeito dos povos que habitavam o novo mundo, analise as afirmativas a seguir:
I.O mito do bom selvagem foi a base do pensamento europeu para a compreensão das subjetividades dos povos do novo mundo e justificou a tutela da coroa.
II.A forma como os habitantes do território são retratados - incivilizados - servia de justificativa para o estabelecimento de uma política de dominação religiosa e exploratória.
III.A múltiplas negações atribuídas aos habitantes do novo mundo revelam a mentalidade eurocêntrica que, ao enxergar as ausências, também se coloca como os responsáveis pela ordenação do caos originário em que se encontravam esses indivíduos.
É correto o que se afirma em:
I, apenas.
II, apenas.
I, II e III.
III, apenas.
II e III, apenas.
Com a iminente partida de D. João VI para Portugal, um episódio marcante foi a reunião para a eleição dos representantes da capitania do Rio de Janeiro nas Cortes de Lisboa. Esse evento ocorreu nos dias 21 e 22 de abril de 1821, na Praça do Comércio. A reunião, com fins eleitorais, acabou se transformando em uma arena pública de discussões acaloradas, desencadeando uma forte repressão. O que levou à mudança de foco da reunião foi:
o intuito de componentes da elite brasiliense de obrigar o rei a nomear o príncipe Miguel como regente e retornar com seu irmão Pedro de Alcântara para Portugal
o desencanto de parte da elite coimbrã com as medidas impostas pelos vintistas e a defesa pública por estes de medidas absolutistas a fim de que o rei retomasse seu pleno poder
o desejo de impedir o monarca de retornar para Lisboa e a oposição ao juramento dos fundamentos da Constituição portuguesa que seria elaborada pelas Cortes lisboetas
a desilusão com o ministério formado em fevereiro de 1821 e a intenção de alguns participantes da reunião de interferir em atribuições da regência que substituiria o rei após sua partida
Analise o mapa a seguir.

LUCARELLI, F. Ai Confini della Realtá. Il Nord dell’Amazzonia. Napoli: Giannini, 2005. p. 45
Qual estratégia geopolítica, representada no mapa, foi adotada pela Coroa Portuguesa para ocupar o território amazônico, durante o século XVIII?
Abertura de polos de desenvolvimento
Incentivo à exploração mineral
Criação de fortificações militares
Criação de reservas indígenas
Desenvolvimento de projetos agropecuários
Examine a imagem do interior da Igreja de São Francisco, em Salvador, Bahia, construída entre os séculos XVII e XVIII.

(www.afar.com.br)
O interior da Igreja de São Francisco é um exemplo da arte
renascentista, representada, no recinto, pela abóbada decorada para a exaltação de Deus e da humanidade.
românica, representada, no recinto, pelos arcos frontais e laterais de sustentação do edifício.
clássica, representada, no recinto, por pureza, realismo e equilíbrio estético.
barroca, representada, no recinto, pela riqueza de detalhes da decoração do teto e das laterais.
jesuítica, representada, no recinto, pelas formas geométricas do teto e pelo esplendor da decoração do púlpito.
Leia atentamente o texto abaixo:
“Mas na ‘preferência’ pelo africano revela-se, cremos, mais uma vez, a engrenagem do sistema mercantilista de colonização; esta se processa, repitamo-lo tantas vezes quanto necessário, num sistema de relações tendentes a promover a acumulação primitiva na metrópole [...] a acumulação gerada no comércio de africanos, entretanto, fluía para a metrópole, realizavam-na os mercadores metropolitanos, engajados no abastecimento dessa ‘mercadoria’. Esse talvez seja o segredo da melhor ‘adaptação’ do negro à lavoura... escravista. Paradoxalmente, é a partir do tráfico negreiro que se pode entender a escravidão africana colonial e não o contrário.
(NOVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial. 1777-1808. São Paulo: Hucitec, 1979, p.105.)
Este texto, hoje um clássico da historiografia nacional, faz uma leitura da sociedade colonial na América Portuguesa entre os séculos XVI e XVIII como sendo uma “peça de um sistema, um instrumento da acumulação primitiva da época do capitalismo mercantil” (NOVAIS, 1979, p.70). Logo, segundo essa tese:
A baixa densidade demográfica portuguesa impediu que a Metrópole trouxesse para a sua colônia na América mão de obra para sustentar a empresa açucareira.
A dificuldade dos colonos portugueses em prear e manter grupos de indígenas em cativeiro foi o que levou ao uso do escravo africano.
A existência do escravismo africano no Brasil é resultado de uma imposição metropolitana.
O início da Revolução Industrial na Europa demandava grandes contingentes de mão de obra nas fábricas nascentes, levando Portugal a buscar a alternativa africana.
Os conflitos entre a Igreja Católica e a Coroa Portuguesa envolvendo a escravização de indígenas forçou a busca pela alternativa africana.
INSTRUÇÃO: No período da colonização do Brasil, foi empregado um sistema de ocupação das terras, conforme retratado no mapa a seguir:

Disponível em: https://www.google.com/search?q=mapa%20capitanias%20heredit%C3%A 1 rias&tbm=isch&hl=pt-BR&tbs&sa=X&ved=OCAEQpwVqFwoTCMC6ke-g9_4CFQAAAAAdAAAAABBR&biw=1583&bih=732#imgrc=PLcV7e5_JBfiMM. Acesso em: 18 maio 2023.
O sistema a que o texto e a figura se referem denomina-se
Faixas coloniais.
Faixas regionais.
Capitanias donatárias.
Capitanias hereditárias.
Tratado de Tordesilhas.
Com a morte do rei D. Henrique em janeiro de 1580, Portugal enfrentou uma crise sucessória. O rei Filipe II da Espanha, neto de D. Manuel, que havia governado Portugal entre 1495 e 1521, invadiu o reino português e assumiu o trono, dando início a um período de dominação que duraria até 1640. Qual o nome do período citado e a consequência para o Brasil?
Tratado de Toledo – estabeleceu a divisão exata das terras recém-descobertas entre Portugal e Espanha.
Bula Inter Coetera – estabelece o limite das possessões portuguesas a cem léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde.
Tratado de Madrid – estabelece os limites entre as terras pertencentes à Portugal e à Espanha, para além do tratado de Tordesilhas.
União Bélica – cria um único exército no Brasil, com soldados portugueses e espanhóis, para expulsar o holandeses, franceses e ingleses.
União Ibérica – tornou sem efeito o tratado de Tordesilhas, estimulando o avanço dos portugueses em direção ao interior da Amazônia, para o sul e centro-oeste.
Assinale a assertiva que NÃO representa um dos principais motivos que fez com que a coroa portuguesa tivesse interesse em explorar a colônia brasileira a partir de 1530.
Porque tiveram notícias da descoberta de ouro e prata na América espanhola.
porque países como França e Inglaterra desenvolveram suas frotas marítimas e passaram a representar uma ameaça ao controle português sobre a colônia.
porque países como Holanda e Bélgica desenvolveram suas frotas marítimas e passaram a representar uma ameaça ao controle português sobre a colônia.
Porque não encontraram metais preciosos em expedições.
No Século XVII, o Sertão de Tibagi passou a receber expedições. Bandeiras paulistas e curitibanas passaram a percorrer a região à procura de?
Diamante e minério.
Ouro e rubi.
Ouro e diamante.
Diamante e safira.
Rubi e diamante.
“A devastarem das capitanias do interior, neste terreno, é manifesta. Numa economia essencialmente exportadora como a da colônia, sua posição é excêntrica. Só com a agricultura, a colonização não teria penetrado no interior; e é por isso que até o século XVII os portugueses continuavam a “arranhar o litoral como caranguejos.”” (JUNIOR, pg,132)
Para o autor, qual outra atividade, além da agricultura foi fundamental para a penetração no interior?
A mineração.
A exploração ambiental.
As especiarias que vinham das Minas Gerais.
O comércio humano de nativos como escravos.
A construção de uma colônia de habitação.
Alguns cristãos-velhos, depondo acerca de fatos anteriores a 1645, referem-se a uma sinagoga em Penedo, à margem do Rio São Francisco, da qual se dizia ser rabino um certo Samuel Israel. O comércio era atividade principal, quase única, dos judeus Portugueses no Brasil holandês; o comércio do açúcar representava a parte maior dessa atividade. Ficou indicado que alguns deles se fizeram senhores de engenho, o que também não os impedia de negociar com o açúcar próprio e com o alheio.
MELLO, José Antonio G. de. Gente da Nação: cristãos novos e judeus em Pernambuco 1542-1654. Recife: Fundaj, 1996, p. 231.
Depois do açúcar, o gênero bastante frequente nas exportações negociadas pelos judeus na região de Penedo era
joias.
frutas.
farinha.
tecidos.
tabaco.
A partilha da África, feita por portugueses e espanhóis no Tratado de Tordesilhas, amalgamou grupos rivais dentro de um mesmo território político.
Certo
Errado
O fato de os holandeses prestarem pouca atenção para a assimilação cultural também ajudou no sentido de fortificar uma separação entre a sociedade branca e a sociedade escrava. A extrema dificuldade de sobrevivência no novo ambiente surinamês levou as comunidades a estabelecerem laços de solidariedade. Para alguns donos de plantations, a comunidade no interior da colônia poderia servir como válvula de escape para os indivíduos que, no limite do descontentamento, poderiam abandonar a plantação e ter para onde se esconder. Por outro lado, quando os quilombos se mostravam bastante populosos, excursões de captura eram organizadas pelas forças policiais holandesas, em aliança com alguns indígenas e negros libertos.
Certo
Errado
A formação do Estado brasileiro é um processo histórico complexo que envolveu uma série de eventos e transformações políticas, sociais e econômicas. Neste contexto, a escolha da forma de governo, a definição das fronteiras territoriais e a luta pelo poder foram alguns dos fatores que contribuíram para a consolidação da nação brasileira.
A principal influência na formação do Estado brasileiro foi
o colonialismo português.
a luta pelo poder entre os coronéis.
a influência das ideias iluministas.
a escravidão negra.
a influência das lutas pela independência na América Latina.
Analise as informações a seguir:
I. Sobre a história do Ipojuca, há relatos que sugerem seu surgimento antes de 1560, quando Duarte Coelho, donatário da Capitania de Pernambuco, lutou contra a expulsão dos Caetés e concedeu terras, lotes chamados de Sesmarias, a várias famílias ligadas à nobreza portuguesa. Através dessas posses, os novos proprietários puderam extrair a riqueza da região e explorar os que nela moravam.
II. A utilização do litoral pernambucano como porto é bem anterior à criação do Complexo Industrial de Suape. Há notícias documentais do século XIX de que Hans Staden, mercenário alemão que esteve por duas vezes no Brasil, registrou o Porto de Galinhas, chamando-o de Rio das Galinhas, fator que demonstra que nessa época o Porto já era utilizado como espaço de atracamento de navios.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
A resistência quilombola foi uma forma de luta escrava frequente e importante em vários períodos e regiões da América portuguesa. Do século XVII até os anos finais da escravidão, muitos africanos e seus descendentes fugiram e se reuniram nessas comunidades, construindo histórias de luta pela liberdade. (...) Apesar das várias expedições militares para destruí-lo, o quilombo resistiu por 65 anos (1629-1694). (Gilberto Cotrim. História Global: Brasil e Geral. vol. único. 11ªed. São Paulo Saraiva ,2016, p.311).
Esse trecho se refere à resistência dos africanos escravizados. Entre os quilombos existentes na história brasileira, a qual deles corresponde a proposição acima?
Comunidade Quilombo Kalunga, GO.
Quilombo de Ambrósio, MG.
Quilombo dos Palmares, AL.
Quilombo de Campo Bonito, MG.