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A chegada dos portugueses representou para os índios uma verdadeira catástrofe. Vindos de muito longe, com enormes embarcações, os portugueses, e em especial os padres, foram associados na imaginação dos tupis aos grandes xamãs (pajés), que andavam pela terra, de aldeia em aldeia, curando, profetizando e falando-lhes de uma terra de abundância. Os brancos eram ao mesmo tempo respeitados, temidos e odiados, como homens dotados de poderes especiais. (...) Mas, no conjunto, a palavra “catástrofe” é mesmo a mais adequada para designar o destino da população ameríndia. Milhões de índios viviam no Brasil na época da conquista e apenas cerca de 250 mil existem nos dias de hoje. (Boris Fausto. História do Brasil. 13ª ed. São Paulo: EDUSP, 2008, p. 40-41).
A “catástrofe” à qual o autor se refere está relacionada ao item corretamente descrito na alternativa:
Ao uso de armas de fogo, fator determinante para a vitória dos ameríndios sobre os europeus.
À passividade dos ameríndios diante da conquista europeia, fator determinante para a consolidação da colonização.
À suscetibilidade indígena em relação às novas doenças, violência cultural e física, o que resultou em um crescimento vegetativo negativo.
À vulnerabilidade dos povos europeus em relação à tecnologia bélica empregada pelos povos ameríndios.