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Muitas famílias indígenas vivem na região de Terra Roxa e participam de processos de demarcação de terras que envolvem a Usina Binacional de Itaipu. Qual das alternativas abaixo indica o nome do povo indígena que faz parte desse contexto histórico e social dessa região?
Xavante.
Yanomami.
Avá-Guarani.
Kayapó.
Pataxó.
Sobre história e culturas indígenas brasileiras, assinalar a alternativa que traz os dois maiores troncos linguísticos dos povos indígenas brasileiros.
Goitacaz e Pano.
Cariri e Aruaque.
Tupi e Macro-Jê.
Acaiaba e Caraíba.
Entre os povos do tronco tupi, especialmente os grupos tupiguarani, as formas de organização social, política e simbólica estruturavam-se a partir de lógicas próprias, distintas dos modelos estatais europeus. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta.
A organização política tupi-guarani baseava-se na centralização do poder coercitivo exercido por chefias hereditárias.
A ausência de instituições estatais indica inexistência de formas complexas de organização sociopolítica.
A autoridade exercida nas aldeias dependia de prestígio, mediação e reconhecimento coletivo, estando sujeita à negociação contínua.
A liderança indígena fundamentava-se prioritariamente no controle territorial permanente e na dominação militar.
A estrutura social tupi-guarani reproduzia modelos hierárquicos fixos semelhantes aos das monarquias europeias.
A ocupação inicial do território que se tornaria o Brasil foi marcada por interações complexas entre diferentes grupos indígenas e colonizadores europeus, envolvendo trocas, conflitos, alianças e processos de aculturação. Essas relações variaram regionalmente e geraram efeitos duradouros nas estruturas sociais e territoriais. Considerando essa pluralidade, avalie as assertivas a seguir:
I.Diversas formas de resistência indígena se manifestaram frente às incursões e políticas coloniais.
II.A colonização aplicou uniformemente o mesmo modelo de relação com todos os povos indígenas.
III.O contato entre indígenas e europeus produziu processos de hibridização cultural em muitas regiões.
IV.A expansão colonial reconheceu integralmente os direitos territoriais e a autonomia indígena.
Está CORRETO o que se afirma em:
I e III apenas.
II e III apenas.
II e IV apenas.
I e II apenas.
I e IV apenas.
Citação sobre as relações estabelecidas entre os potiguaras em meio às guerras luso-holandesas:
“A adesão dos potiguaras aos holandeses nessa fase conflitiva da história do Brasil foi tamanha que provocou uma verdadeira cisão na família de Felipe Camarão. Desse modo, alguns índios permaneceram fiéis aos portugueses até o final do tempo dos flamengos, configurando uma facção pró-lusitana; enquanto outros filiaram-se aos neerlandeses, uma facção pró-holandesa que chegou a viajar para as Províncias Unidas. [...]. A experiência brasiliana em terras flamengas durou aproximadamente cinco anos, período no qual receberam educação e instrução religiosa, convertendo-se ao calvinismo, aprenderam a língua holandesa [...]. Ao retornarem ao território colonial, [...] esses indígenas haviam se tornado homens valiosos. Além de conhecerem os caminhos e as riquezas minerais daquelas terras, prestaram ainda serviços a WIC como tradutores e como poderosas lideranças locais”.
COSTA, Regina da. A prática discursiva potiguara em meio às guerras luso-holandesas. Acervo, Rio de Janeiro, v. 34, n. 2, p. 1-23, maio/ago. 2021.
Considerando-se o contexto da guerra e as agências dos indígenas, o texto demostra
o quanto os indígenas, nesse caso, os potiguaras, eram ativamente atuantes nas relações estabelecidas com os invasores, escolhendo, negando ou negociando com eles, utilizando-se de seus códigos, a exemplo da religião e da legislação, para alcançarem e defenderem seus próprios interesses.
o quanto os invasores batavos utilizaram a religião como baluarte para instigar conflitos internos aos potiguares, levando-os a cisões entre si. Com esses rompimentos e a adesão de alguns potiguaras à sua causa, conseguiram ludibriar os pró-lusitanos que abandonaram os portugueses.
o quanto os batavos estavam empenhados em expulsar os portugueses do Brasil, uma vez que estabeleceram boas relações com os potiguaras, dando-lhes instrução formal e melhores condições de vida em troca de apoio incondicional de toda etnia à sua causa, o que veio a ser alcançado.
como os holandeses entendiam as relações com os indígenas, de forma distinta dos portugueses, sendo-lhes mais abertos, ao compreenderem que eram valiosos para a sua empreitada no Brasil, concedendo-lhes privilégios em troca da submissão alcançada.
as tensões internas aos próprios potiguaras que acabaram com as alianças com os lusos, vindo a apoiar os holandeses, por entenderem que a sua administração era o meio pelo qual alcançariam a civilização.


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Leia o texto a seguir.
A queda da grande cidade mexica, principal mandatária da Tríplice Aliança, e o relativo domínio espanhol sobre a capital inca do Tahuantinsuyu também têm seus exclusivismos historiográficos replicados e cultivados na memória histórica ocidental, ou seja, na noção que a maioria dos habitantes dos atuais Estados-Nações da América e da Europa possui acerca do próprio passado. Obviamente, a ideia que os espanhóis venceram cabalmente os mexicas em 1521 e os incas em 1533 é mais relevante entre as populações dos Estados-Nações que se formaram a partir dos vice-reinos hispânicos na América, embora essa ideia também possua uma notória presença entre as populações dos demais países de nosso continente, como no Brasil e nos Estados Unidos. Essa memória histórica se nutriu, em alguma medida, dessas linhas historiográficas hegemônicas, assim como de relatos espanhóis do século XVI, como as famosas Historia verdadera de la conquista de la Nueva España, de Bernal Díaz del Castillo, e Verdadera Relación de la Conquista del Perú, de Francisco de Xerez. Expressões vigorosas e atuais dessa memória histórica ocidental sobre a conquista da América podem ser vistas em abundância nos currículos e aulas do ensino fundamental e médio, nos livros didáticos e em outros materiais destinados ao ensino de História, além de também caracterizarem pinturas artísticas, monumentos, museus, filmes, séries, novelas e documentários dedicados ao tema.
SANTOS, Eduardo Natalino dos. História dos vencidos, história da mestiçagem e história indígena. In: ACRUCHE, Hevelly Ferreira; SILVA, Bruno. As américas em perspectiva: das conquistas às independências. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF/ClioEdel, 2023, p. 27.
O processo descrito no excerto se refere a uma transposição didática do conhecimento histórico associada à ideia de uma
canonização de uma narrativa histórica.
pluralização epistêmica das memórias sociais.
democratização crítica das versões historiográficas.
descolonização curricular das interpretações do passado.
Um professor de história busca explorar as narrativas sobre a conquista da América do ponto de vista dos povos indígenas, utilizando fontes primárias como os códices astecas e as crônicas de Guamán Poma de Ayala. Segundo as discussões de Todorov (A Conquista da América) e Gruzinski (A Colonização do Imaginário), qual seria a abordagem mais adequada para problematizar essas fontes em sala de aula?
Analisar exclusivamente os códices astecas, considerando-os registros objetivos e neutros dos acontecimentos históricos.
Comparar os relatos indígenas com as narrativas europeias, destacando a superioridade epistemológica das fontes ocidentais.
Enfatizar as tensões entre memória e história presentes nas crônicas, reconhecendo-as como construções ideológicas marcadas pelos contextos de produção.
Priorizar a análise dos eventos militares registrados pelos cronistas, evitando interpretações culturais que possam desviar o foco histórico.
Examinar as fontes indígenas como documentos isolados, sem relacioná-los às dinâmicas globais da expansão europeia no início da modernidade.
A ocupação indígena no atual território da Bahia é atestada por evidências arqueológicas, registros etnográficos e tradições orais que revelam a presença milenar de diversos povos. Essas populações desenvolveram modos de vida variados, com práticas agrícolas, estruturas sociais complexas e rica diversidade cultural.
Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir sobre os povos indígenas da Bahia antes da chegada dos portugueses:
I.As populações indígenas da Bahia apresentavam ampla diversidade cultural e linguística, praticavam agricultura e realizavam rituais religiosos integrados à sua visão de mundo.
II.Todos os povos indígenas da Bahia pertenciam a uma única etnia e utilizavam a mesma língua geral, o que facilitou sua organização política e territorial.
III.Registros arqueológicos e etnográficos indicam que a ocupação indígena na Bahia tem origem milenar e deixou marcas duradouras na cultura regional.
IV.Os povos indígenas da Bahia viviam exclusivamente da caça e da coleta, não desenvolvendo práticas agrícolas nem organização social estruturada.
V.Diferentes etnias habitavam a região baiana antes de 1500, o que evidencia a pluralidade de modos de vida indígenas no período pré-colonial.
Estão corretas:
I, II e IV apenas.
II, III e V apenas.
I, II e V apenas.
II, III e IV apenas.
I, III e V apenas.
Considerando a história dos povos originários no Brasil analise as proposições a seguir.
I- A finalidade específica do descimento era o desenraizamento cultural. O que os missionários queriam efetivamente era desvincular o indígena de seu habitat natural, de sua ligação tribal, de seus costumes ancestrais.
II- Nos aldeamentos, os índios tinham total liberdade para viverem, eram catequisados e aprendiam os costumes dos europeus, tornavam-se cristãos e eram aceitos pelos colonizadores.
III- A vida e a religião dos indígenas foram demonizadas pelo catolicismo e os pajés ou feiticeiros, líderes religiosos dos povos originários, assim foram os que tinham maior influência diabólica, segundo a visão dos missionários.
É CORRETO o que se afirma em:
I, II e III.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
III, apenas.
I e III, apenas.
A escravidão africana e indígena no Brasil colonial foi marcada por complexas formas de dominação e resistência. As populações escravizadas construíram estratégias de preservação cultural e de contestação política, por meio da formação de _________, da prática de _________ e da manutenção de tradições _________, que reafirmavam identidades coletivas e desafiavam a ordem _________ imposta pelo sistema colonial.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto acima:
quilombos, rituais religiosos, culturais, escravista
reinos, guerras civis, econômicas, mercantilista
fazendas, devoções cristãs, rurais, absolutista
aldeamentos, danças populares, políticas, metropolitana


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Observe a imagem a seguir.

Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Moema_(Victor_Meirelles) >. Acesso em: 29 dez. 2024.
Moema (1866), obra de Victor Meirelles, apresenta a figura feminina da indígena morta à beira mar, evidenciado a nacionalidade e certo caráter heroico. A obra é um dos exemplares brasileiros que seguem os padrões do
Realismo.
Simbolismo.
Romantismo.
Impressionismo.
Ao descrever as comunidades tupinambá e tupiniquim, Hans Staden comentou: “Cada um obedece ao principal da sua cabana. O que o principal ordena é feito, não a força ou por medo, porém de boa vontade”. Os primeiros jesuítas, por sua vez, lamentavam com frequência a ausência de um “rei” entre os Tupi, reconhecendo que a fragmentação política servia de obstáculo ao seu trabalho. Escrevendo de São Vicente, Pedro Correia relatou que a conversão dos índios havia de ser uma tarefa muito difícil “porque não tem Rei; antes, em cada aldeia e casa, há seu Principal”.
(John Manuel Monteiro. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo, 1994. Adaptado)
O excerto apresenta
uma análise da estrutura política existente entre os povos indígenas, em que cada aldeia se constituía como uma unidade administrativa submetida a um conselho central.
o reconhecimento da organização política dessas comunidades, o que facilitou o contato dos colonizadores com os povos indígenas mencionados.
formas de autoridade das lideranças indígenas e a dificuldade dos europeus em compreenderem as fontes de autoridade política nas sociedades indígenas.
uma reflexão que valoriza a organização política dos povos indígenas mencionados, reconhecendo a superioridade civilizatória desses nativos.
a existência de uma sociedade que, apesar de não possuir classes sociais, estava organizada em grupos semelhantes aos das sociedades medievais da Europa ocidental.
Assinale a alternativa correta.
A população indígena brasileira, vítima da fome, de doenças e do abandono das autoridades, está reduzida a umas poucas centenas de indivíduos, que se desconectaram das tradições ancestrais.
Além das doenças trazidas pelos brancos, a ação criminosa de grileiros aniquilou a maioria das tribos indígenas brasileiras, restando apenas cinco albergadas em parques nacionais.
A cultura indígena brasileira foi reduzida a algumas pobres canções guaranis, entoadas nas esquinas das cidades, e a alguns artefatos de palha e de cerâmica, que crianças vendem aos transeuntes.
A cultura indígena no Brasil é rica e diversificada, composta por mais de 300 povos e cerca de 274 línguas, refletindo uma profunda conexão com a natureza e tradições ancestrais.
Muitos dos alimentos tradicionais dos indígenas fazem parte hoje da mesa do brasileiro. Dentre os alimentos que cultivavam estão a mandioca, o milho, a cana-de-açúcar, o trigo e a cevada.
A formação da sociedade brasileira resulta da confluência de matrizes culturais indígenas, africanas e europeias. Analise as afirmações e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F):
(__)As populações indígenas contribuíram com saberes agrícolas, linguísticos e espirituais.
(__)As culturas africanas foram totalmente excluídas das práticas sociais brasileiras.
(__)A colonização europeia impôs estruturas de poder e valores que marcaram a hierarquia social.
(__)O sincretismo religioso e cultural é um traço presente na identidade nacional.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
V, V, F, F.
F, F, V, F.
F, F, V, V.
V, F, V, V.
Analise o trecho a seguir, extraído da crônica do Padre Simão de Vasconcellos, jesuíta que esteve no Brasil e escreveu sobre os primeiros contatos dos europeus com os indígenas brasileiros.
E como a curiosidade do homem em procurar saber é tão natural, pretenderam tirar dos índios algumas respostas das dúvidas que tinham e faziam-lhes as seguintes perguntas. Quando os primeiros progenitores de suas gentes entraram a povoar aquelas suas terras? De que parte do mundo vieram? De que nação eram? Por onde, e de que maneira passaram a terras tão remotas, sendo que, não havia entre os antigos embarcações muito mais avançadas do que suas ordinárias canoas? Como não conservaram suas cores? Como não conservaram suas línguas? Como chegaram a degenerar seus costumes? Como alguns dos seus, especialmente os tapuias, chegaram a um estado tão grosseiro que se pode duvidar se eles nasceram de homens, ou se são indivíduos da espécie humana?
E, finalmente, perguntavam quais bondades tinham esta terra e este clima em que vivem? Essas e outras perguntas semelhantes iam fazendo os nossos exploradores aos Índios, segundo as ocasiões que achavam.
Adaptado de: Vasconcelos, Simão. Crônica da Companhia de Jesus, 1668, p. 58.
Com base no trecho, é correto afirmar que a atitude dos europeus durante o primeiro contato com os indígenas que habitavam o Brasil foi marcada pela
exaltação dos costumes nativos, vistos como uma expressão de um estado natural e moralmente superior da condição humana, por não estarem corrompidos pelos vícios da sociedade europeia.
curiosidade em relação aos costumes nativos, motivada pelo interesse em obter conhecimento histórico e geográfico sobre o território, ainda que permeada por visões negativas sobre determinados grupos.
vontade de aprender com os povos indígenas sobre suas histórias, demonstrando uma postura de desprendimento de preconceitos, com disposição para compreender o outro sem pré-julgamentos.
rejeição ao conhecimento tradicional desses povos sobre suas histórias, impondo uma narrativa eurocêntrica, valorizada por sua associação ao saber universitário europeu.
indiferença em relação ao saber geográfico indígena sobre o mundo natural, privilegiando suas próprias experiências no território como única base legítima para a construção do conhecimento sobre o local.


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O Estatuto do Índio foi criado durante o regime militar, quando o integracionismo predominava. No entanto, a Constituição de 1988 rompeu com essa tradição, reconhecendo o direito dos indígenas à sua própria cultura. Atualmente, a União é responsável por proteger e fazer respeitar os direitos indígenas.
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/o-estatuto-do-indio-frente-a-constituicao-federal-de-1988/237423120#:~:text=A%20Lei%20n%C2%BA%206.001%20de,como%20norte%20a%20sua%20integra%C3%A7%C3%A3o.
O Estatuto dos povos indígenas é fundamental para:
Estabelecer a assimetria de direitos na sociedade.
Garantir a manutenção da cultura com toda sua especificidade.
Restringir as culturas ao seu ambiente pré-estabelecido e demarcado.
Limitar o poder político para os povos originários.
Leia o texto a seguir.
Um grupo indígena cuja história marca a formação do território goiano vivia na região próxima à Ilha do Bananal, então conhecida como Ilha de Sant’Ana. Após terem sido aldeados ao longo dos séculos XVIII e XIX, depois de terem sofrido todo tipo de problemas devido ao contato com diferentes frentes de expansão da sociedade brasileira, migraram para o Mato Grosso, para a região do Rio das Mortes, onde hoje se localizam. Na segunda metade do século XIX, formavam várias aldeias, algumas em contato permanente com a população não índia (aldeamentos oficiais Janimbú e Tereza Cristina), enquanto outros povos, localizados na região do Rio das Mortes, eram considerados selvagens, por não manterem à época contato algum com a população nacional.
ROCHA, Leandro Mendes. A história dos indígenas de Goiás. In: MORAES, Cristina de Cássia Pereira; SOUZA, Rildo Bento de; RABELO, Danilo [organizadores]. Novas trajetórias e compartilhamentos sobre a história de Goiás. Goiânia: Cegraf UFG, 2023, p. 19-20. [Adaptado].
O texto se refere aos
crixás.
araxás.
kayapós.
xavantes.
Observe a imagem a seguir:

(Foto: Renan Khisetje. Em Instituto Sociedade, População e Natureza. Brasília, 06.06.2023. Disponível em: https://x.gd/vqwc8)
A imagem é relativa à luta dos povos indígenas
contra a tese que afirma que esses povos só teriam direito à demarcação das terras caso estivessem habitando nelas no momento da promulgação da Constituição Federal.
pela demarcação de terras invadidas por posseiros e fazendeiros, em razão de política fundiária outorgada pela ditadura civil-militar no Brasil.
pela não revogação do direito originário sobre suas terras, conforme previsto pela Constituição Federal, o que ameaça, inclusive, a existência desses povos.
contra a presença do garimpo ilegal, especialmente na Amazônia e na Terra Indígena Yanomami, para que o governo realize a desintrusão e a fiscalização efetiva nessas áreas.
em favor da liberação da lei que possibilita a exploração mineral em terras indígenas demarcadas sem necessitar de autorização prévia do Congresso Nacional.
A criação do Parque Indígena do Xingu, em 1961, representou um novo modelo para o reconhecimento e a demarcação de terras indígenas. Concebido pelos antropólogos Darcy Ribeiro e Eduardo Galvão e pelos sertanistas Villas-Boas, o conceito do Parque considerava a intrínseca relação dos povos indígenas com seu meio ambiente e com sua cultura.
Qual das afirmativas abaixo descreve a visão de Darcy Ribeiro e de seus colaboradores em relação à demarcação de terras indígenas?
A criação do Parque Indígena do Xingu foi uma iniciativa de cunho acadêmico e administrativo, ignorando considerações de antropólogos e sertanistas sobre a cultura e os direitos dos povos indígenas.
Darcy Ribeiro e seus colaboradores defendiam que a demarcação de terras indígenas deveria ser feita sem levar em conta o ambiente natural, priorizando a progressiva integração dos povos indígenas à sociedade brasileira.
O Parque do Xingu estabeleceu um novo modelo por reconhecer a relação simbiótica entre os povos indígenas e os ambientes que habitavam, visando à preservação das culturas e à sobrevivência desses povos.
A ideia de criar o Parque Indígena do Xingu foi uma tentativa de colonização cultural, na qual se buscava transformar os povos indígenas em cidadãos nacionais, sem a necessidade de preservar suas culturas.
O projeto foi criticado por militares e por proprietários rurais do Mato Grosso por desconsiderar as práticas tradicionais dos povos indígenas e por criar uma espécie de zoológico humano.
Minha avó era uma boa contadora de histórias. Só que ela não contava as histórias, ela as vivia. Ou melhor, talvez as histórias ganhassem vida na vida que ela vivia. Era assim, mesmo, um pouco claro e muito confuso. Meus primos e eu não conseguíamos definir o que ela era. E quando a víamos sorrateiramente sair rumo ao mato, ficávamos atentos, pois sabíamos que haveria algo novo para conhecermos naquele dia.
MUNDURUKU, Daniel. A história de uma vez: Um olhar sobre o contador de histórias indígena. Disponível em: pluriverso.online. Acesso em: 30 out. 2025.
De acordo com o texto, é correto afirmar que a avó do narrador
repetia histórias conhecidas, seguindo sempre o mesmo roteiro.
ignorava os netos, deixando-os sozinhos enquanto saía para o mato.
narrava histórias detalhadamente, permitindo que as crianças apenas as escutassem.
vivenciava as histórias, fazendo com que a vida cotidiana se misturasse com a narrativa.
explicava claramente suas aventuras, para que todos compreendessem facilmente o que acontecia.