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Ao descrever as comunidades tupinambá e tupiniquim, Hans Staden comentou: “Cada um obedece ao principal da sua cabana. O que o principal ordena é feito, não a força ou por medo, porém de boa vontade”. Os primeiros jesuítas, por sua vez, lamentavam com frequência a ausência de um “rei” entre os Tupi, reconhecendo que a fragmentação política servia de obstáculo ao seu trabalho. Escrevendo de São Vicente, Pedro Correia relatou que a conversão dos índios havia de ser uma tarefa muito difícil “porque não tem Rei; antes, em cada aldeia e casa, há seu Principal”.
(John Manuel Monteiro. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo, 1994. Adaptado)
O excerto apresenta
uma análise da estrutura política existente entre os povos indígenas, em que cada aldeia se constituía como uma unidade administrativa submetida a um conselho central.
o reconhecimento da organização política dessas comunidades, o que facilitou o contato dos colonizadores com os povos indígenas mencionados.
formas de autoridade das lideranças indígenas e a dificuldade dos europeus em compreenderem as fontes de autoridade política nas sociedades indígenas.
uma reflexão que valoriza a organização política dos povos indígenas mencionados, reconhecendo a superioridade civilizatória desses nativos.
a existência de uma sociedade que, apesar de não possuir classes sociais, estava organizada em grupos semelhantes aos das sociedades medievais da Europa ocidental.