Questões de Concurso sobre Mercantilismo, Colonialismo e a ocupação portuguesa no Brasil

 
 
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Sobre as grandes navegações no século XV e a economia mercantil é incorreto afirmar que:


A

A descentralização política foi um dos fatores do pionerismo ibérico na expansão marítima.


B

O Sistema colonial está ligado ao mercantilismo.


C

A produção colonial era concentrada em produtos tropicais que encontravam uma grande procura na Europa.


D

O sistema colonial significava uma sujeição da colônia aos interesses comerciais da metrópole o que foi chamado de exclusivo metropolitano.


E

A procura do mercantilismo por garantir uma balança comercial a todo custo acabou gerando a adoção de políticas protecionistas pelos Estados europeus.

Acerca da sociedade colonial brasileira entre os séculos XVI e XVIII; considere o texto abaixo.


No Brasil colonial, seguindo o costume português, desde o despertar o cristão se via rodeado de lembranças do reino dos Céus. Na parede contígua à cama, havia sempre algum símbolo visível da fé cristã: um quadrinho ou caixilho com gravura do anjo da guarda ou do santo; uma pequena concha com água-benta; o rosário dependurado na cabeceira da cama.


MOTT, Luiz. Cotidiano e vivência religiosa: entre a capela e o calundu. In: SOUZA, Laura de Mello e (Org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. v. 1. p. 164-166.


Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.


1. Em muitas propriedades rurais mais abastadas, próximo às casas-grandes dos engenhos de açúcar, era comum a construção de uma capela ou ermida, onde um sacerdote residente ou de fora prestava assistência religiosa aos senhores e à escravaria e agregados.

2. Apesar de os oratórios e santos de casa serem bentos e abençoados pelo vigário ou missionário em suas visitas residenciais, nem sempre a relação dos moradores com tais simulacros seguia as normas permitidas pela ortodoxia católica.

3. O oratório funcionava como uma espécie de relicário, onde eram conservados, além de eventuais relíquias “verdadeiras” do Santo Lenho, da coluna onde Cristo foi açoitado, pedacinhos de osso de algum santo e, eventualmente, até um bocadinho do “leite em pó” de Nossa Senhora.

4. No oratório guardavam-se alguns “talismãs” aceitos ou tolerados pela Igreja, a saber, “a rosa-de-jericó”, a qual, posta contraída e seca num copo de água, na intenção de alguma parturiente, caso abrisse rapidamente, significava bom sucesso; no caso contrário, morte certa.

5. A palha benta do Domingo de Ramos é outro exemplo típico desta crendice popular do período colonial brasileiro. Era conservada como poderoso antídoto contra raios, coriscos e tempestades.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.


B

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.


D

São corretas apenas as afirmativas 2, 3, 4 e 5.


E

São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5.

Após um longo tempo de disputas territoriais e fronteiriças, as Coroas Ibéricas da Espanha e de Portugal firmaram em 1750 o Tratado de Madri em que se buscava solucionar esses conflitos. De um lado, Portugal cederia a posse da Colônia de Sacramento, em troca, o rei espanhol entregaria o território das missões jesuíticas além Uruguai, onde viviam cerca de 30 mil indígenas da etnia guarani. Além disso, uma comissão formada por representantes das duas monarquias deveria demarcar as fronteiras entre a América Espanhola e a Portuguesa. Qual o princípio jurídico que norteou as decisões do Tratado de Madri no que tange à demarcação das fronteiras entre as Coroas Ibéricas na América?


A

Libertatem Populi


B

Imperium plenum


C

Uti possidetis


D

Urbe et orbi


E

Ad hominem

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, além de receberem incursões de outros grupos tribais, o território catarinense já era habitado por: Gês (Jês) e Tupis-Guaranis. Os Tupis-Guaranis, chamados de “carijós”, no litoral, onde predominavam, eram sedentários, praticavam a agricultura e a pesca. Ao tronco linguístico Gês (Jês) pertencem os Xoklengs e os Kaingangs.

Sabemos que muito antes dos europeus aportarem no continente chamado hoje de América, no século XV, muitos povos já habitavam esse território. Assim como no continente e no território nacional, o Estado de Santa Catarina, à época da colonização europeia, era habitado, e ainda é, apesar de ser uma parcela bem menor, por povos indígenas.


PERES, Jackson Alexsandro. Entre as matas das Araucárias: Cultura e história Xokleng em Santa Catarina (1850-1914). Recife: Editora UFPE, 2014. p.10.


Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.


1. Para entender as culturas dos povos indígenas que habitavam e ainda habitam o sul do Brasil, é possível dividir esses povos em três grupos principais: os Guaranis, do tronco linguístico Tupi, os Kaingangs e os Laklãnõ-Xoklengs, estes últimos pertencentes ao tronco linguístico Jê.

2. Durante a ocupação portuguesa, os Guaranis eram muito confundidos com os indígenas Tupinambás, que também ocupavam a região litorânea, só que mais ao norte, entre os atuais estados de São Paulo e Ceará.

3. Além dos Guaranis, o povoamento do território atual de Santa Catarina contou também com o movimento milenar dos Kaingangs e dos Laklãnõ-Xoklengs. Os Kaingangs e os Laklãnõ-Xoklengs fazem parte do mesmo tronco linguístico “Gê” ou “Jê”, motivo pelo qual eram confundidos, tendo em vista essa semelhança linguística.

4. Outra semelhança entre os Kaingangs e os Laklãnõ-Xoklengs pode ser verificada pelo simbolismo em torno dos umbigos dos recém-nascidos, os quais são enterrados como forma de vinculação à terra e para proporcionar saúde à criança indígena.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.


B

São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.


D

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.


E

São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.

[...] o cineasta Carlos Diegues observa em uma entrevista: “a minha geração foi a última safra de uma série de redescobridores do Brasil [...].”


(RIDENTI, Marcelo. Cultura e política: os anos 1960-1970 e sua herança. In.: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucília de Almeida (orgs.). O Brasil republicano: o tempo do regime autoritário. vol. 4. 10. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2020, p. 103, com adaptações.


No que se refere às relações entre política e cultura no Brasil no período compreendido entre 1950 e 1970, assinale a alternativa correta.


A

A peça Eles não usam black-tie (1958), de Gianfrancesco Guarnieri, que explorou os cotidianos e os dilemas da classe operária urbana, é um exemplo do teatro politicamente engajado e do florescimento cultural das esquerdas entre os anos 1950 e 1970.


B

O espetáculo Opinião, dirigido por Augusto Boal, evitou a crítica direta e insurgente ao regime militar, bem como o tratamento de temas polêmicos.


C

O Tropicalismo, movimento ocorrido em 1967-1968, rejeitou a influência da contracultura, impulsionada nos Estados Unidos da América, ao passo que defendeu a conexão “nacional-popular” com a mais profunda brasilidade.


D

O Teatro de Arena foi uma iniciativa dos modernistas românticos dos anos de 1930.


E

A repressão desencadeada pelo AI-5 não teve impacto sobre a vida cultural do País, posto que a agitação cultural e política das esquerdas havia se encerrado antes de 1968.

“Quando Belém era metrópole, São Paulo era ainda sertão”


Apesar do fenômeno urbano ter sido tardio na América Portuguesa, associado ao “ciclo do ouro” (sec. XVIII), Belém, Salvador, Rio de Janeiro e Recife já representavam a face urbana da colônia desde o início.


A respeito da centralidade de Belém para a história da América Portuguesa, analise as afirmativas a seguir:


I. Por sua importância estratégica e econômica, Belém se tornou a sede político-administrativa do Estado do Grão-Pará e Maranhão (1751), mantendo relações políticas diretas com Portugal.

II. Com a independência, a elite local, estreitamente ligada à Corte Joanina, se viu finalmente integrada ao Império do Brasil, apoiando a emancipação de imediato.

III. Durante o império, Belém se destacava por sua importância comercial: para o seu porto convergiam os artigos destinados à exportação, sobretudo goma elástica e drogas do sertão, assim como derivados da pecuária de Marajó.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

Sistema administrativo implementado pela Coroa Portuguesa no Brasil em 1534. O território do Brasil, pertencente a Portugal, foi dividido em faixas de terras e concedidas aos nobres de confiança do rei D. João Ili (1502-1557). Essas poderiam ser passadas de pai pra filho. Assinale a alternativa que denomina o sistema descrito.


A

Tratado de Tordesilhas.


B

Capitanias Hereditárias.


C

Socialismo.


D

Ditadura Militar.


E

Presidencialismo.

Suas pinturas, representando episódios consagrados pela historiografia oficial, acabaram por tornar-se a memória visual da nação. Elas ainda são as referências preferidas quando se trata de imagens de eventos tais como o descobrimento do Brasil, a vitória contra os holandeses no Pernambuco e as expedições bandeirantes no século XVII, a execução de Tiradentes, a Independência do Brasil ou as vitórias brasileiras na Guerra do Paraguai.

A produção de obras de arte com tal perfil foi, na verdade, parte integrante de legitimação da monarquia brasileira na segunda metade do século XIX, no âmbito da Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro.


Thaís N. de L. e Fonseca, “Ver para compreender”: arte, livro didático e a história da nação. Em: Lana M. de C. Siman e Thais N. de L. e Fonseca, Inaugurando a História e construindo a nação)


O excerto trata, por exemplo, da obra de


A

Jean de Léry.


B

Pedro Américo.


C

Jean Baptiste Debret.


D

Johann Moritz Rugendas.


E

Mestre Ataíde.

Portugal e Espanha dividiram o novo mundo entre si, porém, não dispunham de condições materiais, nem mesmo demográficas para efetivar a ocupação e colonização de todo o vasto império territorial que conquistaram (adaptado de GONÇALVES, 2021). Assinale a alternativa correspondente ao tratado assinado por Portugal e Espanha em 1494, deixando a região amazônica pertencente à Espanha.


A

Tratado de Teresópolis


B

Tratado de Barcelona


C

Tratado do Porto


D

Tratado de Tordesilhas

Analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__) A chamada Guerra do Iguape foi um evento importante do Brasil Colônia que ocorreu na região de São Vicente.

(__) A Guerra do Iguape envolveu portugueses, espanhóis e holandeses que rivalizavam o domínio da capitania de São Vicente.

(__) Uma das consequências da Guerra do Iguape foi a descoberta do ouro nas Minas Gerais pelos bandeirantes.


A sequência CORRETA é:


A

F, F, V.


B

F, V, F.


C

V, F, V.


D

V, V, F.


E

V, F, F.

A partir de finais da década de 20 de Quinhentos, d. João III (1521-1557) decidiu iniciar a colonização do Brasil, tendo adotado, ao longo do período compreendido entre 1530 e 1548, três modelos diferentes para garantir o sucesso da empresa, pretendendo responder à tenaz resistência oposta por vários grupos tribais ameríndios à fixação de portugueses no seu território e às alterações verificadas nas vertentes geopolítica e econômica mundiais.


(Jorge Couto, A gênese do Brasil. Em: Carlos Guilherme Mota, A experiência brasileira. Formação: histórias)


De acordo com Jorge Couto, em relação ao terceiro dos modelos adotados pela coroa portuguesa, está correto afirmar que


A

foram retomadas todas as capitanias donatárias e o Conselho Ultramarino passou a indicar a figura de um vice-rei, que governava a partir de Salvador.


B

foi instalada uma nova ordem político-administrativa, sob o comando dos juízes da Câmara Municipal da capital Salvador, os chamados homens bons.


C

foi constituída por um sistema misto, que articulava um forte empenhamento militar, econômico e judicial da coroa com a manutenção das capitanias donatárias.


D

foi estabelecido um conselho administrativo, que contava com a participação dos capitães donatários e com representantes da burguesia mercantil portuguesa.


E

foi colocado em prática um formato administrativo tradicional da península Ibérica, no qual o comando da colônia estava nas mãos das capitanias reais.

Na Europa de então, uma vez que o Brasil havia adquirido seu status enquanto lugar de riqueza, real ou potencial, também começou a servir de lugar de fuga ou sede alternativa de império para monarcas europeus de grandes ambições ou esperanças limitadas. Parece nítido que durante a luta pela sucessão ao trono de Portugal, que se seguiu à morte de d. Sebastião, em 1578, d. Antônio, o Prior do Crato, chega a considerar a ideia de se estabelecer como rei no Brasil e esperava utilizar a colônia como base de futuras pretensões. […] Em Madri, rumores de que os holandeses estabeleceriam um descendente de d. Antônio para justificar a invasão de Pernambuco persistiram até a década de 1620. A sugestão de se transferir a corte de Lisboa para o Brasil, surgida durante o século XVIII, era reiterada ocasionalmente por membros da corte e conselheiros políticos.


(Stuart B. Schwartz, “Gente da terra braziliense da nasção”. Pensando o Brasil: a construção de um povo. Em: Carlos Guilherme Mota, A experiência brasileira. Formação: histórias)


A partir do excerto, é correto afirmar que, para Stuart B. Schwartz,


A

as recorrentes rebeliões coloniais ao longo dos séculos XVII e XVIII, todas fortemente reprimidas pelas autoridades metropolitanas, inibiram a consubstanciação do projeto português de comandar o império colonial a partir de Salvador.


B

a chegada da corte portuguesa, no início do século XIX, foi não apenas um expediente imediatista, mas a realização de um projeto acalentado desde longa data e uma atitude que reconhecia a crescente importância do Brasil para a corte portuguesa.


C

a invasão holandesa na capitania de Pernambuco reforçou as posições políticas do grupo que defendia que a sede da Coroa portuguesa deveria ser na América ou em Luanda, mas a expulsão dos invasores fez esse projeto ser abandonado.


D

a burguesia metropolitana, no intuito de ampliar os mecanismos de exploração colonial em relação à América e à África, pressionava a Coroa no sentido de aumentar as restrições mercantilistas e, para isso, era fundamental trazer o poder para o Brasil.


E

o secular projeto da Coroa portuguesa de transferir a administração do Império Colonial para a América sofreu uma série de entraves, porque não interessava à nobreza reinol que o poder fosse transferido para um dos espaços coloniais.

“Tão notáveis e revolucionários conhecimentos geográficos atraíram, mais do que nunca, a cobiça estrangeira. (...) Espanhóis, italianos, franceses, ingleses e, finalmente, os holandeses, mediante suborno e cooptação, haviam conseguido transferir para suas escolas cartográficas praticamente a totalidade dos segredos náuticos portugueses.”


Max Justo Guedes, em artigo publicado na revista Nossa História, v. 4, páginas 38 e 44.


Além da cartografia, outras técnicas também foram fundamentais para as Grandes Navegações, como a bússola, o astrolábio e o quadrante. Quanto aos interesses então envolvidos pelas nações que patrocinaram tais empreendimentos, é possível destacar:


A

a busca de metais preciosos, um dos principais fatores impulsionadores da expansão, aliada à necessidade de se encontrar uma rota comercial fora da ingerência dos muçulmanos


B

o desejo da Inglaterra, considerada uma grande potência à época, em ser pioneira nas Grandes Navegações, o que contribuiu diretamente para a consolidação de sua unificação política


C

o objetivo de atingir o desenvolvido e concorrido centro produtor oriental, cuja produção era variada e de alto valor no mercado europeu, navegando pelo Mediterrâneo Oriental


D

a ação empreendedora dos Estados Nacionais Ibéricos que, com o apoio irrestrito da Igreja Católica, foi apoiada pelas burguesias mercantis nacionais

“Em 1493, o papa Alexandre VI expediu um documento chamado Bula Inter Coetera, onde por ele toda a América seria da Espanha. Portugal não aceita a “partilha” e em 1494, para não haver uma guerra entre as duas nações, elas assinam de um novo acordo, o Tratado de Tordesilhas” (PONTES, 2016). Assinale a alternativa que apresenta o país do qual o atual território do Acre pertencia de acordo com o Tratado de Tordesilhas.


A

Portugal


B

França


C

Inglaterra


D

Espanha

Na segunda metade do século XV, a Europa entrou numa era de "descobertas" que resultou em novas relações cada vez mais densas com territórios e populações de todo o mundo. Sobre o termo "descoberta", é possível afirmar que:


A

É aceito, pois atesta a falta de existência autônoma às populações indígenas antes da chegada dos europeus.


B

É controverso, pois implica uma passividade por parte das populações indígenas, que foram "encontradas" pelos europeus.


C

Nunca foi usado pela historiografia, pois sempre se considerou como sendo um vocábulo repleto de preconceitos.


D

É aceito, pois indica uma abordagem transcultural da história global.

Os bandeirantes foram os principais responsáveis pela expansão da ocupação dos territórios brasileiros, nos séculos 17 e 18. Eles foram os protagonistas da experiência de fronteira mais importante na história brasileira. No mesmo contexto dicotômico em que aparece o termo sertão, a literatura historiográfica apresenta os bandeirantes de formas antagônicas: ora como assassinos cruéis, instrumentos selvagens da classe dominante, ora como os verdadeiros construtores da nacionalidade pela bravura e pela integridade da sua conduta.


GIUSTINA, Carlos Christian Della. Degradação e conservação do cerrado: uma história ambiental do estado de Goiás. Tese de doutorado, UNB, 2013, p. 85, com adaptações.


A respeito desse assunto, assinale a alternativa correta.


A

Bandeiras e entradas foram expedições que ocorreram especificamente no território de Goiás.


B

O objetivo das expedições dos bandeirantes era exclusivamente aprisionar indígenas e escravizá-los.


C

A procura de jazidas de ouro motivou as expedições bandeirantes em Goiás no período colonial.


D

Atualmente existe unanimidade acerca do papel positivo desempenhado pelos bandeirantes na ocupação do território nacional.


E

Africanos escravizados faziam parte da comitiva das bandeiras por serem conhecedores dos territórios do sertão.

Os franceses estabeleceram duas colônias na América Portuguesa: a França Antártica e a França Equinocial, respectivamente na Baia de Guanabara, Rio de Janeiro (1555-1567), e no Maranhão (1612-1615). A partir delas, os colonos oriundos da França buscavam, entre outros objetivos, negociar pau-brasil com os indígenas e comercializá-lo nos mercados europeus. No entanto, tais colonos, nesses dois núcleos, lidaram com várias dificuldades, resultando em sua expulsão pelos portugueses. Em vista disso, assinale a opção que corretamente corresponde aos fatores que contribuíram para a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro em 1567 e do Maranhão em 1515.


A

O apoio das coroas espanhola e inglesa a tais iniciativas motivou a aliança do rei de Portugal aos governantes das províncias holandesas, enfraquecendo o poderio militar dos franceses nessas colônias, e, assim, resultando na expulsão destes últimos pelos portugueses com q reforço holandês.


B

A falta de recursos, as disputas internas entre os colonos franceses, a exemplo da questão religiosa pela qual se defrontavam católicos e huguenotes da França, e a aliança de portugueses ou seus descendentes e indígenas, tanto no caso da França Antártica como no da França Equinocial, foram fatores que colocaram os franceses em desvantagem militar perante as forças a serviço da Coroa de Portugal.


C

O surgimento da Igreja Anglicana no século XVI foi crucial para o enfraquecimento dos colonos franceses na América Portuguesa, já que muitos dos que ocuparam a França Antártica e França Equinocial voltaram para a Europa sendo acolhidos pelos anglicanos na Inglaterra. Assim, restaram poucos franceses no Rio de Janeiro e no Maranhão, o que acarretou em sua derrota frente aos portugueses,


D

Com a exploração da prata nos domínios da Espanha na América, um grande contingente de colonos franceses tanto da França Antártica como da França Equinocial evadiram de seus domínios, deixando vulneráveis as posições fortificadas em ambos os territórios, sendo facilmente tomados pelas forças portuguesas.


E

À contrarreforma, que teve praticamente total apoio de governo e súditos da França em todo o seu território na Europa, tornou insustentável a permanência dos colonos franceses no Rio de Janeiro e Maranhão. A alternativa que lhes restava era apenas a rendição aos portugueses, sendo os fortes e vilas da França Antártica e França Equinocial entregues às forças de Portugal.

Durante os primeiros séculos o futuro território brasileiro foi dividido em Capitanias Hereditárias, como o mapa a seguir representa:


Imagem associada para resolução da questão


(Fonte: Multi Rio. Disponível em: Mapa_Luis_Teixeira_t.jpg (560×774) (rio.rj.gov.br)

A configuração territorial das Capitanias Hereditárias apresentava alguns desafios e obstáculos a serem transpostos. Dentre eles, pode-se destacar, principalmente:


A

A necessidade de ocupar cada vez mais faixas interioranas do território, controlando algumas das principais bacias hidrográficas da América do Sul.


B

A grande extensão costeira do Brasil, que era uma enorme desvantagem militar e econômica, devido a necessidade de defendê-la de invasores estrangeiros.


C

Uma concentração de terras continentais, mais para o interior do país, imprimindo dificuldades para quem quisesse criar instalações de navegação.


D

A proximidade das primeiras vilas e cidades em áreas de relevo rebaixadas, em planícies de inundação que constantemente causavam enchentes e perdas materiais.


E

Florestas Equatoriais e Tropicais muito densas, que não permitiam adentrar o território, obrigando o Tratado de Tordesilhas a limitar-se na foz do Rio Amazonas.

Tendo em vista o processo de formação territorial do Brasil, analise as afirmativas a seguir.


I. Durante a União Ibérica, a expedição de Pedro Teixeira (1637-1639) ajudou a Coroa portuguesa a tomar posse da região amazônica e a expandir as fronteiras assinaladas pelo Tratado de Tordesilhas (1494).

II. Em meados do século XVIII, foi assinado o Tratado de Madri (1750) para definir os limites das possessões espanholas e lusas na América do Sul, com base no princípio do direito romano de propriedade (uti possidetis, ita possideatis).

III. Em 1777, Espanha e Portugal firmam o tratado de Santo Ildefonso, que expandiu ainda mais o território português na América, mediante a compra do atual Estado do Acre, então pertencente ao vice-reino do Peru.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

Leia um trecho da entrevista com o escritor manauense Marcio Souza a respeito da fundação de Belém e Manaus:


“As duas maiores cidades da Amazônia surgiram como fortes portugueses. Entre 1600 e 1630 os colonizadores da pequena nação europeia consolidaram seu total domínio da boca do rio Amazonas. Em 1616, ergueram o Forte do Presépio de Santa Maria de Belém, um posto que desrespeitava propositalmente o Tratado de Tordesilhas, que dividia a América do Sul em metade espanhola e metade portuguesa. Em 1669, Portugal decidiu fortificar a boca do Rio Negro. Surgiu o Forte de São José da Barra do Rio Negro, que mais tarde se tornaria a cidade de Manaus.”


(https://www.nexojornal.com.br/entrevista)


Em relação ao tema, assinale a afirmativa correta.


A

O Tratado de Tordesilhas assegurava a posse espanhola da Amazônia, tornando-se objeto de conquista lusa no século XVII, com a instalação do Forte do Presépio na baía do Guajará.


B

A construção do Forte do Presépio e do núcleo de povoamento Feliz Lusitânia são um marco do esforço luso para conter as incursões holandesas, as terrestres vindas do Suriname e as marítimas vindas do Maranhão.


C

A construção dos fortes foi realizada com a ajuda dos tamoios, tradicionais aliados dos portugueses na luta contra ingleses, holandeses e franceses na Amazônia.


D

Desde a expedição de Pedro Teixeira, a foz do Amazonas passou a ter um valor estratégico, levando a Coroa Portuguesa a planejar a construção do Forte do Presépio.


E

As fortalezas do Presépio e de São João da Barra do Rio Negro foram construídas para conter o avanço dos franceses, que assolavam a Costa atlântica do Amapá e penetravam na região amazônica rumo à França Equinocial.

   
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