Questões de Concurso sobre Mercantilismo, Colonialismo e a ocupação portuguesa no Brasil

 
 
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A dominação portuguesa e a monarquia europeia não foram incompatíveis com a existência de mecanismos de atuação local na colônia.


C

Certo


E

Errado

A colonização portuguesa foi uma das mais significativas na história do mundo, tendo deixado marcas profundas em diversos continentes. Ela teve início no século XV, com as expedições marítimas lideradas pelos portugueses em busca de rotas comerciais para o Oriente. A primeira colônia portuguesa foi estabelecida em 1498, com a chegada de Vasco da Gama às costas da Índia. A partir daí, os portugueses estabeleceram feitorias e bases comerciais em diversos pontos da Ásia e da África. A principal característica da colonização portuguesa foi o estabelecimento de um sistema de exploração comercial, em que os recursos naturais dos territórios colonizados eram explorados e enviados para a metrópole. Além disso, os portugueses também promoveram a cristianização dos povos colonizados, impondo sua cultura e religião.


C

Certo


E

Errado

No início da colonização portuguesa no Brasil, o emprego do sistema de Capitanias Hereditárias teve como objetivo


A

assegurar a participação direta de nobres e burgueses ligados à Coroa portuguesa no esforço de colonização, tarefa que resultou, nas catorze capitanias regulamentadas, na instalação de vilas e sesmarias voltadas ao cultivo da cana.


B

atrair investidores de diversas nacionalidades, que tivessem capital para empregar na colonização, adquirindo escravizados e se comprometendo, mediante um contrato assinado com a Coroa Portuguesa e com a Igreja Católica, a empregar as leis portuguesas e a catequizar índios e escravizados.


C

incentivar o povoamento, por meio da distribuição de lotes de terras restritos à faixa litorânea que ainda permaneciam como sendo de propriedade e administração do rei, mas podiam ser explorados economicamente pelos donatários e por seus herdeiros.


D

acelerar a ocupação de uma região que se estendia do litoral atlântico ao Meridiano de Tordesilhas, por meio da doação de terras a homens de posses, que pudessem desenvolvê-las com recursos próprios, mediante o pagamento de tributos.


E

promover o desenvolvimento de uma vasta região do território a partir de um experimento inédito, ainda não empregado pela Coroa em suas colônias, e que se mostrou ineficiente, pois diversas capitanias fracassaram.

Qual é o principal fator que levou à expansão territorial do Brasil para além dos limites estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas?


A

A busca por terras férteis para agricultura.


B

A expansão da indústria.


C

A descoberta de ouro e outras riquezas minerais.


D

O estabelecimento de colônias espanholas nas fronteiras.

Qual das alternativas abaixo representa uma informação incorreta sobre o bandeirismo?


A

O bandeirismo foi um movimento de expansão territorial ocorrido no Brasil colonial.


B

Os bandeirantes eram exploradores que se aventuravam pelo interior do país em busca de riquezas.


C

O bandeirismo teve como consequência a descoberta de novas regiões e a conquista de terras indígenas.


D

O bandeirismo teve um caráter pacífico e não implicou em conflitos com povos indígenas.


E

O bandeirismo teve um papel importante na formação territorial e econômica do Brasil.

A decisão de aliar-se à Inglaterra e transferir a família real portuguesa para o Brasil foi tomada antes da partida. A intenção era evitar que a Coroa portuguesa fosse usurpada por Napoleão e garantir, com a proteção militar britânica, que o Império Português pudesse preservar, ao menos, o Brasil. E no dia 22 de janeiro de 1808 chegaram em terras brasileiras.


Das medidas e mudanças ocorridas com a vinda da família real para o Brasil em 1808, analise os itens:


I. Com a vinda da família real para o Brasil, e após a derrota de Napoleão Bonaparte, Portugal se sentia livre para voltar as terras portuguesas, com isso, preservando a casa de Bragança no trono de Portugal e do Brasil; retornando assim, em 1815 a Portugal, com o tratado do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, que garantia proteção pelas forças militares britânicas.

II. Com o surgimento das ideias iluministas, potencializada pela revolução francesa, que inqueriam e desestabilizavam as monarquias absolutistas, Portugal uniu-se a Inglaterra, e passaram a lutar contra a França, que buscavam uma dominação além das terras europeias, estendendo-se as colônias Americanas, encontrando fragilidade no governo português, com isso, instalando-se no Brasil em 1809.

III. Com a vinda da família real para o Brasil, e a criação de um decreto de autorização para abertura dos portos; o Brasil deixava de ser colônia, recebendo o título de sede da corte, oficializado 7 (sete) anos depois. E com a abertura dos portos, Portugal perdia o monopólio comercial e colonial das terras brasileiras. Com a chegada, muitos edifícios foram construídos, bem como outras criações: a biblioteca real, o museu nacional, o Banco do Brasil e o Jardim Botânico.

IV. A vinda da família real portuguesa para o Brasil foi um desdobramento da crise entre Inglaterra e França por conta das disputas territoriais com Portugal. O que fez com a Inglaterra engendrasse o decreto do Bloqueio continental, que isolava a França dos interesses mercantilista com o desenvolvimento e expansão das revoluções ocorridas na Europa, dessa forma, isolando o Brasil das influências francesas.

V. A vinda da família real foi marcada por uma viagem de 54 dias em alto mar. Desembarcaram em Salvador e, após alguns dias, dirigiram-se para o Rio de Janeiro, onde desembarcaram em 8 de março 1808 e foram recepcionados com festividades. Ao chegarem ao território brasileiro, uma onda de inovações e investimentos começaram a surgir: abriram-se os portos com as nações amigas: França e Espanha; um marco na política e econômica do Brasil que passava a comercializar legalmente com os Espanhóis, Holandeses e Franceses.


Está (ão) CORRETO (S):


A

III, apenas.


B

I, II e III, apenas.


C

II, III, IV apenas.


D

II, IV e V, apenas.


E

I, III, IV e V, apenas.

Podemos considerar que, historicamente, a economia brasileira nasceu com o mercado de exportação, mesmo que em forma da injusta exploração que países europeus faziam de nossos recursos naturais, tendo como primeiro produto de significativa comercialização:


A

O ouro.


B

A cana-de-açúcar.


C

O café.


D

O pau-brasil.

Assinale a alternativa correta sobre uma das razões que levaram Portugal a optar pela produção de açúcar como base da colonização do Brasil.


A

As experiências anteriores com o cultivo, produção e comercialização em Angola.


B

A existência de clima e solo favoráveis ao cultivo da cana-de-açúcar no Brasil.


C

A existência de um mercado consumidor tradicional de açúcar na Europa e no Oriente.


D

O fato de nenhum outro país europeu se dedicar à produção e comercialização de açúcar.


E

A facilidade de produzir e transportar o açúcar barateava o frete e aumentava o poder de concorrência.

Observando as principais ações dos governadores gerais entre 1548 e 1572, assinale corretamente o governo e o período que ocorreu a consolidação da invasão francesa no litoral.


A

Tomé de Sousa (1548-1553).


B

Duarte da Costa (1553-1558).


C

Mem de Sá (1558-1572).


D

Luís de Vasconcelos (1572).

A Guerra dos Tamoios, a primeira revolta indígena contra o sistema colonial, ocorreu entre 1554 e 1567 na região litorânea do atual território brasileiro.


Assinale a afirmativa que descreve corretamente um aspecto desse movimento.


A

O conflito foi motivado pela tentativa do governador Brás Cuba de levar escravizados africanos para o território dos Tamoios.


B

Os indígenas, perante a ameaça dos europeus, apresentaram uma resistência unificada, sustentada por uma identidade originária comum.


C

Os franceses e os portugueses se aliaram para enfrentar os ataques dos tamoios, fortalecendo a dicotomia entre “bárbaros” e “civilizados”.


D

A revolta foi sufocada pela habilidade militar de Estácio de Sá, que expulsou as forças lusas da região e abriu o caminho para colonizar o Rio de Janeiro.


E

A revolta teve como um dos precedentes o anseio de João Ramalho em conquistar mão de obra escrava, apoiado pelos Guaianases.

A História do Brasil não possui um marco inicial bem definido. Não obstante, tradicionalmente, existe uma datação recorrente sobre a chegada dos portugueses com Pedro Álvares Cabral, que ocorreu no ano:


A

1700


B

1400


C

1500


D

1800


E

1200

Não é de admirar, então, que não houvesse sentimento de pátria comum entre os habitantes da colônia. As revoltas do período indicam. Os juristas, poetas e militares da Capitania de Minas Gerais que sonharam com a independência em 1789, inspirados no exemplo norte-americano, não falavam em Brasil. Falavam em América (“nós, americanos”) ou falavam em Minas Gerais (a “pátria mineira”). Os argumentos que davam em favor da independência se referiam ao território da capitania e a seus recursos naturais. O mesmo pode ser dito da revolta de 1817 em Pernambuco. Nessa época, o Brasil já fora promovido a reino Unido a Portugal e Algarves. Mesmo assim quando os rebeldes falavam em pátria e patriotas, e eles o faziam com frequência, era a Pernambuco que se referiam e não ao Brasil.


CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. p. 76.



Sob a lógica emancipacionista da Revolução Pernambucana de 1817, refletida pelo historiador José Murilo de Carvalho no texto acima, o “patriotismo” dos envolvidos no movimento tinha a finalidade de estabelecer:


A

Um país livre a partir da unificação da região do Nordeste, principal espaço de produção açucareira, estabelecendo Pedro I como imperador perpétuo do novo país a ser criado.


B

Um reino unido a Portugal até a confirmação da Independência do Brasil por Pedro I e a estruturação de um regime monarquista inspirado no modelo inglês para a região.


C

Uma nação livre e próspera, com apoio das camadas populares, o movimento defendia a proclamação de uma República antiescravista em todo o território brasileiro.


D

Uma estrutura política republicana de cunho liberal, defensora dos princípios emancipacionistas de teor localista com a preservação do sistema escravista.


E

Um projeto emancipatório de cunho imperial, rompendo politicamente com o Brasil e com Portugal, criando um regime teocrático de cunho cristão.

Desde 1808 D. João oscilava entre a necessidade de liberalizar a economia, de acordo com as tendências da época e as exigências britânicas, o que o levava a aceitar os princípios do livre-cambismo, e a necessidade de manter numerosas restrições indispensáveis à proteção dos interesses portugueses, o que o levava a tomar disposições nitidamente mercantilistas. Adotar em toda a extensão os princípios do liberalismo econômico significaria destruir as próprias bases sobre as quais se apoiava a Coroa. Manter inato o sistema colonial era impossível nas novas condições. Daí as contradições de sua política econômica. Os inúmeros conflitos decorrentes acentuaram e tornaram mais claras, aos olhos dos colonos e dos agentes da metrópole, as divergências de interesses existentes entre eles, provocando reações opostas: os colonos perceberam as vantagens de ampliar cada vez mais a liberdade, enquanto os metropolitanos convenciam-se da necessidade de restringi-las. A oposição entre os dois grupos manifestar-se-ia claramente quando deputados brasileiros e portugueses de defrontaram nas Cortes portuguesas em 1821. (COSTA, 1982, p. 13)

De acordo com o trecho acima e considerando a vinda da Família Real para o Brasil e suas consequências, assinale a alternativa CORRETA:


A

A vinda da família real e das cortes portuguesas ao Brasil em 1808 trouxe grandes mudanças na antiga colônia, elevada agora à condição de Reino Unido, logo na chegada.


B

Apesar de todas as mudanças proporcionadas pela vinda da família real, é necessário ressalvar que o objetivo da corte era o de criar as bases para a independência do Brasil.


C

D. João resolve promover a abertura dos portos à Inglaterra oficializando o comércio entre seu aliado e a outrora colônia. Tal medida colocava D. João numa situação de equilíbrio diante da política econômica daquele momento.


D

O objetivo da fuga para a Colônia era justamente o de preservar o poder monárquico e garantir que a ordem já estabelecida fosse mantida, ou seja, a manutenção do Império Português mediante uma grave crise, que se relaciona com o expansionismo napoleônico.

Sobre a relevância da produção e exportação de açúcar no período colonial, assinale a alternativa incorreta.


A

A produção de açúcar na Colônia permitiu ao comércio europeu intensificar a acumulação de capitais


B

No início da colonização, o transporte e o comércio do açúcar eram feitos a partir de navios que vinham ao Brasil de acordo com seus próprios interesses. No entanto, quando as lutas pela hegemonia europeia se agravaram, Portugal passou a restringir o comércio, sobretudo de açúcar, ao sistema de comboios ou frotas


C

O escravismo foi ao mesmo tempo um conjunto de relações de trabalho, instância jurídica e o agente implicador de uma personalidade social própria, onde o escravo negro era a medida de todas as coisas


D

As cidades, embora significassem o mundo da dominação metropolitana, não representavam a oposição entre os interesses dos plantadores decana e dos senhores de engenho


E

Eram os engenhos estruturados em basicamente quatro setores fundamentais: administração, manutenção, transporte e processamento de cana

[...] Com dados do Censo Agropecuário de 2006, já que não existem registros mais novos, o estudo mostra o desequilíbrio da sociedade brasileira também no meio rural. Grandes propriedades somam apenas 0,91% do total dos estabelecimentos rurais brasileiros, mas concentram 45% de toda a área rural do país. Por outro lado, os estabelecimentos com área inferior a dez hectares representam mais de 47% do total de estabelecimentos do país, mas ocupam menos de 2,3% da área total. É possível relacionar que, no Brasil, a estrutura fundiária está associada ao período:


A

Posterior à criação das capitanias hereditárias, favorecendo os colonos que recebiam grandes lotes de terras dos donatários.


B

Anterior à 1500, sendo resultado da manutenção da ocupação dos povos originários, favorecendo o acesso desses grupos à terra.


C

Pré-colonial, quando foram criadas as feitorias de extração do pau-brasil, favorecendo a posse de terras por comerciantes europeus.


D

Colonial, período em que grandes propriedades foram repartidas entre colonos e povos indígenas, equilibrando a distribuição de terra.


E

Anterior à 1530, quando as terras da costa brasileira foram repartidas entre franceses, holandeses e portugueses por meio de conflitos armados.

A chegada dos portugueses representou para os índios uma verdadeira catástrofe. Vindos de muito longe, com enormes embarcações, os portugueses, e em especial os padres, foram associados na imaginação dos tupis aos grandes xamãs (pajés), que andavam pela terra, de aldeia em aldeia, curando, profetizando e falando-lhes de uma terra de abundância. Os brancos eram ao mesmo tempo respeitados, temidos e odiados, como homens dotados de poderes especiais. (...) Mas, no conjunto, a palavra “catástrofe” é mesmo a mais adequada para designar o destino da população ameríndia. Milhões de índios viviam no Brasil na época da conquista e apenas cerca de 250 mil existem nos dias de hoje. (Boris Fausto. História do Brasil. 13ª ed. São Paulo: EDUSP, 2008, p. 40-41).

A “catástrofe” à qual o autor se refere está relacionada ao item corretamente descrito na alternativa:


A

Ao uso de armas de fogo, fator determinante para a vitória dos ameríndios sobre os europeus.


B

À passividade dos ameríndios diante da conquista europeia, fator determinante para a consolidação da colonização.


C

À suscetibilidade indígena em relação às novas doenças, violência cultural e física, o que resultou em um crescimento vegetativo negativo.


D

À vulnerabilidade dos povos europeus em relação à tecnologia bélica empregada pelos povos ameríndios.

Leia o texto a seguir.


O ponto zero do Brasil não é, portanto, a chegada das caravelas portuguesas. Esse é apenas o marco factual de apossamento da colônia lusa na terra dos papagaios. O evento fundante do Brasil-jénação é o abandono da costa rumo ao deserto das terras interiores. O português se contenta em navegar por águas e estanca no litoral a sua vontade de conquista e movimento. O brasileiro navega em mares de sertão.


CHAUL, Nasr Fayad. Caminhos de Goiás: da construção da decadência aos limites da modernidade. Goiânia: Editora UFG, 1997. p. 57. [Adaptado].


Qual elemento da história goiana contribui com o sentido do texto para a fundação do Brasil?


A

Escravização dos indígenas.


B

Mudança da capital.


C

Mineração.


D

Bandeiras.

“Os colonizadores [portugueses] tinham conhecimento das habilidades dos escravizados, sobretudo por sua rentável utilização na atividade açucareira”.


FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª ed. São Paulo: EdUSP, 2012. p. 46, adaptado.


A referida atividade que garantiu experiência de alguns escravizados trazidos à América Portuguesa ocorreu:


A

na costa da Etiópia


B

nas colônias da Ásia


C

nas ilhas do Atlântico


D

na região do Alentejo

Com a expansão do comércio, formou-se, no século XVI, o chamado mercantilismo. Sobre esse assunto, julgue os itens a seguir:


I.Entendia-se que, quanto maior o volume de moedas de ouro e prata acumulado por uma nação, mais rica ela seria, sendo essa ideia chamada de "ourismo".

II.A balança comercial favorável refere-se à ideia de que o dinheiro ganho com as exportações tinha de ser maior do que os gastos com as importações, para garantir a riqueza do Estado.

III.A política protecionista consistia na cobrança de altas taxas alfandegárias sobre as mercadorias estrangeiras.

IV.A maior circulação de produtos no século XVI se deu principalmente por meio do grande fluxo das navegações.


É correto o que se afirma em:


A

I, II e IV, apenas.


B

I e III, apenas.


C

I e III, apenas.


D

I e IV, apenas.


E

II, III e IV, apenas.

Não têm nem lei, nem fé nenhuma e vivem de acordo com a natureza. Não conhecem a imortalidade da alma, não têm entre eles bens próprios, porque tudo é comum: não têm limites de reinos e de províncias: não têm rei: não obedecem a ninguém, cada um é senhor de si mesmo, nem amizade, nem agradecimento, o que não lhes são necessários, porque não reina neles cobiça: habitam em comum, em casas feitas à maneira de cabanas muito grandes e comuns e, para gentes que não têm ferro, nem outro metal nenhum, se pode considerar suas cabanas, ou suas casas, maravilhosas [...] e não sabem contar os dias, nem os meses, nem os anos.[...] seus habitantes não estimam coisa alguma, nem ouro, nem prata, ou outras joias, salvo coisas de plumagens, ou de osso.[...] São gente belicosa. E entre eles muito cruéis [...] porque vão tão desnudos como nasceram, nem têm ordem alguma em sua guerra, salvo que fazem o que lhes aconselham seus anciãos, e quando combatem se matam muito cruelmente [...].

VESPUCIO, Américo. El Nuevo Mundo. Cartas relativas a sus viajes y descubrimientos. Estudio preliminar de R. Levillier. Buenos Aires: Editorial Nova, 1951, p.147-53.

As cartas de Américo Vespúcio se revelam como um importante documento histórico que elucida os aspectos do projeto colonizador. A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos sobre a imagem construída a respeito dos povos que habitavam o novo mundo, analise as afirmativas a seguir:

I.O mito do bom selvagem foi a base do pensamento europeu para a compreensão das subjetividades dos povos do novo mundo e justificou a tutela da coroa.

II.A forma como os habitantes do território são retratados - incivilizados - servia de justificativa para o estabelecimento de uma política de dominação religiosa e exploratória.

III.A múltiplas negações atribuídas aos habitantes do novo mundo revelam a mentalidade eurocêntrica que, ao enxergar as ausências, também se coloca como os responsáveis pela ordenação do caos originário em que se encontravam esses indivíduos.

É correto o que se afirma em:


A

I, apenas.


B

II, apenas.


C

I, II e III.


D

III, apenas.


E

II e III, apenas.

   
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