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“Tão notáveis e revolucionários conhecimentos geográficos atraíram, mais do que nunca, a cobiça estrangeira. (...) Espanhóis, italianos, franceses, ingleses e, finalmente, os holandeses, mediante suborno e cooptação, haviam conseguido transferir para suas escolas cartográficas praticamente a totalidade dos segredos náuticos portugueses.”
Max Justo Guedes, em artigo publicado na revista Nossa História, v. 4, páginas 38 e 44.
Além da cartografia, outras técnicas também foram fundamentais para as Grandes Navegações, como a bússola, o astrolábio e o quadrante. Quanto aos interesses então envolvidos pelas nações que patrocinaram tais empreendimentos, é possível destacar:
a busca de metais preciosos, um dos principais fatores impulsionadores da expansão, aliada à necessidade de se encontrar uma rota comercial fora da ingerência dos muçulmanos
o desejo da Inglaterra, considerada uma grande potência à época, em ser pioneira nas Grandes Navegações, o que contribuiu diretamente para a consolidação de sua unificação política
o objetivo de atingir o desenvolvido e concorrido centro produtor oriental, cuja produção era variada e de alto valor no mercado europeu, navegando pelo Mediterrâneo Oriental
a ação empreendedora dos Estados Nacionais Ibéricos que, com o apoio irrestrito da Igreja Católica, foi apoiada pelas burguesias mercantis nacionais