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Com a iminente partida de D. João VI para Portugal, um episódio marcante foi a reunião para a eleição dos representantes da capitania do Rio de Janeiro nas Cortes de Lisboa. Esse evento ocorreu nos dias 21 e 22 de abril de 1821, na Praça do Comércio. A reunião, com fins eleitorais, acabou se transformando em uma arena pública de discussões acaloradas, desencadeando uma forte repressão. O que levou à mudança de foco da reunião foi:
o intuito de componentes da elite brasiliense de obrigar o rei a nomear o príncipe Miguel como regente e retornar com seu irmão Pedro de Alcântara para Portugal
o desencanto de parte da elite coimbrã com as medidas impostas pelos vintistas e a defesa pública por estes de medidas absolutistas a fim de que o rei retomasse seu pleno poder
o desejo de impedir o monarca de retornar para Lisboa e a oposição ao juramento dos fundamentos da Constituição portuguesa que seria elaborada pelas Cortes lisboetas
a desilusão com o ministério formado em fevereiro de 1821 e a intenção de alguns participantes da reunião de interferir em atribuições da regência que substituiria o rei após sua partida