Questões de Concurso sobre Imperialismo e Colonialismo do século XIX

 
 
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O Imperialismo do século XIX (Neocolonialismo) sobre a África e a Ásia foi justificado ideologicamente por teorias que defendiam uma pretensa superioridade europeia. A mais difundida dessas teorias foi:


A

O Socialismo Utópico, que defendia a divisão igualitária das terras africanas entre camponeses europeus.


B

O Mercantilismo, que pregava a liberdade de comércio entre todas as nações do mundo.


C

O Darwinismo Social, que aplicava erroneamente ideias de Darwin às sociedades humanas, pregando o “fardo do homem branco” de civilizar outros povos.


D

O Anarquismo, que pregava a destruição de todos os Estados nacionais para a criação de comunidades tribais.


E

O Iluminismo, que defendia o direito de cada colônia africana de eleger seus próprios governantes democraticamente.

O mapa a seguir destaca a atuação dos colonizadores europeus na região do Caribe:


Imagem associada para resolução da questão


(Fonte: https://www.reddit.com/r/MapPorn/comments/1mzlm32/legacy_of_colonialism_in_the_caribbean/?tl=pt-br)


A colonização francesa no Caribe, especialmente a partir do século XVII, inseriu-se na lógica do sistema colonial atlântico e teve impactos profundos na organização econômica, social e demográfica da região.


Considerando as características desse processo, assinale a alternativa CORRETA.


A

A presença francesa no Caribe baseou-se prioritariamente na pequena propriedade agrícola e no trabalho livre, com baixa inserção no comércio atlântico.


B

A colonização francesa no Caribe destacou-se pela implantação do sistema de plantation, voltado para a produção de açúcar e sustentado majoritariamente pelo trabalho escravizado de africanos.


C

Diferentemente de outras potências europeias, a França não estabeleceu estruturas administrativas coloniais em suas possessões caribenhas.


D

As colônias francesas no Caribe permaneceram economicamente secundárias, sem importância estratégica para a metrópole.


E

O processo colonial francês no Caribe ocorreu sem conflitos sociais ou revoltas de populações escravizadas.

Apenas dois países do continente africano se mantiveram independentes durante o período da partilha europeia da África (1880 – 1914), são eles:


A

Libéria e Etiópia;


B

Etiópia e Angola;


C

Egito e Etiópia;


D

Libéria e Egito.

Observando o imperialismo europeu e norte-americano, analise as afirmativas.


I. Disputas por colônias ligam-se à busca de insumos, mercados, rotas e prestígio entre potências rivais.

II. Discursos de missão civilizadora e hierarquia racial dão cobertura ideológica à expansão sobre África e Ásia.

III. Resistências expressam-se em revoltas, boicotes, formas de nacionalismo e negociação com metrópoles.

IV. Presença de empresas e exércitos preserva costumes locais em estado praticamente inalterado.

V. Partilhas territoriais transcorrem em clima de cooperação pacífica, com acordos amplos com elites nativas.


Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.


A

I – II – IV.


B

I – III – IV.


C

II – III – V.


D

I – II – III.


E

I – II – III – IV – V.

Na formação histórica do Estado brasileiro no século XIX, tensões sobre trabalho, cidadania e poder militar influenciaram a queda do Império. Marque a alternativa correta.


A

A República foi proclamada após plebiscito nacional, reorganizou o voto de forma ampla e iniciou reforma agrária ligada à abolição recente.


B

A abolição ocorreu depois da República e reforçou o poder imperial, mantendo a monarquia como centro político nas primeiras décadas do século XX.


C

A crise do Império se ligou a mudanças no trabalho, elites regionais e tensões militares, abrindo caminho à República proclamada em 1889.


D

A República nomeou governadores de forma direta e transformou o país em um Estado unitário, reduzindo o peso político das elites regionais.

Analise a imagem a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://declaracao1948.com.br/2021/06/21/a-partilha-imperialista-e-as-fronteiras-da-africa/. Acesso em: 15 nov. 2025.


A fonte imagética está relacionada a um discurso que serviu para legitimar o neocolonialismo, sustentando a ideia de que os valores culturais imperialistas representavam o modelo mais avançado de humanidade. Essa narrativa é historicamente identificada como


A

Missão Civilizadora.


B

Grande Marcha.


C

Cruzada Cristã.


D

Novo Acordo.

O sistema colonial implementado nas Américas por Portugal e Espanha caracterizou-se pela exploração econômica baseada em princípios mercantilistas. A distinção estabelecida pelo controle estatal das importações coloniais entre bens essenciais e supérfluos tinha como objetivo fundamental:


A

Criar reserva de mercado para a produção interna de manufaturados.


B

Fomentar o livre comércio entre as colônias americanas.


C

Eliminar as barreiras alfandegárias entre metrópole e colônia.


D

Incentivar a autonomia econômica das capitanias hereditárias.


E

Promover a industrialização acelerada das colônias.

O imperialismo do século XIX esteve associado à expansão do capitalismo industrial e à disputa por áreas de influência. Esse processo envolveu dimensões econômicas, políticas e culturais. A dominação foi justificada por discursos ideológicos específicos.


Analise as assertivas:


I. Relacionou-se à busca por mercados e matérias-primas.

II. Promoveu desenvolvimento equilibrado nas regiões dominadas.

III. Utilizou discursos civilizatórios como legitimação.

IV. Eliminou conflitos entre as potências europeias.


Está CORRETO o que se afirma em:


A

I e II, apenas.


B

II e IV, apenas.


C

I e III, apenas.


D

III e IV, apenas.

O Imperialismo do século XIX representou uma fase de intensa expansão das potências europeias, dos Estados Unidos e do Japão sobre vastas regiões da África e da Ásia. Impulsionado pela busca por mercados consumidores, fontes de matérias-primas e áreas de investimento, esse processo foi legitimado por ideologias como o racismo científico, o etnocentrismo e o darwinismo social, que justificavam a dominação como uma "missão civilizatória" dos povos considerados superiores.


A respeito do Imperialismo do século XIX e suas justificativas ideológicas, é correto afirmar que:


A

O Imperialismo foi um movimento de cooperação entre as nações, visando ao desenvolvimento equitativo de todos os povos.


B

As potências imperialistas buscavam apenas a difusão de valores democráticos, sem interesses econômicos ou estratégicos.


C

O Imperialismo foi uma expansão capitalista justificada por ideologias racistas e etnocêntricas que defendiam a superioridade ocidental.


D

As regiões da África e da Ásia foram colonizadas por sua própria iniciativa, buscando o progresso e a modernização.


E

O darwinismo social foi uma teoria que criticava a dominação imperialista, defendendo a igualdade entre as raças.

O imperialismo do século XIX, caracterizado pela expansão territorial e econômica das potências europeias em direção à África e à Ásia, foi motivado unicamente por ideais humanitários de civilizar os povos nativos, sem qualquer interesse em recursos naturais ou mercados consumidores.


C

Certo


E

Errado

“No entanto, nada mais equivocado do que utilizar o termo imperialismo como sinônimo de construção de impérios, porque, para que este termo tivesse alguma correspondência com a realidade, seria necessário que a nação promotora desse império estendesse as suas leis e suas instituições aos territórios anexados e tornasse os povos dessas regiões tão iguais em direitos quanto aqueles que vivem no território da nação-mãe. Entretanto, aconteceu o contrário dessa situação”.


O trecho acima refere-se criticamente ao chamado imperialismo ou neocolonialismo, vigente no final do século XIX e partes do XX. A respeito especificamente do neocolonialismo inglês, assinale a alternativa CORRETA, que apresenta dois territórios controlados pela Inglaterra, mas que gozavam de maior autonomia interna no período.


DE DECCA, Edgar. O colonialismo como a glória do Império. In: REIS FILHOS, D.A., FERREIRA, J. SENHA, C. (org.). O Século XX: o tempo das certezas. 4 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.


A

A Índia e a Austrália.


B

A Austrália e a Indonésia.


C

A Índia e a África do Sul.


D

A Indonésia e o Canadá.


E

O Canadá e a Nova Zelândia.

A história social e cultural local, quando analisada em perspectiva americana, permite compreender processos comuns de colonização, resistência, trabalho e organização social. Esses processos produziram conhecimentos compartilhados e experiências históricas que conectam o local a dinâmicas mais amplas do continente. Considerando essa abordagem, qual interpretação é mais adequada?


A

A formação de identidades locais isoladas de processos históricos mais amplos.


B

A articulação entre experiências locais e processos históricos comuns às sociedades americanas.


C

A completa independência entre história local e história continental.


D

A negação do impacto da colonização na história local americana.


E

A ausência de práticas culturais compartilhadas entre sociedades americanas.

Assinale a alternativa correta sobre o processo de colonização da América.


A

O sistema colonial foi uma das bases do sistema feudal, pois possibilitou a acumulação de capitais pela nobreza europeia.


B

O sistema colonial permitiu a formação de uma elite entre os colonos americanos, os “crioulos” que se apropriaram das terras da Coroa Ibérica e nelas desenvolveram fábricas que abasteceram o comércio europeu, com tecidos e tapetes de grande qualidade.


C

O sistema colonial, graças à política mercantilista, trouxe expressivos ganhos para os colonizadores e desenvolveu enormemente a economia das colônias americanas, graças ao elevado lucro obtido no comércio com a Europa.


D

Algumas colônias americanas, notadamente as portuguesas, lograram desenvolver-se à margem do pacto colonial, pois produziam gêneros de grande necessidade, como o açúcar, o tabaco e o algodão, que abasteceram a indústria metropolitana desde o início do século XVI.


E

O sistema colonial foi uma das bases do mercantilismo. Atendeu aos interesses das metrópoles europeias e possibilitou polpudos lucros para a burguesia mercantil e para o Estado.

O sentimento antilusitano já era expresso mais livremente pelas camadas populares e vai, aos poucos, tornando-se mais explícito entre a elite imperial brasileira. Alguns grupos associavam claramente o que consideravam “atraso” material e cultural do Brasil à administração portuguesa colonial e à permanência de vários traços dela no Império.

A República proclamada em 1889, sedenta de construir-se sobre a incompetência monárquica, intensificou o antilusitanismo ao acrescentar aos antigos dominadores um outro epíteto medonho: assassinos do grande herói nacional, Tiradentes.

O primeiro a levantar-se contra toda essa construção mais imaginária que histórica foi Gilberto Freyre.


(Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)


Considerando a discussão do excerto, Freyre


A

destacou os enormes prejuízos causados pela colonização portuguesa.


B

mostrou a pouca importância do Brasil para o colonialismo português.


C

comprovou o conservadorismo brasileiro recuperado pela República.


D

desconsiderou o papel da colonização para o desenvolvimento do Brasil.


E

demonstrou a enorme capacidade de adaptação do colonizador aos trópicos.

“Toda a história da descolonização no século XX também deve ser vista como um processo pelo qual os oprimidos acabaram por compreender plenamente quem são eles na realidade, ao passo que os opressores começavam a aprender sobre a humildade inerente ao sentimento de ter que prestar contas ao mundo inteiro, em matéria de humanidade. A história da África desde 1935 deve ser recolocada no contexto dessas contradições maiores.”


(MAZRUI, Ali A.; WONDJI, Christophe (Eds.). História geral da África, VIII: África desde 1935. Brasília: UNESCO, 2010. p. 10.)


Tendo em vista a complexidade desse fenômeno, assinale a alternativa que corretamente define o conceito de descolonização.


A

Movimento espontâneo e pacífico liderado exclusivamente pelas metrópoles europeias, que concederam a independência às colônias sem resistência, como parte de um projeto planejado de transição política.


B

Substituição dos administradores coloniais europeus por líderes locais, mantendo-se inalteradas as estruturas políticas e econômicas herdadas do colonialismo, sem qualquer impacto nas relações sociais ou culturais.


C

Processo pelo qual o regime colonial é encerrado, com o desmantelamento das instituições e a substituição dos valores e práticas coloniais. A descolonização pode ser iniciada pela potência imperialista ou pelo povo colonizado, mas, na prática, é geralmente imposta pela luta dos oprimidos.


D

Processo que ocorreu exclusivamente após a Segunda Guerra Mundial e se deu de maneira uniforme em todas as ex-colônias, sem variações nas estratégias utilizadas pelos países colonizados para alcançar sua independência.


E

Processo que levou a um completo rompimento dos laços econômicos entre as antigas colônias e suas metrópoles, garantindo que as nações recém-independentes alcançassem total autonomia econômica logo após a obtenção da independência.

A colonização portuguesa na América desenvolveu-se em estreita ligação com o comércio atlântico, inserindo a colônia em um sistema voltado a atender interesses da metrópole. A produção de açúcar em grandes propriedades, apoiada no trabalho escravizado, foi um dos pilares dessa economia. O controle metropolitano sobre rotas e mercados, expressos no chamado Pacto Colonial, limitava as possibilidades de diversificação produtiva e reforçava a dependência econômica. Considerando o contexto da economia açucareira, qual alternativa descreve adequadamente essa realidade?


A

O comércio açucareiro foi controlado por associações de produtores coloniais, independentes da interferência metropolitana.


B

O cultivo da cana em latifúndios escravistas, orientado para a exportação e submetido ao Pacto Colonial, concentrou riqueza e aprofundou desigualdades sociais na colônia.


C

O sistema colonial favoreceu sobretudo pequenas propriedades camponesas, baseadas em trabalho livre e diversificação produtiva.


D

A produção açucareira esteve voltada prioritariamente ao abastecimento interno, garantindo ampla autonomia econômica às comunidades locais.

A corrida imperialista da segunda metade do século XIX universalizou a moderna economia capitalista, sempre a partir de seus centros hegemônicos, quer sobre a Ásia, quer repartindo entre si a África, o que gerou conflitos entre as potências europeias, pavimentando o caminho que levaria à Grande Guerra de 1914.


C

Certo


E

Errado

“‘A Guerra é a continuação da Política por outros meios (a saber: pela violência)’. Esta célebre sentença pertence a Clausewitz um dos autores mais profundos sobre as questões militares. Os marxistas sempre consideraram justamente esta tese como base teórica das concepções sobre o significado de cada guerra determinada. Marx e Engels sempre encararam as diferentes guerras precisamente deste ponto de vista. Apliquemos esta concepção à presente guerra.”


(ULIANOV, Vladimir Ilyich. Obras escolhidas. v. 2. Moscou/Lisboa: Progresso/Avante, 1984. p. 227.)


Considerando as causas da Primeira Guerra Mundial, assinale a afirmativa correta.


A

Embora a instabilidade nos Bálcãs fosse preocupante, as potências europeias vinham colaborando diplomaticamente, de modo que o conflito foi desencadeado por um erro diplomático isolado causado pela Sérvia.


B

O fato de os países europeus não terem se preparado para um eventual conflito, por conta do clima de otimismo e do progresso material da Belle Époque, fez com que a formação de alianças militares tivesse pouco peso político real na eclosão da guerra.


C

O imperialismo europeu, como uma etapa superior do capitalismo, ao intensificar disputas por territórios na África e Ásia, acirrou rivalidades, potencializou o armamentismo de países europeus. Tais fatores foram determinantes para a eclosão da guerra.


D

As alianças militares firmadas antes de 1914 tinham caráter simbólico, sendo tratadas como ações meramente diplomáticas e desconsideradas pelos Estados europeus no momento da tomada de decisões sobre entrar ou não na guerra.


E

O estopim da Primeira Guerra Mundial foi a Revolução Russa de 1917, responsável por desestabilizar o equilíbrio político europeu, ao provocar o colapso do regime czarista e incentivar movimentos revolucionários em outros países, o que forçou as potências europeias a reagirem militarmente.

Qual das alternativas abaixo melhor representa a influência do imperialismo europeu na formação do Brasil Republicano, especialmente durante a Primeira República e a Era Vargas?


A

A industrialização acelerada do Brasil, impulsionada pelos investimentos europeus, permitiu uma rápida transição para um modelo econômico autônomo e independente.


B

A dependência econômica brasileira em relação aos produtos europeus, como manufaturados e bens de capital, perpetuou a desigualdade social e a fragilidade da economia nacional.


C

O modelo político republicano brasileiro foi diretamente inspirado nas revoluções liberais europeias, sem sofrer qualquer influência das práticas coloniais.


D

A Primeira Guerra Mundial interrompeu o fluxo de capitais europeus para o Brasil, impulsionando a industrialização nacional e reduzindo a dependência externa.

Com raras exceções, mapas, cartas, plantas e atlas geográficos tiveram, ao longo dos séculos XIX e XX, um papel secundário dentre os campos de reflexão do historiador, principalmente do professor de história dos ensinos fundamental e médio.


(Maria Eliza Linhares Borges. Cartografia, poder e imaginário: cartográfica portuguesa e terras além-mar. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História)


No artigo citado, Borges aponta que, em geral, no tratamento dado à cartografia histórica,


A

a utilização de mapas do século XVI e dos imediatamente posteriores tem cumprido o papel de somente ilustrar o conteúdo dos textos apresentados.


B

os mapas produzidos para o trabalho escolar com a História do Tempo Presente têm substituído os textos escritos e a iconografia.


C

os mapas históricos tornaram a principal forma de introdução aos processos históricos clássicos, como as revoluções liberais-burguesas.


D

os materiais didáticos mais recentes pouco se utilizam de mapas históricos em razão da sua incompreensão entre os estudantes do Ensino Fundamental.


E

o entendimento mais aceito entre os historiadores contemporâneos é que um mapa histórico não pode ser tratado como um documento.

 
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