Imagem de fundo

O sentimento antilusitano já era expresso mais livremente pelas camadas populares e vai...

O sentimento antilusitano já era expresso mais livremente pelas camadas populares e vai, aos poucos, tornando-se mais explícito entre a elite imperial brasileira. Alguns grupos associavam claramente o que consideravam “atraso” material e cultural do Brasil à administração portuguesa colonial e à permanência de vários traços dela no Império.

A República proclamada em 1889, sedenta de construir-se sobre a incompetência monárquica, intensificou o antilusitanismo ao acrescentar aos antigos dominadores um outro epíteto medonho: assassinos do grande herói nacional, Tiradentes.

O primeiro a levantar-se contra toda essa construção mais imaginária que histórica foi Gilberto Freyre.


(Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)


Considerando a discussão do excerto, Freyre


A

destacou os enormes prejuízos causados pela colonização portuguesa.


B

mostrou a pouca importância do Brasil para o colonialismo português.


C

comprovou o conservadorismo brasileiro recuperado pela República.


D

desconsiderou o papel da colonização para o desenvolvimento do Brasil.


E

demonstrou a enorme capacidade de adaptação do colonizador aos trópicos.