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Criadas durante a administração pombalina, as companhias monopolistas de comércio foram parte integrante dos planos de reestruturação econômica de Portugal. Essas organizações acabariam por controlar a entrada e a saída dos produtos das colônias portuguesas, antes realizadas, em sua maioria, por comerciantes estrangeiros. Com a morte de D. João V, assumiu o trono seu filho, D. José I. O fatal acontecimento do terremoto de Lisboa, em 1755, foi decisivo para que Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, assumisse o cargo de Ministro de Negócios do Reino; muita coisa mudaria a partir de então.
(MAXWELL, Keneth. Marquês de Pombal: o paradoxo do iluminismo. 2ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. p. 6-7.)
Por Alvará Régio, de 7 de junho de 1755, foi criada a Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. Dentre as funções e ações desenvolvidas pela Companhia, é possível apontar:
A venda em Lisboa, em consignação, de produtos repassados pelos lavradores do Grão-Pará e Maranhão.
O controle dos direitos alfandegários, do peso e do subsídio de qualquer mercadoria que circulasse na província maranhense.
O cuidado dos chamados “negócios miúdos”, ou seja, administração dos negócios paralelos relativos aos mais variados setores da região.
A vigilância em toda região contra a corrupção, o monopólio e as arbitrariedades que eram usualmente cometidas pelos moradores locais.