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De um lado, na sua estrutura, um organismo meramente produtor, e constituído só para isto: um pequeno número de empresários dirigentes que senhoreiam tudo, e a grande massa da população que lhe serve de mão de obra. Doutro lado, no funcionamento, um fornecedor do comércio internacional dos gêneros que este reclama e de que ela dispõe. Finalmente, na sua evolução, e como consequência daquelas feições, a exploração extensiva e simplesmente especuladora, instável no tempo e no espaço, dos recursos naturais do país.
(Prado Júnior. 2001, p. 123.)
Os estudos de Caio Prado Júnior formaram a base, por muito tempo, para o entendimento do período colonial brasileiro, marcando presença em grande parte dos livros didáticos. Para ele:
Os problemas enfrentados pelo Brasil não se associam ao período colonial e, sim, aos períodos políticos posteriores.
O desenvolvimento da economia brasileira esteve vinculado desde os primórdios às necessidades do mercado externo.
As pequenas propriedades, o trabalho autônomo e a produção para subsistência conseguiram superar a importância das grandes propriedades.
A falta de um mercado interno no Brasil colonial foi resolvida a partir do advento cafeicultor solidamente alicerçado e organizado em fins daquele período.