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A reação da Coroa portuguesa contra os poderes locais, que se encontravam nas mãos das aristocracias rurais e escravistas, ocorreu a partir de meados do século XVII, com o aumento do controle metropolitano sobre a Colônia, como se pode aferir a partir da fala de D. João IV, então rei de Portugal:
“(...) pelo estado em que se acham as coisas da Índia, do Brasil, de Angola e demais conquistas do reino, e pelo muito que importa conservar e dilatar o que neles possuo e recuperar o que se perdeu, antes que os danos que ali têm padecido esta coroa passem adiante (...)”.
Ficava claro, a partir de então, que, com o fim do domínio espanhol sobre o imenso império colonial português, ou seja, com o fim da União Ibérica, ocorrido em 1640, a América portuguesa tornava-se a mais importante colônia do vasto império colonial português.
Visando assegurar o controle sobre sua colônia americana, a Coroa portuguesa adotou várias medidas políticas, econômicas e administrativas, destacando-se a:
criação do Conselho Ultramarino, que aumentava os vários poderes dos Donatários e das Câmaras Municipais, tornando-os ainda mais poderosos que os Governadores, fato gerador de algumas revoltas na colônia
criação de duas Companhias Privilegiadas de Comércio: Cia Geral do Brasil, em 1647 e Cia de Comércio do Estado do Maranhão, em 1682, atendendo aos interesses das elites coloniais escravistas
adoção de uma nova política colonial permitindo embarcações não portuguesas de comercializarem em suas colônias, mas proibindo as embarcações saídas daqui de pararem em vários outros países
nomeação pelo rei português dos Juízes de Fora, que passariam a presidir as Câmaras Municipais, também conhecidas como Câmara dos Homens Bons, símbolo do poder local da colônia