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“Se a vila se modificou para se vestir como capital do império português, as permanências são evidentes. Suas casas e traçados coloniais, suas festas tomadas por costumes africanos, seus hábitos alimentares orientais... nada permite duvidar de um universo obrigatoriamente plural”
SCHWARCZ, Lilia Moritz. D. João carioca: a corte portuguesa chega ao Brasil (1808-1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
Considerando o texto e a historiografia sobre a transferência da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, assinale a alternativa CORRETA.
A vinda da Corte representou ruptura completa com o sentido colonial da economia brasileira.
A economia colonial manteve sua orientação estrutural exportadora após 1808, fato esse que explica a manutenção da organização política da colônia no período joanino.
A instalação da Corte no Rio de Janeiro representou estratégia de preservação da soberania portuguesa frente às invasões napoleônicas e implicou reconfiguração políticoadministrativa que elevou o Brasil de colônia a centro do Império.
A presença da Corte extinguiu as hierarquias sociais coloniais, promovendo igualdade jurídica entre livres, libertos e escravizados.
Com a transferência da Corte, o “sentido da colonização”, uma vez voltado para o mercado externo, sofreu uma alteração automática garantindo a inserção dependente da economia brasileira no sistema atlântico.