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Os fundamentos para a compreensão do coronelismo no Brasil foram lançados no clássico Coronelismo, enxada e voto de Victor Nunes Leal em 1948. O autor definiu o coronelismo como "[...] o resultado da superposição de formas desenvolvidas do regime representativo a uma estrutura econômica e social inadequada" (LEAL, Vítor Nunes. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1948, p. 20).


NÃO é uma interpretação do coronelismo oferecida por Leal (1948):


A

O coronelismo atuou no reduzido cenário do governo local, isto é, nos municípios do interior, predominantemente rurais.


B

A redução do regime representativo facilitou a produção do coronelismo. Ao tornar parcialmente eletivo o governo dos Estados, permitiu-se a montagem, nas antigas províncias, de sólidas máquinas eleitorais, que determinaram a instituição da "política dos governadores" com fundamento no compromisso "coronelista".


C

Como o elemento rural predominou sobre o urbano, eram os fazendeiros e chefes locais que custeavam as despesas do alistamento e da eleição.


D

O coronelismo trata-se de uma troca de proveitos entre o poder público, progressivamente fortalecido, e a decadente influência social dos chefes locais, notadamente dos senhores de terras.