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“Um mercantilismo de tipo clássico, tardio, mas ajustado à...

“Um mercantilismo de tipo clássico, tardio, mas ajustado à defasagem da sociedade lusa, adequado ao absolutismo reformador que dele se serve como instrumento de aceleração das mudanças. Insere-se, então, como problemática mais profunda, a transição do feudalismo ao capitalismo. Ilustração numa sociedade periférica, longamente fechada sobre si mesma, na qual o movimento ilustrado foi fatalmente uma coisa vinda de fora, do ‘estrangeiro’. Em consequência, diversidade de discursos, ecletismo das formas de pensamento, redefinição das práticas ao sopro de uma realidade que se dobra, mas continua a resistir. Encontro, teoricamente inexplicável, de dois fenômenos que deveriam, a princípio, repelir-se um ao outro: omercantilismo e a ilustração.”


(CARDOSO, Ciro Flamarion. A crise do colonialismo luso na América Portuguesa. In. LINHARES, Maria Yedda. História Geral do Brasil. 14ª ed. Rio de Janeiro. Elsevier: 1990. P. 114. Adaptado.)


Infere-se que a citação:


A

Faz uma apologia ao período Pré-Colonial, principalmente no tocante à exposição da relação entre mercantilismo e ilustração.


B

Narra os desdobramentos das influências capitalistas e socialistas no Brasil, bem como suas disputas na perspectiva geopolítica nacional.


C

Faz referência ao momento em que a política imperial brasileira se consolidava como definitivamente independente de Portugal no século XIX. Dessa forma, o país se submetia a uma liderança central legitimada.


D

Remete ao período em que o Marquês de Pombal esteve à frente da administração de Portugal e de suas colônias; onde houve uma grande renovação das estruturas político-institucionais à luz dos novos ideais da época.