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Assim como as ações do “Occupy Wall Street”, nos EUA, e os movimentos ligados a “Los Indignados”, na Espanha, houve, anteriormente, ao longo da história do século passado, movimentos sociais que tomaram as ruas, marcaram sua época, mas não resultaram em uma tomada revolucionária do poder do aparelho de Estado. Entre eles está, por exemplo, aquele que ficou identificado pelo nome “Maio de 1968”. A caracterização que melhor corresponde ao Movimento Social conhecido pelo nome de “Maio de 68”, na França é:
a retomada, por parte da Nova Esquerda Francesa, dos valores da Revolução Francesa (Liberdade, Igualdade e Fraternidade), desta vez, somados à reivindicação de igualdade econômica e não apenas de igualdade formal jurídica; este movimento foi liderado pelo Partido Comunista Francês e por intelectuais como Sartre e Marcuse, marxistas não ortodoxos
o movimento social, inspirado na contracultura, que levou à cena pública aspectos da luta social antes ignorados ou reprimidos pelas lideranças socialistas tradicionais; tal movimento trouxe à cena pública discussões que passariam a pautar os movimentos sociais das minorias e fizeram uso de recursos novos e criativos de luta política e social, ligados à desobediência civil
o movimento social em prol da radical desocupação das colônias francesas, ainda restantes, na África e na Ásia; buscava ainda a plena integração à sociedade francesa dos indivíduos, de variadas origens e etnias, que haviam se tornado habitantes do território francês, em Europa, devido às contingências da ação imperialista francesa ao longo dos séculos XIX e XX
a luta, especialmente dos filhos franceses de argelinos e tunisianos que desejavam retornar às terras do norte da África, mas desejavam um substancial ressarcimento de recursos, por parte do Governo Francês, devido aos prejuízos, econômicos e morais, causados pela ação imperialista francesa
a ocupação sistemática de prédios e áreas devolutas existentes no centro urbano de Paris e seus arredores, visando a instauração de uma Reforma Urbana que permitisse às populações pobres de Paris melhores condições de moradia e de saúde, além de permitir que os trabalhadores urbanos não perdessem tanto tempo se deslocando para seus locais de trabalho