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Ao discutir a aliança entre os EUA e a URSS, no contexto da Segunda Guerra Mundial, Eric Hobsbawm (1995) afirma que o conflito político no Ocidente – da URSS às Américas, passando pela Europa – pode ser mais bem entendido não como uma disputa entre Estados, mas como uma guerra civil ideológica internacional. E que as linhas divisórias cruciais nesta guerra civil não foram entre o capitalismo como tal e a revolução social comunista. Os termos,que justificam a aliança EUA e URSS contra o nazi-fascismo, nos quais Hobsbawm configura as famílias ideológicas do período retratado estão descritos em:
De um lado, os países da Europa que foram agentes imperialistas no século XIX, dentre eles, a Alemanha e Itália, do outro, os novos players periféricos do capitalismo/industrialismo internacional, EUA e URSS.
Os países estavam divididos entre aqueles que baseavam seus recursos energéticos fundamentais em torno do petróleo, como EUA e URSS, e aqueles, como Itália e Alemanha, que faziam do carvão e das hidroelétricas suas fontes energéticas essenciais.
Um lado era aquele composto pelos descendentes do Iluminismo do século XVIII e das grandes revoluções, incluindo aí a Revolução Russa, do outro, seus adversários, dentre eles a Alemanha e a Itália, respectivamente, nazista e fascista.
A divisão era fundamentalmente entre europeus e não europeus, o que era reforçado pela Doutrina Monroe, norte-americana, e pelo pan-eslavismo russo, doutrina que perdurou quando Stalin assumiu o poder na URSS.
Os blocos mundiais foram organizados tendo em vista o conflito entre países baseados em princípios de democracia direta sindicalista, como a Alemanha, a Itália e mesmo o Japão, e países que defendiam o sistema representativo tradicional, como EUA e URSS.