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Texto CG-II – questões 17 e 18
O embate não dizia respeito à defesa do que já ficara sepultado no passado — a economia exportadora e a sociedade agrária —, não colocava em tela de juízo a necessidade ou não da industrialização. O que estava em jogo, isto sim, eram dois estilos de desenvolvimento econômico, dois modelos de sociedade urbana de massas: de um lado, um capitalismo selvagem e plutocrático; de outro, um capitalismo domesticado pelos valores modernos da igualdade social e da participação democrática dos cidadãos, cidadãos conscientes de seus direitos, educados, verdadeiramente autônomos, politicamente ativos. Portanto, 1964 representou a imposição, pela força, de uma das formas possíveis de sociedade capitalista no Brasil.
João Manuel Cardoso de Mello e Fernando A. Novais. Capitalismo tardio e sociedade moderna. In: Lilia M. Schwarcz. História da vida privada no Brasil (4). São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 617-8 (com adaptações).
Com o auxílio do texto CG-II, julgue os itens seguintes, relativos ao quadro brasileiro preexistente à ruptura institucional de 1964 e ao significado histórico desse golpe.
Enquanto, para os vitoriosos de 1964, a ruptura significou a defesa de uma democracia em risco, para outros, a queda de Jango correspondeu à vitória de um projeto que propugnava pela modernização capitalista do país pela via conservadora, disposto a adotar, caso necessário, o caminho do autoritarismo.