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“[...] uma temática central [...] preside as discussões sobre o Maranhão: a decadência. No decorrer de nossas pesquisas [...], fomos paulatinamente descortinando esta temática como estratégica, um lugar privilegiado de análise para pensar tanto o complexo processo de constituição do imaginário social em escala estadual, quanto os diferentes tipos de intervenção pessoal e coletiva daí originados, bem como o processo correlato de (re)invenção da identidade do Maranhão”.
COSTA, Wágner Cabral da. As ruínas verdes: tradição e decadência no imaginário social. Campinas: Maio, 1999.
Acerca da noção de decadência e sua importância para a análise crítica da historiografia maranhense, assinale a opção correta.
Segundo a historiografia maranhense do século XX, o projeto político do “Maranhão Novo” capitaneado por José Sarney situava-se fora do regime discursivo decadentista, na medida em que visualizava um período de desenvolvimento econômico como meta última de seu programa de governo.
A noção de decadência vem sendo utilizada, indistintamente, por agentes sociais ligados às letras e à produção cultural local desde os trabalhos produzidos pelos intelectuais presentes no momento da fundação francesa da capital.
A representação decadentista da história do Maranhão não pode ser conciliada com o mito da “Atenas Brasileira”, que destaca a excelência da produção cultural local no contexto do século XIX, razão pela qual essas duas imagens não convivem, mas se sucedem uma à outra.
A “decadência da lavoura” esteve presente no pensamento político oficial e na produção erudita do século XIX, tendo sido reproduzida posteriormente de forma acrítica pela historiografia regional.
A ideia de decadência esteve presente em inúmeras formulações sobre a história do Maranhão sem modificações e ressignificações ao longo do tempo, o que indica o vigor dessa representação e sua força explicativa.