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“Era pois generalizada, sobretudo entre os eclesiásticos, a ideia de que o descobrimento do Brasil fora ação divina; de que, dentre os povos, Deus escolhera os portugueses; de que estes, uma vez senhores da nova colônia, tinham por dever nela produzir riquezas materiais – explorando a natureza – e espirituais – regatando almas para o patrimônio divino.” (SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 35).
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Sobre o período da Mineração no Brasil Colonial, é incorreto afirmar:
Na Região das Minas Gerais, a Intendência das Minas era o principal órgão de controle e de fiscalização da mineração do ouro.
A região das Minas Gerais era predominantemente rural, porém, diferentemente do que ocorria no restante da colônia, houve uma preferência pelo trabalho livre – devido à especialidade do trabalho nas minas, que requeria conhecimento técnico, por isso podemos considerar que a mineração não causou impactos no que diz respeito à escravidão no Brasil Colonial.
Em 1720 foram criadas as Casas de Fundição, com a finalidade de transformar o ouro em barras timbradas e quintadas (1/5 ficava para a Coroa portuguesa), e com o intuito de efetivar a cobrança de tributos e evitar o contrabando.
Em 1765 foi instituída a derrama, que era uma forma arbitrária de cobrar o quinto atrasado, que deveria ser pago por toda a população da região, inclusive com bens pessoais, sua instituição aumentou o descontentamento contra os abusos da Metrópole na Colônia e foi uma das causas da Inconfidência Mineira.
A descoberta de ouro e diamantes provocou uma grande migração portuguesa para a região das Minas Gerais, calcula-se que cerca 40% da população da Metrópole veio para o Brasil.