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“O caminho para a revolução pela longa guerra de guerrilha foi descoberto um tanto tardiamente pelos revolucionários sociais do século XX (...). A própria palavra "guerrilha" não fazia parte do vocabulário marxista até depois da Revolução Cubana de 1959.”
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.)
A Revolução Cubana de 1959, que depôs o presidente Fulgencio Batista, liderada por Fidel Castro e Ernesto “Che” Guevara, inaugurou a tática de guerrilha e da guerra desigual no cenário revolucionário do século XX. Sobre os fatores e os contextos históricos que antecederam o processo revolucionário e tiveram como culminância a instauração de um regime socialista na Ilha de Cuba, podemos destacar:
o intenso desenvolvimento industrial e tecnológico de Cuba capitaneado pelo governo de Fulgencio Batista, que dinamizada o capitalismo e afastava cada vez mais a possibilidade de uma Revolução Socialista.
o apoio declarado da URSS que possibilitou o treinamento e o financiamento das atividades de guerrilha dos cubanos, antes mesmo da tomada do poder.
o movimento de recolonização das Ilhas da América Central por parte do governo espanhol que ameaçava a soberania e a independência do governo cubano, garantido pela aliança com os EUA.
insatisfação do governo norte-americano com o governo de Fulgencio Batista que trabalhava de forma conjunta com diferentes setores políticos de Cuba, para enfraquecer o então presidente cubano.
a Emenda Platt, inserida na Carta Constitucional de Cuba, que estabelecia o direito de intervenção político-militar norte-americana em Cuba, desrespeitando a soberania nacional.