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[...] o governador geral era a cabeça de um poder político...

[...] o governador geral era a cabeça de um poder político disperso, numa constelação de polos relativamente autônomos, cuja unidade era mantida por esse governador-geral, que, como cabeça desse corpo político, representava a sua unidade e tinha a seu encargo a manutenção da harmonia entre todos os seus membros, garantindo a cada uma das suas partes os seus direitos e privilégios, em uma palavra fazendo a justiça, fim primeiro do poder político no Antigo Regime.

COSENTINO, Francisco Carlos. Construindo o Estado do

Brasil: Instituições, poderes locais e poderes centrais. In:

FRAGOSO, João & GOUVÊA, Maria de Fátima. Coleção

O Brasil Colonial. Volume 1, 1443-1580. Rio de Janeiro:

Civilização Brasileira, 2014. p. 529.


Sobre o papel do governador geral instituído por Portugal em sua colônia americana no século XVI, assinale a alternativa correta.


A

Assim como o rei para seus súditos, o governador deveria fazer justiça na colônia, garantindo aos donatários os seus direitos.


B

Ao atuar sob as regras do Antigo Regime, caberia ao governador aplicar a justiça real eliminando as extrapolações do poder dos donatários.


C

Como cabeça do poder político na colônia, seu papel do governador era unificar, por meio da justiça, todas as ações dos colonos.


D

Ao representar uma constelação de poderes autônomos, o governador tinha a função de representar os donatários junto ao rei.