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“[...] A Assembleia Geral Nacional do Povo de Cuba condena energicamente a intervenção aberta e criminosa que durante mais de um século exerceu o Imperialismo norte-americano sobre todos os povos da América Latina; povos que mais de uma vez viram a invasão de seu solo no México, Nicarágua, Haiti, Santo Domingo ou Cuba; que perderam perante a voracidade dos imperialistas ianques extensas e ricas zonas, como Texas, centros estratégicos vitais, como o Canal do Panamá, países inteiros, como Porto Rico, convertido em território de ocupação; que sofreu, além disso, o trato vexatório dos fuzileiros navais, o mesmo contra nossas mulheres e filhas que contra símbolos mais altos da história da pátria, como a efigie de José Martí.”
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(Disponível em: http://olhandoparacuba.blogspot.com.br/2016/09/primeira-declaracao-de-havana.html.)
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A “Declaração de Havana”, discurso emblemático de Fidel Castro, líder da Revolução Cubana morto recentemente, expõe algumas das razões para sua eclosão. No discurso, várias vezes é citado o nome de José Martí, que muito inspirou Fidel Castro em suas ações. José Martí foi:
Um político de origem venezuelana, uma das figuras mais destacadas da emancipação da América Latina, primeiro Presidente da Bolívia, e de clara inspiração comunista.
Um poeta, jornalista, filósofo e político, criador do Partido Revolucionário Cubano, um dos líderes da Independência e considerado por Fidel, o ideólogo da Revolução Cubana.
Uma influência decisiva para Fidel na opção pelo comunismo soviético, líder do grupo M26, ou Movimento Guerrilheiro 26 de julho, que definiu, de uma certa forma, os rumos de Cuba.
Um político e militar que atuou de forma decisiva no processo de independência da Colômbia, Panamá, Peru, Equador, Bolívia e Venezuela. É uma das figuras históricas mais importantes da América Latina.