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Texto para a questão 45."A nossa história, a memória da...

Texto para a questão 45.


"A nossa história, a memória da nossa história é anterior a 1500; anterior à chegada dos portugueses; anterior a essas fronteiras nacionais e regionais, a essa configuração que o Brasil tem. [ ... ] o pensamento indígena tem recursos para acessar a memória que não está escrita, uma memória que não está registrada e que esta memória é um conjunto de práticas, rituais, de práticas apoiadas na cosmovisão, apoiada na visão daquilo que é vulgarmente chamado de 'sagrado'.[ ... ] No meu caso, a minha memória está suportada em um conhecimento que antecede tudo o que está escrito sobre a nossa história. Eu não desprezo o esforço dos historiadores, dos registros da História: eu os reconheço. Mas eu não dependo deles para conhecer a História."


(KRENAK, Ailton. História indígena e o eterno retorno do encontro. ln: LIMA, Pablo (coord.). Fontes e reflexões para o ensino de história indígena e afro-brasileira: uma contribuição da área de História do PIBID/FaE/UFMG. Belo Horizonte: UFMG - Faculdade de Educação, 2012. Disponível em: http://www.fae.ufmg.br/labepeh/down/ livrofaepibid.pdf. Acesso em: jul. 2019).


Sobre o depoimento de Ailton Krenak, pode-se concluir corretamente que


A

a história indígena é diferente da história dos índios, pois esta última, eurocentralizada, só começa a partir da chegada dos europeus.


B

apesar dos esforços dos historiadores acadêmicos, a história dos indígenas será sempre parcial e incompleta, pois estes não são capazes de acessar a cosmovisão dos povos nativos.


C

os indígenas são indiferentes às fronteiras nacionais e regionais do Brasil, pois estas são construções arbitrárias daqueles que, ao longo da História, os colocaram como outros na formação do Brasil.


D

independer dos historiadores para conhecer a História significa ser capaz de assimilar, por outros meios, sobretudo o da experiência e das trocas com antepassados, informações que a historiografia tradicionalmente ignorou ou omitiu.


E

a própria visão de mundo do indígena carrega consigo um conhecimento do passado que não está nos livros, mas se manifesta em práticas e rituais.