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O mundo, ou seus aspectos relevantes, tornou-se pós-...

O mundo, ou seus aspectos relevantes, tornou-se pós- -industrial, pós-imperial, pós-moderno, pós-estruturalista, pós-marxista, pós-Gutenberg, qualquer coisa. […] a transformação mais sensacional, rápida e universal na história humana entrou na consciência das mentes pensadoras que a viveram.

A novidade dessa transformação está tanto em sua extraordinária rapidez quanto em sua universalidade. Claro, as partes desenvolvidas do mundo, isto é, para fins práticos, as partes central e ocidental da Europa e da América do Norte, além de uma pequena faixa de ricos e cosmopolitas em toda parte, há muito viviam num mundo de constante mudança, transformação tecnológica e inovação cultural. Para eles, a revolução da sociedade global significou uma aceleração ou intensificação de movimento a que já se achavam acostumados em princípio. […] para a maior parte do globo as mudanças foram igualmente súbitas e sísmicas. Para 80% da humanidade, a Idade Média acabou de repente em meados da década de 1950; ou talvez melhor, sentiu-se que ela acabou na década de 1960.


(Eric Hobsbawm, Era dos extremos. Adaptado)


Para Hobsbawm, tais transformações presentes após a Segunda Guerra, referem-se


A

à preponderância das democracias representativas em todos as regiões, especialmente no Oriente Médio; ao acentuado envelhecimento das populações nas nações mais pobres; às lentas transformações ocorridas nas estruturas agrárias dos países em desenvolvimento.


B

à drástica redução do campesinato; ao crescimento das ocupações profissionais que exigiam uma educação secundária e universitária; ao declínio, a partir dos anos 1980, das classes operárias industriais e ao papel impressionantemente maior desempenhado pelas mulheres nas sociedades desenvolvidas.


C

à percepção, por parte das nações neocolonizadas, da importante contribuição civilizatória oferecida pelos países europeus; à materialização de um comércio internacional marcado pela equidade entre nações ricas e pobres e ao decréscimo dos gastos das nações com armamento.


D

à contraditória recuperação da população do campo nas nações mais ricas; ao aumento da igualdade econômica entre as nações desenvolvidas e as nações mais pobres e o frágil desenvolvimento científico-tecnológico fora das fronteiras norte-americanas.


E

à extraordinária proteção à economia das nações mais pobres realizada pelo Banco Mundial e pelo FMI; à conquista da universalização do acesso à escola, mesmo nas nações subdesenvolvidas e ao fortalecimento geopolítico e econômico do continente europeu.