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O texto a seguir fala sobre a produção e a sociedade açucareira que se desenvolveram na América Portuguesa a partir do século XVI.
“As combinações de capital, tecnologia e organização que emergiram no Mediterrâneo e nas ilhas atlânticas como o complexo do engenho transferiram-se para o Brasil quase sem modificações no início do século XVI. Isso foi, em parte, resultado dos contatos humanos, o uso deliberado de pessoas e técnicas já aprovadas na península ibérica, nas Canárias ou na Madeira, todavia também inerente à natureza mesma da produção açucareira que impunha sua própria lógica organizacional”.
(SCHWARTZ, Stuart B. Segredos internos. Engenhos e escravos na sociedade colonial. 1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. Pp. 35-6.)
Sobre esse período é INCORRETO afirmar que
se desenvolveu a partir de uma longa tradição produtiva na Europa, surgida no sudoeste asiático e introduzida no ocidente pelos muçulmanos.
contou com uso extensivo da mão de obra escrava africana em detrimento da indígena, desde o princípio considerada imprópria para este tipo de produção.
foi determinante para a definição do processo de colonização da América Portuguesa, valendo-se para isso da mão de obra escrava.
acompanhou, originalmente, o modelo de produção desenvolvido nas ilhas portuguesas, embora sem a competição com a produção de trigo.
ampliou a eficiência e o êxito do modelo originário, contando com grande quantidade de mão de obra escrava para o aumento da produção.