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A década de 1990 marcou o auge do processo de privatização no Brasil. Entende-se por privatização o processo de transferência de órgãos ou empresas estatais (pertencentes ao Estado, portanto, públicos) para a iniciativa privada por meio da realização de vendas, que costumam ser instrumentalizadas a partir de leilões públicos. Diferentemente do que muitos imaginam, esse processo é considerado comum, ocorrendo de forma menos intensa no Brasil desde a década de 1980. No entanto, podemos dizer que o Brasil ingressou, de fato, na era das privatizações a partir dos anos 1990, com destaque para o Governo FHC. Ao todo, foram privatizadas mais de 100 empresas, que, até 2005, geraram uma receita de 95 bilhões de dólares, o que, corrigindo para valores de 2013, equivale a 143 bilhões de dólares.
(Privatização no Brasil: descomplicando um tema econômico polêmico! Politize!)
Na atualidade, em relação especificamente à questão das privatizações no Brasil, assinale a afirmativa correta.
No cenário econômico brasileiro, dominado pelo modo de produção alicerçado no pensamento liberal, a acumulação flexível se contrapõe às privatizações de qualquer espécie.
A mudança tecnológica, a automação, a busca de novas linhas de produção e nichos de mercado nacional impõem como praticamente única opção a privatização sistemática das empresas nacionais.
No que se refere à ofensiva neoliberal no país, destaca-se a postura do capital e do Estado sempre entrelaçados, o que impede qualquer negociação relacionada à privatização e à terceirização da produção.
Os defensores das privatizações argumentam que a administração pública centralizadora é bastante precária, impede a evolução das empresas e trava a economia. Com as privatizações, a lucratividade se elevaria.