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No que concerne à produção acadêmica recente no campo da história no Brasil, assinale a alternativa correta.
A crise do paradigma estruturalista, o ambiente da redemocratização brasileira e de fortalecimento dos movimentos sociais, além dos diálogos interdisciplinares com a antropologia política, abriram as portas para análises históricas dedicadas aos sujeitos individuais e coletivos, bem como a suas agências e seus protagonismos.
Nos últimos anos, a nova história indígena aproximou-se do modelo macrossocial das ciências sociais e confirmou a crônica da extinção, destacando que a ausência de protagonismo dos povos indígenas nas principais tramas da história pátria foi o resultado óbvio da violência cometida contra esses povos ao longo da colonização.
Nos anos de 1990, como resultado da ascensão dos estruturalismos e das transformações da sociedade brasileira, ocorreu a recusa expressa da história oral, o que pode ser atribuído à sua preferência pelos testemunhos e pelas experiências individuais.
Nos anos de 1990 e de 2000, a crítica ao economicismo marxista e estruturalista conduziu ao abandono da história econômica e à adoção de uma história apenas de corte político, como demonstrou a perspectiva interpretativa que ficou conhecida como “Antigo Regime nos Trópicos”.
Atualmente, a história das mulheres permanece atrelada ao paradigma da história social francesa, dedicando-se, sobretudo, aos movimentos socioprofissionais femininos e afastando-se da história cultural e de uma crítica direta aos papéis de gênero no mundo contemporâneo e no passado.