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“(...) possuindo afluência do ouro, em breve tempo, das cidades e lugares marítimos sobreveio inumerável multidão; uns com cobiça de fácil fortuna, outros buscando remédio à necessidade."
Simão Ferreira Machado, em 1733. IN: Triunfo eucarístico. Apud Affonso Avila. Resíduos seiscentistas. Belo Horizonte: Centro de Estudos Mineiros, 1969.
O contexto histórico que marcou as primeiras descobertas do ouro e o início da ocupação da região das “Minas Gerais”, ainda no período colonial, é caracterizado pelo:
afluxo populacional extraordinário, nos primeiros tempos na região mineradora, e a exigência de muito capital para a prática da atividade que limitava a ida de pessoas com poucas posses para a região
envolvimento dos bandeirantes que saíam do Nordeste decadente e eram especialistas no apresamento de nativos e responsáveis pela localização das primeiras jazidas no interior do território colonial
fato de os paulistas, à frente da exploração do ouro nas “Minas Gerais”, terem se utilizado dos nativos nessa tarefa, que só deixou de ser comum a partir da Guerra dos Emboabas, quando o trabalho do africano escravizado passou a predominar
declínio açucareiro nordestino, que vinha desde meados do século XVII e que acabou estimulando o deslocamento de senhores e de seus escravos para a região mineradora, contribuindo para o predomínio do trabalho do africano escravizado desde o início