Nos últimos anos, a memória tem estado no centro dos debates acadêmicos na América Latina. Mas nem sempre foi assim. No campo da História, era imperativo desconfiar da memória. Na primeira metade do século passado, o próprio Halbwachs destacava que a memória coletiva não podia se confundir com a história. Ao contrário, a história, começava justamente onde a memória acabava e a memória acabava quando não tinha mais como suporte um grupo. Em sua obra Regimes de historicidade: presentismo e experiência do tempo Hartog discute a relação entre a História e a Memória a partir dos estudos de Halbwachs e Pierre Nora. Nos postulados destes dois autores, considere as afirmativas.
I) Há convergência entre o pensamento do sociólogo (Halbwachs) e do historiador (Nora), pois para os dois, a história e a memória se opõem: a memória, um processo vivo conduzido por grupos e a história, registro, operação intelectual, problematização e crítica do passado.
II) Para os dois autores, tanto a memória quanto a história são verdades em si mesmas. Ambas buscam trazer o passado para o presente: a memória acessa o passado diretamente e a história o faz com e através de vestígios.
III) Os dois autores propõem que a memória é matriz da história, ou lupa que possibilita olhar melhor. O historiador, então, deixa de tratar a memória como resíduo, pois a memória não é somente o ato de lembrar, muito menos depósito ou banco de dados.
Está(ão) correta(s),
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I e III, apenas.
II, apenas.
I, apenas.