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Enquanto ainda era apenas um projeto político transformador – não necessariamente criminoso – passível de discussão entre os protagonistas, o levante já revelava a existência de dissensões e divisões internas que expressavam os diferentes interesses e inserções dos agentes na trama. São fartas, nos Autos da Devassa da Inconfidência Mineira, as evidências de que os inconfidentes divergiam quanto a temas absolutamente fundamentais no que tange aos acontecimentos subsequentes à decretação da derrama, cobrança de impostos acumulados há décadas.
(João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino de História da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.).
Inaugurando a História e construindo a nação, discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)
Para Furtado, entre os inconfidentes, não existia consenso em relação
à função política que caberia ao Tiradentes na nova ordem, ao projeto de anulação das alforrias e à divisão territorial das Minas Gerais.
à construção de uma estrada ligando Minas ao Rio de Janeiro, ao uso da democracia direta e à separação entre Igreja e Estado.
ao futuro papel dos ministros da Câmara de Vila Rica, a isenção fiscal das atividades agropastoris e a criação de uma universidade.
à constituição de uma milícia popular formada por mineiros, à criação de escolas públicas e a um sistema tributário progressivo.
ao destino a ser dado ao Governador, ao formato final da revolta em termos operacionais e ao seu próprio teor.