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“(...) a crise do paradigma da ciência moderna não...

“(...) a crise do paradigma da ciência moderna não constitui um pântano cinzento de cepticismo ou de irracionalismo. É antes o retrato de uma família intelectual numerosa e instável, mas também criativa e fascinante (...).”


(SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. Cortez. 3ª ed. SP. 2005. pp. 58.)


Sobre o pensamento apresentado pelo pensador português acerca de um novo paradigma que se avizinha, pode-se aferir que:


A

o conhecimento do paradigma emergente é dualista, um conhecimento que se fundamenta nas várias distinções entre as ciências da natureza, da matéria e da cultura, por exemplo


B

a distinção dicotômica entre as ciências naturais e as ciências sociais reforçou seu sentido e utilidade, assentada apenas numa concepção mecanicista da matéria, da natureza e cultura


C

sendo uma revolução científica que ocorre numa sociedade, ela própria revolucionada pela ciência, o paradigma a emergir dela deve ser apenas um paradigma científico


D

a busca por um paradigma científico, baseado no conhecimento prudente, tem que buscar também por um paradigma social, um paradigma de uma vida decente