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A industrialização configurou um processo histórico complexo, marcado por mudanças técnicas, reorganização do trabalho e redefinição das relações sociais. A introdução do sistema fabril alterou ritmos produtivos e intensificou a exploração da força de trabalho. Longe de produzir consenso social, esse processo ampliou tensões e desigualdades. A historiografia ressalta seu caráter contraditório e conflituoso.
Analise as afirmações a seguir e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F).
(__) Provocou transformações significativas nos modos de produção e na organização do trabalho.
(__) Suprimiu práticas de exploração laboral, como o trabalho infantil.
(__) Contribuiu para o acirramento de conflitos sociais e disputas entre classes.
(__) Promoveu redução imediata das desigualdades econômicas.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
V, V, F, F.
V, F, V, F.
F, V, F, V.
F, F, V, V.
As políticas de reparação e ações afirmativas, no contexto da história das lutas sociais, visam corrigir injustiças históricas e promover a igualdade de oportunidades para grupos socialmente desfavorecidos, como as populações negras e povos indígenas.
Certo
Errado
A globalização é um processo irreversível de integração mundial nos campos econômico, social, cultural e político, unificando as experiências humanas e eliminando todas as formas de desigualdade e particularismos culturais.
Certo
Errado
O pensamento de Auguste Comte postula que a estabilidade social é necessária em nome do controle do caos, o que serve de base para melhorias na vida humana, as quais são inevitavelmente quebras de paradigmas: ordem e progresso. Nesse sentido, é CORRETO afirmar sobre o pensamento comtiano associado à história científica, que:
a sociedade deve permanecer no estágio teológico, pois apenas a fé religiosa seria capaz de explicar racionalmente o desenvolvimento histórico da humanidade, sua busca por uma teleologia civilizatória.
a história não apresenta evolução linear, mas ciclos repetitivos, nos quais a sociedade alterna eternamente entre caos e estabilidade, sem alcançar um estágio definitivo de progresso.
o ser humano deve ser removido do pensamento teológico, que caracteriza a infância, avançando para o pensamento racional, segundo estágio do desenvolvimento humano e social, ou a fase metafísica, caminhando para o estado científico, ou adulto, da civilização.
o conhecimento só pode ser obtido por meio da experiência intuitiva e do sentimento, desprezando métodos empíricos e racionais, aproximando-se da hermenêutica como ferramenta interpretativa do passado.
a sociedade atinge seu ápice quando abandona a ideia de progresso e aceita o imobilismo histórico como forma de manutenção da harmonia social, a mudança e a ruptura são, nesse sentido, perspectivas de frear o real desenvolvimento.
A transição do nomadismo para o sedentarismo na história da humanidade ocorreu principalmente com:
o domínio do fogo.
a invenção da roda.
a agricultura e domesticação de animais.
a criação da escrita.
o desenvolvimento da metalurgia.


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A globalização, entendida como um processo de integração econômica, social e cultural em escala mundial, tem como única consequência a homogeneização cultural, eliminando a diversidade local.
Certo
Errado
Leia o texto a seguir.
O termo diáspora define o deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas. O termo "diáspora" é usado com muita frequência no mundo antigo para fazer referência à dispersão do povo judaico. Em termos gerais, diáspora pode significar a dispersão de qualquer povo ou etnia pelo mundo. Todavia o termo foi originalmente cunhado para designar a migração e colonização, por parte dos gregos, de diversos locais ao longo da Ásia Menor e Mediterrâneo, de 800 a 600 a.C. Segundo o autor Hall (2013), o termo diáspora é utilizado para descrever um fenômeno sociocultural da dispersão do povo africano para outros continentes, no entanto, como vimos acima, a origem do termo diáspora antecede a questão diaspórica dos africanos.
CRUZ, Ailton Machado da. História e cultura afro-brasileira. Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Foz do Iguaçu, 2017.
A partir da leitura do texto, pode-se afirmar que o conceito de diáspora, cunhado por Stuart Hall (2003), é compreendido como um campo de investigação
que se presta a dar conta especialmente dos fenômenos relativos às migrações humanas dos ex-países coloniais para as antigas metrópoles. Independentemente disso, demonstra a possibilidade e força dos grupos dominados em resistirem, em fazer frente e impedir o movimento migratório.
que ressalta a escravização como uma forma de minimizar a importância do continente africano, bem como suas representações positivas. Historicamente vincula uma imagem do continente africano à diminuição, desligado de sua relevância, suas construções e o desenvolvimento oriundo do continente.
de caráter interdisciplinar que explora as formas de produção ou criação de significados e de difusão deles nas sociedades atuais. Nessa perspectiva, a criação de significado e dos discursos reguladores das práticas significantes da sociedade revelam o papel apresentado pelo poder na regulação das atividades cotidianas das formações sociais.
mais amplo; o fenômeno ocorre no interior das relações de poder radicalmente assimétricas. É a lógica disjuntiva que a colonização e modernidade ocidental introduziram no mundo e sua entrada na história que constituíram o mundo, após 1492, como um empreendimento profundamente desigual, mas “global”.

Barracos de ocupantes ilegais ao longo do rio Willamette, em Portland.
Fotografia de Arthur Rothstein, 1936.
A fotografia reproduzida acima, de 1936, retrata os barracos onde viviam ocupantes ilegais ao longo do rio Willamette, em Portland, no Oregon, Estados Unidos. Muitos deles, durante o inverno, trabalhavam nos pomares próximos do vale de Willamette e, no verão, no vale de Yakima.
Adaptado de hdl.loc.gov.
A quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, ocasionou uma crise econômica de proporções grandiosas.
A partir da imagem e do texto, um dos efeitos dessa crise para a sociedade norte-americana, na década de 1930, foi:
dinamização das atividades laborais
desarticulação da mão de obra rural
insalubridade das condições de trabalho
elevação da empregabilidade do imigrante
A compreensão histórica do tempo envolve reconhecer que diferentes sociedades constroem modos próprios de marcar as etapas da vida. Considerando essa perspectiva, analise as afirmativas abaixo.
I – Na nossa sociedade, o tempo biológico é marcado por anos de vida, geralmente comemorados nas festas de aniversário, e evidenciado em idades bem delimitadas, que possibilitam a entrada na escola, na vida adulta a maioridade, o direito de votar, de dirigir automóveis, etc.
II – Em culturas indígenas, as transições do tempo biológico são delimitadas pelas mesmas faixas etárias utilizadas na sociedade ocidental, com critérios explícitos de idade.
III – Em culturas indígenas, as passagens do tempo biológico, embora não sejam delimitadas por idades, têm marcas ritualísticas importantes, realizadas por cerimônias que indicam as fases de crescimento e de novas responsabilidades perante a comunidade.
Assinale a alternativa correta.
I, II e III estão corretas.
Apenas I e II estão corretas.
Apenas II e III estão corretas.
Apenas I e III estão corretas.
Apenas I está correta.
O conceito de materialismo histórico, desenvolvido por Karl Marx, sugere que:
A infraestrutura econômica de uma sociedade determina as suas instituições políticas, culturais e jurídicas.
A consciência de classe precede a luta de classes e é o fator determinante para a mudança social com vistas ao acúmulo de capital.
A superestrutura de uma sociedade é independente das condições materiais da vida.
A produção de bens de consumo é o único fator capaz de explicar a história das sociedades humanas.
A luta de classes não tem relação com as mudanças econômicas em uma sociedade.


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Tendo como premissa a construção da identidade do povo brasileiro no período oitocentista, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- O romantismo dedicou-se a reler em tom épico o passado histórico do Brasil, exaltou a bravura indígena, a resistência e a morte heroica como expressou Gonçalves Dias em seus poemas.
PORQUE
II- O secretário do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB), Francisco Varnhagen, seguidor do pensamento naturalista e autor de uma das obras da historiografia oficial, História Geral do Brasil, destacava a imagem do índio como símbolo da identidade nacional.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
as asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
as asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I.
a asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
a asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
as asserções I e II são proposições falsas.
Em 1890, Cecil J. Rhodes, Primeiro Ministro da Colônia do Cabo, na África do Sul, propôs várias leis com intuito de retirar a população negra de suas terras ancestrais para promover o desenvolvimento industrial e forçá-la a se submeter aos novos hábitos de trabalho. Ele teria dito “que no futuro nove décimos deles terão que passar a vida em trabalho braçal, e quanto mais cedo isso for compreendido, melhor”.
MARTIN, Meredith. Diamantes, Ouro e Guerra: os britânicos, os Bôeres e a formação da África do Sul.
O contexto histórico a que o enunciado acima está vinculado diz respeito
ao expansionismo imperialista europeu, promovido pela Segunda Revolução Industrial que foi responsável pela partilha e exploração moderna da África.
à expansão do mercantilismo europeu, iniciado com as navegações portuguesas no século XV e que resultou na Primeira Guerra Mundial.
ao desenvolvimento do capitalismo neoliberal conduzido pela Grã-Bretanha através da política econômica adotada pela Premier Margaret Thatcher.
ao modelo social-democrata inglês, baseado no Estado de BemEstar Social, includente e garantidor dos Direitos Humanos.
Sobre a história e concepção da infância, analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
A infância é o período da vida em que o indivíduo começa a sentir, a pensar, a agir e a se relacionar. Pode-se dizer que é a fase da vida quando iniciam os aprendizados e as descobertas.
Na primeira infância a criança é caracterizada como um indivíduo inocente. Enquanto, na segunda, a criança é vista como um indivíduo que abrange uma série de particularidades, mas nunca a inocência e a bondade como características essenciais.
A criança adquire o conhecimento a partir de duas teorias: a teoria do empirismo e a teoria do racionalismo. Enquanto, no racionalismo, a criança é vista como um ser incompleto, sua mente é como uma página em branco e o conhecimento ocorre através da experiência, no empirismo, a criança é vista como um pré-adulto que faz uso da razão. Desse modo, observamos que, de acordo com o pensamento moderno, a criança é vista como um mero objeto, um ser passivo, uma miniatura de adulto.
A partir do século XVI, a temática da infância tornou-se assunto de maior interesse dos muitos pesquisadores. O tema infância ganhou ainda mais força quando as crianças começaram a frequentar a escola. O papel de educar passa a ser da escola e não da família. a partir do século XVI, surgem as instituições infantis.
Identifique a leitura mais consistente sobre laços servis, dinâmicas urbanas e práticas comerciais entre séculos XI e XIII.
Reforço constante de servidão coletiva, proibição de feiras regionais e fechamento de vilas a mercadores itinerantes.
Comutação de prestações pessoais em pagamentos, crescimento de vilas com cartas de franquia e organização de ofícios em corporações.
Extinção total de direitos senhoriais, livre acesso a moinhos comuns e dissolução das guildas por decisão régia.
Imobilidade de taxas e jornadas, retração urbana generalizada e substituição de moedas por trocas sem registro.
“Quais eram as características comuns a todas cidades-Estados clássicas? Talvez possamos distinguir as seguintes como sendo as mais importantes: 1) do ponto de vista formal, a tripartição do governo em uma ou mais assembleias (sic), um ou mais conselhos, e certo número de magistrados escolhidos — quase sempre anualmente — entre os homens elegíveis; 2) a participação direta dos cidadãos no processo político: a noção de cidade-Estado implica a existência de decisões coletivas, votadas depois de discussão (nos conselhos e/ou nas assembleias), que eram obrigatórias para todas a comunidades, o que quer dizer que os cidadãos com plenos direitos eram soberanos; 3) a inexistência de uma separação absoluta entre órgãos de governo e de justiça, e o fato de que a religião e os sacerdócios integravam o aparelho de Estado”.
Fonte: CARDOSO, Ciro Flamarion S. A cidade-Estado antiga. São Paulo: Ática,1987, p./
Entre as afirmativas abaixo, qual complementa CORRETAMENTE o fragmento de texto acima?
A tripartição do governo em assembleias, conselhos e magistraturas apresentava-se de forma idêntica, e sua constituição influenciou diretamente a tripartição de poderes nas democracias modernas.
Considerando tempo e espaço, em diferentes cidades-estados gregas, as assembleias e conselhos não apresentavam grande diversidade em relação aos nomes, número, formato, composição, poderes e métodos de escolha dos integrantes.
A soberania dos cidadãos dotados de plenos direitos era imprescindível para a existência das cidadesestados, e a proporção desses cidadãos em relação à população total dos homens livres poderia variar muito de acordo com sua composição.
A cidadania, quase de maneira geral — com exceção de Atenas — era acessível a estrangeiros, estando excluídos mulheres e escravos.
Nas cidades-estados, as funções administrativas, legislativas e judiciais encontravam-se bem distribuídas, o que pode ser constatado na existência dos tribunais, dos conselhos e das assembleias.


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O sujeito histórico constrói a história no cotidiano. As relações sociais diárias se desdobram em espaços de produção e disputa nos quais indivíduos e grupos moldam suas experiências de acordo com normas e valores do seu tempo. Michel de Certeau analisa a dimensão criativa e tática da ação dos sujeitos no cotidiano. Para ele, o sujeito histórico não apenas interage com estruturas sociais preestabelecidas, mas também as subverte por meio de práticas diárias. Diante disso, é possível interpretar as redes sociais, na atualidade, como formas de resistência e criatividade, pois permitem a modificação e variações de narrativas. Com base na visão do autor sobre a ação dos sujeitos no cotidiano, como as redes sociais podem ser interpretadas na atualidade? (CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano. Petrópolis: Vozes, 1998.)
As redes sociais são exclusivamente espaços de reprodução de discursos dominantes controlados por grandes corporações, sem margem para apropriação ou resistência.
Michel de Certeau argumenta que o sujeito histórico não tem influência sobre as estruturas sociais, sendo apenas um reflexo delas.
As redes sociais impedem a criatividade dos indivíduos, pois impõem normas rígidas e inalteráveis de interação, como o atual cerceamento à liberdade de expressão promovido pelos Estados.
As redes sociais podem ser formas de resistência e criatividade, pois permitem que os indivíduos transformem discursos dominantes em novas narrativas, reinventando seu papel no mundo digital e no cotidiano.
Entre esses preconceitos estava o canibalismo. A prática não era, porém, uma mentira, uma invenção europeia, mas um ritual controlado por regras. Entre os tupis, por exemplo, os guerreiros se sentiam honrados quando morriam em um banquete canibal. Para os europeus, no entanto, comer carne humana era abominável, pois nem mesmo os leões ingeriam seus semelhantes. Portanto, para os conquistadores, o canibalismo era sinônimo de barbarismo e da incapacidade de se autogovernar.
RAMINELLI, R. Canibalismo para alemão ver. In: FIGUEIREDO, L. (Org.). História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013 (adaptado).
No texto, europeus e ameríndios atribuíram à prática relatada, respectivamente, o significado de
selvageria — empoderamento.
impetuosidade — resistência.
fanatismo — humilhação.
intolerância — violência.
repressão — justiça.
Ao abordar o tema, sob a atual análise das organizações dos movimentos feministas em defesa dos direitos das mulheres, aponta-se que
as relações familiares no século XVIII reproduziam as estruturas escravistas e, atualmente, com liberdade consagrada, a mulher pode lutar e conquistar os direitos e escolhas sobre si mesma.
as formas conjugais se transformam com o tempo, mas as relações de poder, nas intersecções e camadas, ainda estabelecem um lugar social da mulher com direitos e oportunidades desiguais.
o poder é historicamente estruturado em cada sociedade, o que garantiu direitos à mulher no mundo político sem alterar a tradição que celebra o seu poder como rainha no mundo familiar e no lar.
o papel da mulher se desconecta das lutas políticas, pois se alterara quando foram desenvolvidos métodos contraceptivos que permitiram atrasar a maternidade para trabalhar e conquistar autonomia.
“Quando os “aritméticos políticos” do final do século XVII apontaram a Holanda como exemplo e adversário; quando os escritores franceses do século XVII prestaram atenção e deploraram as realizações comerciais e financeiras inglesas — estavam dando vazão à sua inveja, esperanças e descontentamento numa era de construção do estado e de intensa rivalidade nacional. Era essa a natureza da Europa, muito diferente da ecumênica China ou dos anárquicos Islã e índia. A Europa consistia em estados grandes e pequenos, cada um orientado pelo orgulho e interesse do governante, mas cada vez mais por um nacionalismo autoconsciente.”
Fonte: LANDES, DAVID S. A riqueza e a pobreza das nações: porque algumas são tão ricas e outras são tão pobres. Rio de Janeiro: Campus, 1998, p.497.
O contexto retratado pelo autor, no fragmento acima, foi marcado:
pela cooperação política e militar entre os diversos estados europeus, com a finalidade de suplantar o avanço da influência do império chinês sobre o comércio ocidental.
pela ocorrência da Revolução Industrial, que alçou a Inglaterra à posição de liderança incontestável no mundo capitalista.
pelo processo de descolonização da América, fato que acirrou as rivalidades preexistentes entre as principais nações coloniais europeias.
pela hegemonia, no campo econômico, das ideias e práticas mercantilistas, as quais fortaleceram os estados nacionais europeus.
pelo predomínio da filosofia do laissez-faire, a qual acentuou a competição econômica entre as principais potências industriais europeias.
O significado fundamental de "nação", e também o mais frequentemente ventilado na literatura, era político. Equalizava "o povo" e o Estado à maneira das revoluções francesa e americana, uma equalização que soa familiar em expressões como "Estado Nação", "Nações Unidas" ou a retórica dos últimos presidentes do século XX. Nos EUA, o discurso anterior preferia falar em "povo", "união", "confederação", "nossa terra comum", "público", "bem-estar público" ou "comunidade", com o fim de evitar as implicações unitárias e centralizantes do termo "nação" em relação aos direitos dos estados federados. Na era das revoluções, fazia parte ou cedo se tornaria parte do conceito de nação que esta deveria ser "una e indivisa", como na frase francesa. Assim considerada, a "nação" era o corpo de cidadãos cuja soberania coletiva os constituía com um Estado concebido como sua expressão política. Pois, fosse o que fosse uma nação, ela sempre incluiria o elemento da cidadania e da escolha ou participação de massa.
(HOBSBAWM, Eric. Nações e Nacionalismo. 4. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2004, p. 31)
A partir do trecho de Hobsbawm sobre o nacionalismo no século XX, é CORRETO afirmar:
O conceito de nacionalismo se separava do conceito de liberdade como princípio formador de todo Estado Moderno.
O ideário político, das teorias iluministas, estabelecia uma nação una e com direitos individuais acima dos coletivos.
O nacionalismo no pós-revoluções burguesas associa soberania e cidadania como princípios fundamentais.
O sentido nacional definia uma posição inseparável entre o povo e a nação, estabelecendo formas autoritárias.


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