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“Quando os “aritméticos políticos” do final do século XVII apontaram a Holanda como exe...

“Quando os “aritméticos políticos” do final do século XVII apontaram a Holanda como exemplo e adversário; quando os escritores franceses do século XVII prestaram atenção e deploraram as realizações comerciais e financeiras inglesas — estavam dando vazão à sua inveja, esperanças e descontentamento numa era de construção do estado e de intensa rivalidade nacional. Era essa a natureza da Europa, muito diferente da ecumênica China ou dos anárquicos Islã e índia. A Europa consistia em estados grandes e pequenos, cada um orientado pelo orgulho e interesse do governante, mas cada vez mais por um nacionalismo autoconsciente.”


Fonte: LANDES, DAVID S. A riqueza e a pobreza das nações: porque algumas são tão ricas e outras são tão pobres. Rio de Janeiro: Campus, 1998, p.497.


O contexto retratado pelo autor, no fragmento acima, foi marcado:


A

pela cooperação política e militar entre os diversos estados europeus, com a finalidade de suplantar o avanço da influência do império chinês sobre o comércio ocidental.


B

pela ocorrência da Revolução Industrial, que alçou a Inglaterra à posição de liderança incontestável no mundo capitalista.


C

pelo processo de descolonização da América, fato que acirrou as rivalidades preexistentes entre as principais nações coloniais europeias.


D

pela hegemonia, no campo econômico, das ideias e práticas mercantilistas, as quais fortaleceram os estados nacionais europeus.


E

pelo predomínio da filosofia do laissez-faire, a qual acentuou a competição econômica entre as principais potências industriais europeias.