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Presépio era a Lapinha, auto popularíssimo representado no...

Texto para as questões de 21 a 25

1 Não se deve atribuir a nenhum milagre o peso

específico que o país ganhou — apesar de suas contradições

sociais não resolvidas — a ponto de se estabelecer como a

4 nona economia do mundo. Este salto deve-se, sobretudo, à

formação, nas universidades, de novos quadros profissionais e

técnicos, em número ainda insuficiente, é verdade, mas efetivo.

7 Imagine-se quando chegarmos (se chegarmos) ao patamar

ideal. Mas, para isso, é preciso investir sem vacilação na

educação superior e, sobretudo, em seu segmento que se

10 mostrou mais eficiente até aqui — o público.

A atividade fundamental da universidade é o educar,

em todos os sentidos. A educação é a base de uma sociedade

13 pluralista, democrática, em que a cidadania não é um conceito

garantido apenas formalmente na lei, mas é exercida plena e

conscientemente por seus membros.

16 Uma universidade distingue-se de qualquer outro tipo

de instituição de ensino superior por ser o locus privilegiado

em que os participantes do processo educacional interagem

19 proficuamente, desenvolvendo e adquirindo conhecimentos e

habilidades com o objetivo de entender e agir sobre a realidade

que os cerca. Esse processo resulta não apenas na capacitação

22 dos alunos técnica e formalmente para desempenhar suas

atividades no seio da sociedade, mas deve proporcionar o

desenvolvimento de uma visão global desta realidade. Agrega,

25 assim, compreensão do mundo à sua volta e tolerância a visões

distintas, características essenciais de uma cidadania integrada

e ativamente democrática.

28 Não há como contestar a necessidade urgente da

expansão do sistema de ensino superior público no Brasil.

Aumentar o número de matrículas no ensino superior público

31 é questão emergencial e essencial para o desenvolvimento

nacional. A atual estratégia nacional, baseada no aumento de

vagas em escolas privadas, muitas delas com fins lucrativos,

34não é moralmente aceitável, nem economicamente viável. Além

disso, tem-se demonstrado academicamente desastrosa.

O aumento das matrículas nas universidades públicas

37 precisa ser feito mediante projetos, elaborados pelas

universidades, que levem em conta as especificidades de

cada instituição e provendo-se as condições adequadas de

40 infraestrutura e pessoal, especialmente docentes.

Idem, ibidem (com adaptações).

Presépio era a Lapinha, auto popularíssimo representado no ciclo do Natal até Reis ou dias de fevereiro, quando havia a queima das palhinhas, as palhas da manjedoura onde o Menino Deus se agasalhava. Duas alas de pastorinhas com o zagal cantavam louvores à Natividade.

Luís da Câmara Cascudo. História da cidade de Natal. 2.ª ed., Rio

de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília: INL; Natal: Universidade

Federal do Rio Grande do Norte, 1980, p. 296 (com adaptações).

Com relação aos aspectos culturais do Rio Grande do Norte, assinale a opção correta.


A

Na dança dos cangaceiros, o grupo ressalta as figuras do cangaço. Nela, mantém-se uma organização hierárquica em que todos cantam e dançam músicas referentes ao cangaço, tendo como destaque o xaxado.


B

As tradições portuguesas, indígenas e negras no estado misturam-se, influenciam-se reciprocamente e fazem surgir festas ou folguedos, ou ainda autos populares. A vaquejada é, entre as manifestações folclóricas, a mais recente do Rio Grande do Norte e tem suas origens nas tradições africanas.


C

O Boi de Reis é uma dança desenvolvida em alas. Em suas apresentações coreográficas, entoam-se cantos de louvores a São João, São Pedro e Nossa Senhora de Santana. Ao término da dança, o grupo, portando a bandeira de São João Batista e entoando cantos, segue em cortejo pelas ruas da cidade até chegar ao rio mais próximo.


D

O século XIX ficou conhecido como a idade dos holandeses, tamanhas eram a influência comercial e as tentativas de tomada de posse de algumas regiões do Nordeste brasileiro. Desse modo, a congada é uma das grandes heranças folclóricas deixadas pelos holandeses que estiveram presentes no Rio Grande do Norte.


E

As danças e simulações de combates dos fandangos, cheganças, marujadas e cavalhadas têm suas raízes nas lutas dos norte-riograndenses pela expulsão dos holandeses e franceses de seu território durante os séculos XVIII e XIX.