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É importante enfatizar que, durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, o objetivo da política exterior norte-americana foi conter o comunismo internacional com políticas que não fosse só militares ou diplomáticas, mas também com programas de cooperação técnica social, educativa e de saúde pública. Isso ocorreu inclusive em zonas consideradas periféricas às superpotências como América Latina e o Caribe, onde existiam poucos partidos comunistas legais ou com uma militância numerosa, mas havia o temor que a pobreza e a doença fossem utilizadas para a propaganda e extensão dos demais. Depois da Segunda Guerra Mundial, os objetivos das políticas internacionais de saúde promovidas por instituições multilaterais e bilaterais, próximas ao poder norte-americano, eram de controlar mais que eliminar por completo algumas das principais doenças infecciosas epidêmicas. Como os ideólogos da Guerra Fria faziam com a contenção do comunismo.
Adaptado de: CUETO, Marcos. La “cultura de la sobrevivência” y la salud pública internacional en América Latina: la Guerra Fría y la erradicación de enfermedades a mediados del siglo XX. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.22, n.1, jan.-mar. 2015, p.257.
As afirmativas a seguir apresentam corretamente fatores da atuação sanitária dos Estados Unidos, à exceção de uma. Assinale-a.
A preocupação norte-americana com a situação sanitária de sociedades consideradas periféricas foi um exemplo de sua presença não bélica em certas regiões.
As colaborações internacionais entre cientistas foi uma forma dos Estados Unidos alcançarem influência em países de interesse político.
As atividades norte-americana sobre a saúde estiveram também em regiões onde não havia presença expressiva de grupos comunistas.
O objetivo das políticas norte-americanas foi de suprimir doenças epidêmicas em países considerados subdesenvolvidos e alvo de intenções comunistas.
As situações de carência foram percebidas pelos Estados Unidos como fator de perigo para o acercamento da influência comunista.