

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Leia o trecho a seguir:
Qualquer que se encarregar de escrever a História do Brasil, país que tanto promete, jamais deverá perder de vista quais os elementos que concorrerão para o desenvolvimento do homem. São, porém, estes elementos de natureza muito diversa, tendo para a formação do homem convergido de um modo particular três raças: a de cor de cobre ou americana, a branca ou caucasiana, e enfim a preta ou etiópica. Do encontro, da mescla, das relações mútuas e mudanças dessas três raças, formou-se a atual população, cuja história, por isso mesmo, tem um cunho muito particular. Tanto os indígenas, como os negros, reagiram sobre a raça predominante. Os espíritos mais esclarecidos e mais profundos, pelo contrário, acharão na investigação da parte que tiveram, e ainda têm, as raças Índia e Etiópia no desenvolvimento histórico do povo brasileiro, um novo estímulo para o historiador humano e profundo.
VON MARTIUS, Karl Friederich. Como se deve escrever a História do Brasil. Revista de História e Geografia do Instituto Histórico Brasileiro, 1845, pp. 63-64.
Ao recomendar as diretrizes para a construção da história nacional brasileira, o autor
compreende a homogeneidade dos grupos sociais que conformam o Brasil, observada nas suas sociabilidades.
despreza outros povos além dos europeus como responsáveis para a formação da identidade brasileira.
recusa os europeus como únicos elementos constitutivos da população e da história brasileira.
desconsidera as origens históricas do corpo social brasileiro como elemento norteador para conjecturar o futuro do país.
secundariza a participação africana em relação aos europeus e indígenas no processo histórico da sociedade brasileira.